AREsp 2834730 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque os agravantes deixaram de impugnar, de forma específica e pormenorizada, os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, incidindo a Súmula 182/STJ, de modo que foi mantida a inadmissibilidade do recurso especial e negado seguimento.
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- Parties
- Agravante: DIEGO SILVA DOS SANTOS; Agravante: EDSON FONSECA TAVARES; Agravante: EDILSON DOS SANTOS; Agravante: LUCAS CONCEICAO MIRANDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo
- Outcome
- não conhecido do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Interceptação Telefônica, Cadeia De Custódia, Dosimetria Da Pena, Inadmissibilidade De Recurso Especial, Súmula 182/stj, Súmulas 7/stj, 83/stj E 284/stf
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Parties
DIEGO SILVA DOS SANTOS
Agravante
EDSON FONSECA TAVARES
Agravante
EDILSON DOS SANTOS
Agravante
LUCAS CONCEICAO MIRANDA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo
Legal Issues
- 1 legalidade das interceptações telefônicas e obtenção de provas por acesso indevido à agenda
- 2 cadeia de custódia e ausência de perícia técnica no aparelho apreendido
- 3 dosimetria da pena — alegada exasperação da pena-base e aplicação indevida das frações máximas
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque os agravantes deixaram de impugnar, de forma específica e pormenorizada, os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, incidindo a Súmula 182/STJ, de modo que foi mantida a inadmissibilidade do recurso especial e negado seguimento.
Court Disposition
não conhecido do agravo em recurso especial
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por DIEGO SILVA DOS SANTOS, EDSON FONSECA TAVARES, EDILSON DOS SANTOS, e LUCAS CONCEICAO MIRANDA, contra decisão que negou seguimento ao recurso especial interposto, com fundamento na alínea "a" do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia. Segundo consta dos autos, os ora agravantes e os corréus foram condenados pela prática dos crimes de tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/06), associação para o tráfico (art. 35 da mesma lei) e organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013), sendo-lhes imposta pena privativa de liberdade, em regime fechado. A defesa interpôs recurso de apelação, ao qual o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia negou provimento (8.174/9.204). Em seguida, os recorrentes opuseram embargos de declaração, que foram rejeitados. Nas razões dos recursos especiais, a defesa aponta violação am Resolução nº 59/2008 do CNJ; Lei n. 9296/1996; art. 3o, inciso V, da Lei n. 9.472/1997; arts. 3o, incisos II e III, 7o, incisos I, II, III e VII, 10 e 11 da Lei n. 12.965/2014; arts. 158-A, 158-B, 158-C, 158-D e 158-E da Lei n. 13.964/2019; art. 157, §§ 1oe 2o, do Código de Processo Penal e art. 59 do Código Penal. Sustentando que as provas utilizadas para embasar a condenação foram obtidas a partir de interceptações telefônicas ilegais, originadas do acesso indevido à agenda telefônica de um dos investigados sem autorização judicial. Aduz, ainda, violação da cadeia de custódia das provas, em razão da ausência de perícia técnica no celular apreendido, impossibilitando a verificação da autenticidade das informações extraídas. No que tange à dosimetria da pena, alega que houve exasperação desproporcional da pena-base e aplicação indevida de fração máxima para as causas de aumento consideradas. Apresentadas contrarrazões, o TJBA inadmitiu o recurso especial, dando ensejo ao presente agravo (e-STJ fls. 10.506/10.520). O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do agravo. É o relatório. Decido. Da análise dos autos, verifica-se que a decisão agravada inadmitiu o recurso especial interposto pelo recorrente, considerando a hipótese de incidência da Súmula 7/STJ, 83/STJ (cadeia de custódia) e 284/STF. No entanto, a parte agravante deixou de apresentar impugnação específica em relação aos óbices apontados pelo Tribunal de origem na decisão de inadmissibilidade do recurso especial, limitando-se reiterar as razões de mérito do recurso especial e a afirmar que a pretensão recursal não demanda reexame de fatos e provas . Assim sendo, cumpre lembrar que, como tem reiteradamente decidido esta Corte, os recursos devem impugnar, de maneira específica e pormenorizada, os fundamentos da decisão contra a qual se insurgem, sob pena de vê-los mantidos e não são suficientes meras alegações genéricas sobre as razões que levaram à inadmissão do agravo ou do recurso especial, tampouco a insistência no mérito da controvérsia. Nesses casos, é inafastável a incidência do verbete sumular n. 182/STJ, que assim dispõe: É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, destaco: PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. OPERAÇÃO OCEANO BRANCO. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. VIOLAÇÃO AOS ARTS. 2º e 5º, AMBOS DA LEI N. 9.296/96. NULIDADE DA DECISÃO QUE DECRETOU A INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA, BEM COMO DAQUELAS QUE A PRORROGARAM. INOCORRÊNCIA. ART. 155 DO CPP. CONDENAÇÃO BASEADA APENAS EM PROVAS PRODUZIDAS NA FASE INQUISITORIAL. INOVAÇÃO RECURSAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. I - Em respeito ao princípio da dialeticidade, a impugnação à decisão monocrática deve ser clara e suficiente a demonstrar o equívoco dos fundamentos utilizados para solucionar a questão em detrimento aos interesses do ora agravante. II - A ausência de impugnação aos fundamentos da decisão agravada atrai a incidência do óbice da Súmula 182/STJ. Agravo regimental não conhecido. (AgRg no AREsp n. 1.652.869/SC, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 27/6/2023, DJe de 4/7/2023). Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Intimem-se. EMENTA