REsp 1840783 - DECISAO
Rejeitaram-se as alegações de nulidade das interceptações porque, no início das investigações, os alvos não detinham prerrogativa de foro, a Vara Federal de Canoas/RS foi juízo competente/aparente para decretar o monitoramento e o fato de autoridades com foro terem surgido reflexamente determinou apenas o desmembramento posterior para o STF; as prorrogações sucessivas foram suficientemente fundamentadas conforme os requisitos do Tema 661 do STF; o delito do art. 90 da Lei 8.666/93 configura crime formal consumado pela frustração do caráter competitivo, independentemente de adjudicação ou prejuízo; não se conheceu a tese de continuidade delitiva por força das conclusões de desígnios...
- Parties
- Recorrente: MARCO ANTONIO DE SOUZA CAMINO; Recorrido: Tribunal Regional Federal da Quarta Região
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 June 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial (penal) / Decisão Em Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, dou-lhe parcial provimento (art. 255, §4º, RISTJ)
- Legal Topics
- Interceptação Telefônica, Prorrogação De Interceptação, Foro Por Prerrogativa De Função, Fraude À Licitação (art. 90 Da Lei 8.666/93), Consumação Do Crime Formal, Continuidade Delitiva (art. 71 Cp), Dosimetria Da Pena, Pena De Multa (art. 99 Da Lei 8.666/93), Tema 661 Da Repercussão Geral
Case Brief
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Parties
MARCO ANTONIO DE SOUZA CAMINO
Recorrente
Tribunal Regional Federal da Quarta Região
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial (penal) / Decisão Em Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 nulidade das interceptações telefônicas por incompetência do juízo
- 2 fundamentação das prorrogações sucessivas de interceptação
- 3 aplicabilidade da teoria do encontro fortuito de provas e consequente desmembramento das investigações
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se as alegações de nulidade das interceptações porque, no início das investigações, os alvos não detinham prerrogativa de foro, a Vara Federal de Canoas/RS foi juízo competente/aparente para decretar o monitoramento e o fato de autoridades com foro terem surgido reflexamente determinou apenas o desmembramento posterior para o STF; as prorrogações sucessivas foram suficientemente fundamentadas conforme os requisitos do Tema 661 do STF; o delito do art. 90 da Lei 8.666/93 configura crime formal consumado pela frustração do caráter competitivo, independentemente de adjudicação ou prejuízo; não se conheceu a tese de continuidade delitiva por força das conclusões de desígnios...
Court Disposition
conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, dou-lhe parcial provimento (art. 255, §4º, RISTJ)
Orders
- Redimensionamento da pena de multa relativa à Concorrência n. 24/SEEDI/2008 para 2,41% do valor do contrato (fixada em R$64.276,467).
- Redimensionamento da pena de multa relativa à Concorrência n. 29/SEEDI/2008 para 2,33% do valor do contrato (fixada em R$1.209.805,90).
Full Case Text
Judgment text and source record
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