REsp 2202919 - DECISAO
O recurso especial foi negado provimento porque a recorrente apresentou alegação genérica quanto aos arts. 489 e 1.022 do CPC, de modo a impedir seu conhecimento (Súmula 284/STF), deixou de impugnar fundamento autônomo e suficiente do acórdão estadual relativo à falta de comprovação do efetivo envio da notificação...
Source-derived case information.
- Parties
- Recorrente: BOA VISTA SERVIÇOS S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 May 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial
- Outcome
- Nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Inscrição Em Cadastro De Inadimplentes, Notificação Prévia, Dano Moral, Admissibilidade De Recurso Especial, Súmulas Jurisprudenciais
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Parties
BOA VISTA SERVIÇOS S.A.
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial
Legal Issues
- 1 alegada violação aos arts. 489 e 1.022 do CPC
- 2 alegada violação ao art. 43, § 2º do CDC
- 3 validade da notificação eletrônica
Ratio Decidendi
O recurso especial foi negado provimento porque a recorrente apresentou alegação genérica quanto aos arts. 489 e 1.022 do CPC, de modo a impedir seu conhecimento (Súmula 284/STF), deixou de impugnar fundamento autônomo e suficiente do acórdão estadual relativo à falta de comprovação do efetivo envio da notificação prévia (o que demandaria reexame de matéria fático-probatória vedado pelo entendimento consolidado na Súmula 7/STJ) e não enfrentou especificamente a fundamentação sobre a notificação eletrônica (incidindo a Súmula 283/STF). Ademais, aplicou-se o dever de notificação previsto no art. 43, § 2º, do CDC, e precedentes que indicam a necessidade de comprovação do envio por parte do...
Court Disposition
Nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Majorar em 10% a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites dos §§ 2º e 3º.
- Intimem-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial fundado no art. 105, III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, interposto por BOA VISTA SERVIÇOS S.A. contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul assim ementado: "AÇÃO DECLARATÓRIA C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS - INCLUSÃO DO NOME DA PARTE AUTORA NO ROL DE INADIMPLENTES - NOTIFICAÇÃO DESTINADA AO CONSUMIDOR SEM CODIFICAÇÃO NUMÉRICA POSTAL - DANOS MORAIS CONFIGURADOS - QUANTUM A SER ARBITRADO DEVE OBEDECER OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE - RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO." Os embargos de declaração foram rejeitados. A recorrente alega violação aos arts. 489, 1.022 do Código de Processo Civil; e 43, § 2º, do Código de Defesa do Consumidor, ao argumento de ser dispensável o aviso de recebimento, bastando a postagem da notificação prévia enviada à parte recorrida. Aduz, ainda, a validade da notificação eletrônica enviada ao recorrido. Contrarrazões apresentadas às fls. 241-244. Assim delimitada a controvérsia, passo a decidir. Não merece prosperar o recurso. Quanto à afronta aos arts. 489 e 1.022 do Código de Processo Civil, a recorrente não discorreu argumentação alguma a respeito do tema, não apontando, por conseguinte, nenhuma omissão por parte da Corte local. Cuida-se, assim, de alegação genérica, que, portanto, não permite o conhecimento do recurso. Com efeito, não se revela admissível o recurso especial, quando a deficiência na fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia, o que atrai a incidência da Súmula 284 do STF, por analogia, conforme pacífico entendimento do STJ. Confira: "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO RECURSAL. SÚMULA N. 284/STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INADMISSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ. DECISÃO MANTIDA. 1. O conhecimento do Recurso Especial exige a indicação precisa dos dispositivos legais supostamente violados, bem como dos motivos pelos quais a parte recorrente não se conforma com o acórdão recorrido, de modo a permitir o cotejo entre os fundamentos da decisão recorrida e as razões expendidas. A deficiência na fundamentação do recurso obsta seu conhecimento (Súmula n. 284/STF). 2. O Recurso Especial não comporta o exame de questões que impliquem revolvimento do contexto fático-probatório dos autos (Súmula n. 7 do STJ). 3. No caso concreto, o Tribunal de origem concluiu pela regularidade da execução. Alterar esse entendimento demandaria o reexame de elementos fáticos, o que é vedado em Recurso Especial. 4. Agravo interno a que se nega provimento." (STJ; AgInt-AREsp 2.063.233; Proc. 2022/0026738-6; RJ; Quarta Turma; Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira; DJE 01/07/2022) Além disso, a recorrente alega violação ao art. 43, § 2º, do Código de Defesa do Consumidor, ao argumento de que teria juntado documentação idônea demonstrando o envio da carta de comunicação ao endereço da parte agravada. Conforme é sabido, a inclusão do nome do devedor no cadastro de inadimplentes consiste em uma faculdade legal conferida ao credor como forma de coerção ao pagamento, desde que preencha requisitos legais para tanto. Desse modo, de acordo com o art. 43, § 2º, do Código de Defesa do Consumidor, a negativação deve ser precedida de notificação pessoal do devedor: "Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá acesso às informações existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes.§ 2º A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele." Interpretando esse mesmo dispositivo, esta Corte firmou orientação, no julgamento do RESp n. 1.061.134/RS, que observou o rito ditado pelo art. 543-C do CPC/73 (recurso repetitivo), de que a notificação prévia do consumidor (devedor) incumbe ao órgão mantenedor do cadastro, e deve ser realizada, sob pena de se tornar ilegal a inscrição realizada: "Direito processual civil e bancário. Recurso especial. Ação de compensação por danos morais. Inscrição em cadastro de proteção ao crédito sem prévia notificação. Legitimidade passiva do órgão mantenedor do cadastro restritivo. Dano moral reconhecido, salvo quando já existente inscrição desabonadora regularmente realizada, tal como ocorre na hipótese dos autos. I- Julgamento com efeitos do art. 543-C, § 7º, do CPC.- Orientação 1: Os órgãos mantenedores de cadastros possuem legitimidade passiva para as ações que buscam a reparação dos danos morais e materiais decorrentes da inscrição, sem prévia notificação, do nome de devedor em seus cadastros restritivos, inclusive quando os dados utilizados para a negativação são oriundos do CCF do Banco Central ou de outros cadastros mantidos por entidades diversas.- Orientação 2: A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção ao crédito, prevista no art. 43 , §2º do CDC, enseja o direito à compensação por danos morais, salvo quando preexista inscrição desabonadora regularmente realizada. Vencida a Min. Relatora quanto ao ponto. II- Julgamento do recurso representativo.- É ilegal e sempre deve ser cancelada a inscrição do nome do devedor em cadastros de proteção ao crédito realizada sem a prévia notificação exigida pelo art. 43, § 2º, do CDC.- Não se conhece do recurso especial quando o entendimento firmado no acórdão recorrido se ajusta ao posicionamento do STJ quanto ao tema. Súmula n.º 83/STJ. Recurso especial parcialmente conhecido e, nesta parte, provido para determinar o cancelamento da inscrição do nome do recorrente realizada sem prévia notificação. Ônus sucumbenciais redistribuídos." (REsp n. 1.061.134/RS, relatora Ministra Nancy Andrighi, Segunda Seção, julgado em 10/12/2008, DJe de 1/4/2009) Assim como julgado desta Corte mais recente, entendendo que a ausência de prévia comunicação enseja o direito à compensação por danos morais: "AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO CUMULADA COM INDENIZAÇÃO. NÃO INDICAÇÃO DE DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL. SÚMULA 284/STF. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO. INSCRIÇÃO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. AUSÊNCIA DE PRÉVIA NOTIFICAÇÃO. COMPENSAÇÃO POR DANO MORAL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.1. Não se conhece do dissídio jurisprudencial quando o recurso especial não indica nenhum dispositivo legal objeto de interpretação divergente pelos tribunais, situação que atrai a incidência, por analogia, da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal.2. Não se pode olvidar, ainda, que o agravo interno, para infirmar a aplicação do enunciado constante na Súmula 284 do STF, adota a tese de que a matéria foi devidamente prequestionada, argumento incompatível com a ratio decidendi da decisão de inadmissibilidade do recurso especial.3. A Segunda Seção desta Corte estabeleceu, no julgamento do REsp 1.061.134/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, que "a ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome em cadastros de proteção ao crédito, prevista no art. 43, § 2º do CDC, enseja o direito à compensação por danos morais, salvo quando preexista inscrição desabonadora regularmente realizada."4. Na espécie, mesmo se fosse superado o óbice da Súmula 284 do STF, impõe-se a manutenção do valor arbitrado a título de compensação pelos danos morais, a fim de atender aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, sem ignorar o caráter preventivo e pedagógico inerente ao instituto da responsabilidade civil.5. Agravo interno a que se nega provimento." (AgInt no AREsp n. 1.881.008/MG, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 20/6/2022, DJe de 30/6/2022) Posicionamento este, inclusive, que foi matéria da formulação da Súmula 359: "Cabe ao órgão mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito a notificação do devedor antes de proceder a inscrição". Por isso, de fato, havendo notificação prévia do devedor, seria possível a inscrição no órgão restritivo mantenedor de crédito, como tanto alega a parte agravante. Na hipótese sob análise, contudo, o Tribunal de origem, com base no acervo fático-probatório dos autos, foi expresso em reconhecer que não houve notificação prévia pela parte agravante, pois não houve sequer o envio da notificação por correspondência via postal, conforme se depreende dos seguintes trechos do acórdão recorrido: "Em acurada análise à correspondência juntada à fls.59/62, verifica-se que embora se reporte ao débito descrito no detalhamento, não é possível extrair se houve efetivamente o encaminhamento da correspondência, visto que nela não consta a data de envio ou o código "CIF". Ou seja, a correspondência mencionada está desacompanhada de data de envio ou relatório de encaminhamento, para demonstrar que tenha sido efetivamente postadas. Tampouco constou o código de barras descrevendo os dados da remessa. Cabe mencionar que o FAC constitui "Serviço para a postagem de grandes volumes de cartas simples e registradas, podendo ser prestado nas modalidades: FAC Simples e FAC Registrado, em todo o país" e do próprio site dos Correios advém a informação de que, para se utilizar de tal serviço, compete ao pretenso usuário, dentre outros requisitos, disponibilizar "Relatório de Postagem Eletrônico e Resumo Impresso". Deste modo, ainda que seja prescindível a comprovação do recebimento da correspondência, deve-se demonstrar o efetivo envio, o que não ocorreu no caso dos autos. Assim, na medida em que não se desincumbiu o recorrido da demonstração acerca da efetiva notificação prévia, restou atestada a irregularidade do ato praticado, o que justifica sua responsabilização por eventuais danos causados à parte autora, em observância às peculiaridades da espécie e aos ditames do Direito do Consumidor." (fls. 133-134 - grifei). Por isso, entender em sentido diverso, verificando se houve a aludida notificação prévia, para possibilitar o provimento do recurso especial, evidentemente demandaria reexame de matéria fático-probatória, o que é vedado em sede de recurso especial, a teor da Súmula 7 do STJ. A propósito: "AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INDENIZATÓRIA POR INSCRIÇÃO INDEVIDA EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC/2015. NÃO OCORRÊNCIA. PRÉVIA NOTIFICAÇÃO. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO DESPROVIDO.1. Não há que se falar em omissão, contradição ou obscuridade no aresto recorrido quando a Corte de origem analisa a matéria submetida à sua apreciação, manifestando-se expressamente acerca dos temas necessários à integral solução da lide. 2. No caso, o Tribunal de origem, analisando o acervo fático-probatório dos autos, concluiu que ficou comprovada a notificação prévia do consumidor à inscrição de seu nome em cadastro de inadimplentes, bem como ser do próprio consumidor o dever de manter seu cadastro atualizado nas empresas com quem mantém relação comercial, não havendo que se falar, portanto, em danos morais ensejadores da reparação civil.3. A modificação das premissas fáticas adotadas pelo acórdão recorrido, no sentido pleiteado pelo recorrente, qual seja, de que não foi notificado previamente à sua inscrição em cadastro de inadimplentes, demandaria o revolvimento de suporte fático-probatório dos autos, o que é inviável em sede de recurso especial, a teor do que dispõe a Súmula 7 deste Pretório.4. Ademais, a Segunda Seção desta Corte, no julgamento de Recurso Repetitivo (REsp 1.083.291/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, DJe de 20/10/2009), consolidou o entendimento de que, "para cumprimento do dever estabelecido no § 2º do art. 43, do CDC, que Órgãos Mantenedores de Cadastros Restritivos comprovem o envio de correspondência ao endereço fornecido pelo credor, sem que seja necessário a comprovação do efetivo recebimento da carta, mediante AR." Precedentes. 5. Agravo interno a que se nega provimento." (AgInt no AREsp n. 1.329.057/RS, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 19/3/2019, DJe de 29/3/2019) No que tange à suposta notificação da parte recorrida por e-mail, no julgamento dos embargos de declaração, o Tribunal de origem assentou que "em nenhum momento foi aventado se foi ou não enviado e-mail ou SMS ao embargado como forma de notificação, se limitando a discussão ao documento juntado as f.59/60" (fl.153). Assim, a recorrente, ao cingir-se a sustentar a validade da notificação eletrônica enviada ao recorrido, deixou de impugnar a fundamentação ora destacada, a qual é autônoma e suficiente para a manutenção do acórdão estadual. Assim sendo, o recurso especial encontra óbice, também, na Súmula n. 283/STF. Nessa linha de intelecção, destacam-se os recentes julgados: "DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. AÇÃO DE MANUTENÇÃO DE POSSE. ADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. COMPOSSE. ESBULHO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PROVEITO ECONÔMICO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. SÚMULA N. 83 DO STJ. FALTA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA N. 283 DO STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA N. 7 DO STJ. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO DESPROVIDO. (..) 5. A ausência de impugnação específica aos fundamentos do acórdão recorrido justifica a aplicação da Súmula n. 283 do STF. (..) (AgInt no AREsp n. 2.481.960/MT, relator MINISTRO ANTONIO CARLOS FERREIRA, Quarta Turma, julgado em 12/2/2025, DJEN de 20/2/2025 - g. n.) "AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. AÇÃO ANULATÓRIA (QUERELA NULLITATIS INSANABILIS). AÇÃO ANULATÓRIA COM INTUITO DE REVISAR, POR VIA OBLÍQUA, QUESTÕES JÁ DECIDIDAS ANTERIORMENTE E ALCANÇADAS PELA AUTORIDADE DA COISA JULGADA. 1. A ausência de impugnação, nas razões do recurso especial, de fundamento autônomo e suficiente à manutenção do acórdão recorrido atrai o óbice da Súmula 283 do STF. (..) 7. Agravo interno desprovido." (AgInt no AREsp n. 906.869/RS, relator MINISTRO RAUL ARAÚJO, Quarta Turma, julgado em 16/12/2024, DJEN de 20/12/2024 - g. n.) "AGRAVO INTERNO. RECURSO ESPECIAL. LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. POUPANÇA. PERÍCIA. NECESSIDADE. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ. CÁLCULO DO CREDOR. PRESUNÇÃO RELATIVA DE VERACIDADE. PRESTAÇÃO JURISDICIONAL DEFICIENTE. NÃO OCORRÊNCIA. FUNDAMENTO NÃO IMPUGNADO. (..) 4. Ausência de impugnação específica a fundamento do acórdão recorrido atrai a incidência, por analogia, da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo interno a que se nega provimento." (AgInt no REsp n. 2.145.154/SC, relatora MINISTRA MARIA ISABEL GALLOTTI, Quarta Turma, julgado em 9/12/2024, DJEN de 13/12/2024 - g. n.) Em face do exposto, nego provimento ao recurso especial. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, majoro em 10% (dez por cento) a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, observados os limites previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal. Intimem-se. EMENTA