HC 956949 - DECISAO

HC 956949 - DECISAO

Apesar de não se admitir habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio, o Superior Tribunal de Justiça, com fundamento em precedentes que interpretam a parte final do art.7º, VI, do Decreto Presidencial n.º 11.302/22 como exceção à regra do art.5º, reconheceu que o indulto natalino é aplicável ao condenado por tráfico privilegiado (art.33, §4º, Lei 11.343/06). Assim, concluiu-se que o indeferimento do indulto pelo Tribunal de origem, com base na pena em abstrato superior a cinco anos, era incompatível com a interpretação jurisprudencial do referido Decreto, justificando a concessão de ofício da ordem para deferir o indulto ao paciente.

Parties
Paciente: Paciente; Defesa: Defesa; Ministerio Publico: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
05 November 2024
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Concessão Da Ordem (ofício)
Outcome
Ordem concedida: deferido o indulto natalino instituído pelo Decreto Presidencial n.º 11.302/22 ao paciente
Legal Topics
Indulto Presidencial, Tráfico De Drogas Privilegiado, Habeas Corpus Substitutivo, Interpretação De Decreto Presidencial, Flagrante Ilegalidade

Case Brief

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Parties

Paciente

Paciente

Defesa

Defesa

Ministério Público Federal

Ministerio Publico

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Concessão Da Ordem (ofício)

  1. 1 cabimento do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio ou revisão criminal
  2. 2 aplicabilidade do indulto previsto no Decreto Presidencial n.º 11.302/22 ao crime de tráfico privilegiado (art.33, §4º, Lei 11.343/06)
  3. 3 interpretação do art.5 e do art.7, VI, parte final, do Decreto n.º 11.302/22

Ratio Decidendi

Apesar de não se admitir habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio, o Superior Tribunal de Justiça, com fundamento em precedentes que interpretam a parte final do art.7º, VI, do Decreto Presidencial n.º 11.302/22 como exceção à regra do art.5º, reconheceu que o indulto natalino é aplicável ao condenado por tráfico privilegiado (art.33, §4º, Lei 11.343/06). Assim, concluiu-se que o indeferimento do indulto pelo Tribunal de origem, com base na pena em abstrato superior a cinco anos, era incompatível com a interpretação jurisprudencial do referido Decreto, justificando a concessão de ofício da ordem para deferir o indulto ao paciente.

Court Disposition

Ordem concedida: deferido o indulto natalino instituído pelo Decreto Presidencial n.º 11.302/22 ao paciente

Orders

  • Conceder ao paciente o indulto natalino instituído pelo Decreto Presidencial n.º 11.302/22.
  • Comunique-se, com urgência, o teor desta decisão ao Tribunal de origem e ao respectivo Juízo de primeiro grau.