AREsp 2209255 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque o recorrente pretendia reexame do acervo fático-probatório, hipótese vedada pela Súmula n. 7 do STJ; a corte de origem comprovou a prática de injúria qualificada nos termos do art. 140, § 3º do Código Penal, diante do conjunto probatório que...
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- Parties
- Agravante: JOSE EDUARDO FERREIRA DOS SANTOS; Órgão De Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Decisão Sobre Provimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Agravo conhecido para negar provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Injúria Racial, Súmula 7 Do STJ, Reexame De Provas, Admissibilidade De Recurso Especial, Art. 140, § 3º Do Código Penal
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Parties
JOSE EDUARDO FERREIRA DOS SANTOS
Agravante
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Órgão De Origem
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Decisão Sobre Provimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial diante da vedação ao reexame de provas
- 2 subsunção da conduta ao art. 140, § 3º do Código Penal
- 3 aplicação da Súmula n. 7 do STJ
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque o recorrente pretendia reexame do acervo fático-probatório, hipótese vedada pela Súmula n. 7 do STJ; a corte de origem comprovou a prática de injúria qualificada nos termos do art. 140, § 3º do Código Penal, diante do conjunto probatório que demonstrou o uso ofensivo de expressões raciais.
Court Disposition
Agravo conhecido para negar provimento ao recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo.
- Negar provimento ao recurso especial.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por JOSE EDUARDO FERREIRA DOS SANTOS contra a decisão proferida pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, sem ementa juntada aos presentes autos. A parte agravante sustenta a insubsistência dos óbices apontados na decisão de inadmissibilidade, requerendo o conhecimento e provimento do recurso especial interposto (e-STJ fls. 497/514). Contraminuta apresentada (e-STJ fls. 517/523). O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do agravo em recurso especial (e-STJ fls. 1068/1070). É o relatório. Decido. Verifica-se que os pressupostos de admissibilidade recursal encontram-se presentes, de maneira que conheço do recurso de agravo em recurso especial. Sobre a condenação do ag ravante, a Corte de origem assim se manifestou (e-STJ fls. 358/359): "(..) A utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia ou condição de pessoa portadora de deficiência também ficou evidenciada pelo robusto conjunto probatório, que comprova que José Eduardo se utilizou de tais elementos para ofender a vítima, existindo, portanto, perfeita subsunção ao disposto no art. 140, § 3º, do Código Penal. No caso, em que pese a argumentação defensiva de que as palavras devem ser analisadas diante de seu contexto fático, o uso da palavra "neguinha" foi ofensivo no caso em tela, pois veio acompanhado do adjetivo "suja", a demonstrar que não se tratava, de forma alguma, de tratamento respeitoso ou carinhoso. Diante de tais considerações, a condenação do apelante era de rigor. (..)" Desta forma, tem-se que não é cabível recurso especial por meio do qual a parte recorrente pretende o reexame das provas produzidas durante a instrução processual, considerando o teor do enunciado da súmula n. 7 deste Superior Tribunal de Justiça, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial". Nesse sentido, verifica-se da petição do recurso especial interposto pelo recorrente ser este exatamente o caso, em que o recorrente pretende, por intermédio do referido recurso, reanálise e revaloração do contexto fático-probatório dos autos, circunstâncias vedadas pelo texto da referida súmula. Colaciona-se precedente no mesmo sentido: PENAL E PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA. MAJORAÇÃO DA PENA-BASE DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA, NA FORMA DO ART. 42 DA LEI DE DROGAS. NÃO INCIDÊNCIA DA MINORANTE DO TRÁFICO PRIVILEGIADO DECORRENTE DA DEDICAÇÃO A ATIVIDADES CRIMINOSAS. AGRAVO CONHECIDO PARA NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. I. CASO EM EXAME 1. Agravo interposto contra decisão que não admitiu o recurso especial, no qual se alegou violação aos arts. 33, § 4º, e 42 da Lei n. 11.343/2006, pleiteando a concessão de benefício legal e alegando bis in idem na dosimetria da pena, além da necessidade de redução da pena-base ao mínimo legal. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2. A questão em discussão consiste em saber se houve bis in idem na dosimetria da pena ao utilizar a quantidade de droga apreendida para aumentar a pena-base e para afastar a minorante do tráfico privilegiado, assim como se a quantidade de droga apreendida autoriza o aumento da basilar. 3. A questão também envolve a análise da possibilidade de reexame de provas para verificar a dedicação dos recorrentes a atividades criminosas. III. RAZÕES DE DECIDIR 4. A utilização da quantidade de droga para aumentar a pena-base e afastar a minorante não configura bis in idem, pois foram considerados elementos fáticos distintos, além da existência de outros elementos que evidenciam a dedicação a atividades criminosas. 5. A reanálise do acervo fático-probatório é inviável em sede de recurso especial, conforme a Súmula n. 7 do STJ. 6. A majoração da pena-base é justificada com base na grande quantidade de droga apreendida (1 kg de maconha), sendo proporcional a fração de 1/6, na forma do art. 42 da Lei n. 11.343/2006. IV. AGRAVO CONHECIDO PARA NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. (AREsp n. 2.484.073/SP, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, julgado em 26/11/2024, DJe de 12/12/2024.) Ante o exposto, conheço do agravo para negar provimento ao recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA