AREsp 2646199 - DECISAO
O agravo foi negado porque a tese de inaplicabilidade da Lei n. 9.656/1998 não estava compatível com os fundamentos do acórdão recorrido, e, independentemente da inaplicabilidade do CDC e da referida lei no caso de autogestão/contrato anterior, o Tribunal de origem corretamente concluiu, com base na boa-fé objetiva e nos arts. 423 e 424 do Código Civil, que é abusiva a cláusula que exclui a cobertura do tratamento prescrito quando a doença está expressamente coberta pelo plano; além disso, a pretensão de reexaminar cláusulas contratuais e provas encontra óbice nas Súmulas n. 5 e 7 do STJ, e a insuficiência de fundamentação atrai as Súmulas n. 283 e 284 do STF.
- Parties
- Agravante/recorrente: CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL (CASSI); Autora/recorrida: Bruna Avellar Machado Wardine; Ré/recorrida: Notre Dame Intermédica Saúde S/A
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Em Recurso Especial No STJ
- Outcome
- Negado provimento ao agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Inexigibilidade De Débito, Cobertura De Plano De Saúde, Interpretação Contratual, Boa Fé Objetiva, Cláusulas Abusivas, Honorários Advocatícios, Súmulas
Case Brief
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Parties
CAIXA DE ASSISTÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL (CASSI)
Agravante/recorrente
Bruna Avellar Machado Wardine
Autora/recorrida
Notre Dame Intermédica Saúde S/A
Ré/recorrida
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Em Recurso Especial No STJ
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade da Lei n. 9.656/1998 a contrato anterior e não adaptado
- 2 Aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor a entidades de autogestão
- 3 Abusividade de cláusula contratual que exclui forma de tratamento quando a doença é coberta
Ratio Decidendi
O agravo foi negado porque a tese de inaplicabilidade da Lei n. 9.656/1998 não estava compatível com os fundamentos do acórdão recorrido, e, independentemente da inaplicabilidade do CDC e da referida lei no caso de autogestão/contrato anterior, o Tribunal de origem corretamente concluiu, com base na boa-fé objetiva e nos arts. 423 e 424 do Código Civil, que é abusiva a cláusula que exclui a cobertura do tratamento prescrito quando a doença está expressamente coberta pelo plano; além disso, a pretensão de reexaminar cláusulas contratuais e provas encontra óbice nas Súmulas n. 5 e 7 do STJ, e a insuficiência de fundamentação atrai as Súmulas n. 283 e 284 do STF.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo em recurso especial
Orders
- Nego provimento ao agravo em recurso especial.
- No termos do § 11 do art. 85 do CPC, majoro em 10% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem os honorários advocatícios em desfavor da parte recorrente.
Full Case Text
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