RHC 214442 - DECISAO
Verificou-se nos autos autorização judicial específica para interceptações e quebra de sigilo no processo apenso (0003754-94.2019.8.08.0030), além de diligências prévias do serviço de inteligência que fundamentaram as medidas; o acesso a dados cadastrais não exige reserva de jurisdição; o art.204, parágrafo único, permite breve consulta a apontamentos, e não houve demonstração de prejuízo à defesa nos termos do art.563 do CPP; assim, não há nulidade das provas nem ilegalidade que justifique concessão da ordem, sendo negado provimento ao recurso.
- Parties
- Recorrente/paciente: ALEILTON DA ROCHA SILVA; Acusada: ALMERINDA DA ROCHA SILVA; Acusada: SELMA MARA DOS SANTOS; Acusado: ALEX DOS SANTOS JOVÊNCIO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO; Interveniente/parecer: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 May 2025
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito (denegatória)
- Outcome
- nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
- Legal Topics
- Interceptação Telefônica, Quebra De Sigilo De Dados Cadastrais Telemáticos, Prova Ilícita, Nulidade Processual, Depoimento Testemunhal (art.204 Cpp), Prisão Preventiva
Case Brief
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Parties
ALEILTON DA ROCHA SILVA
Recorrente/paciente
ALMERINDA DA ROCHA SILVA
Acusada
SELMA MARA DOS SANTOS
Acusada
ALEX DOS SANTOS JOVÊNCIO
Acusado
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Interveniente/parecer
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito (denegatória)
Legal Issues
- 1 Existência de autorização judicial para interceptação telefônica e quebra de sigilo telemático
- 2 Validade de acesso a dados cadastrais pela polícia sem ordem judicial
- 3 Possível nulidade do depoimento testemunhal por consulta a documento escrito
Ratio Decidendi
Verificou-se nos autos autorização judicial específica para interceptações e quebra de sigilo no processo apenso (0003754-94.2019.8.08.0030), além de diligências prévias do serviço de inteligência que fundamentaram as medidas; o acesso a dados cadastrais não exige reserva de jurisdição; o art.204, parágrafo único, permite breve consulta a apontamentos, e não houve demonstração de prejuízo à defesa nos termos do art.563 do CPP; assim, não há nulidade das provas nem ilegalidade que justifique concessão da ordem, sendo negado provimento ao recurso.
Court Disposition
nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
Orders
- Nego provimento ao recurso.
- Publique-se.
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