AREsp 2393167 - DECISAO
Em razão do entendimento do STF no RE 827.996/PR de que a CEF representa o FCVS e deve assumir a defesa em feitos que possam atingir o Fundo, e tendo em vista a aplicação dos arts. 1.040 e 1.041 do CPC/2015 sobre recursos sobrestados, o caso não comporta solução no presente recurso especial no STJ, devendo os autos...
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- Parties
- Agravante: Caixa Econômica Federal - CEF
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 February 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Determinação De Retorno Dos Autos Ao Tribunal De Origem Para Juízo De Conformação, Após Julgamento Do RE 827.996/pr Pelo STF
- Outcome
- Determino o retorno dos autos à Corte de origem para que seja realizado o juízo de conformação do acórdão local, em face do decidido pelo STF no RE 827.996/PR
- Legal Topics
- Interesse Jurídico Da Parte, Legitimidade Para Figurar No Polo Passivo, Representação Do FCVS Pela CEF, Repercussão Geral, Devolução Dos Autos, Juízo De Conformação
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Parties
Caixa Econômica Federal - CEF
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Determinação De Retorno Dos Autos Ao Tribunal De Origem Para Juízo De Conformação, Após Julgamento Do RE 827.996/pr Pelo STF
Legal Issues
- 1 existência de interesse jurídico da Caixa Econômica Federal para ingressar na lide
- 2 obrigatoriedade de ingresso da CEF em ações que possam atingir o FCVS
- 3 aplicação do julgamento do RE 827.996/PR pelo STF
Ratio Decidendi
Em razão do entendimento do STF no RE 827.996/PR de que a CEF representa o FCVS e deve assumir a defesa em feitos que possam atingir o Fundo, e tendo em vista a aplicação dos arts. 1.040 e 1.041 do CPC/2015 sobre recursos sobrestados, o caso não comporta solução no presente recurso especial no STJ, devendo os autos retornar ao tribunal de origem para que proceda ao juízo de conformação do acórdão local.
Court Disposition
Determino o retorno dos autos à Corte de origem para que seja realizado o juízo de conformação do acórdão local, em face do decidido pelo STF no RE 827.996/PR
Orders
- Determino o retorno dos autos à Corte de origem, onde, nos termos dos arts. 1.040 e 1.041 do CPC/2015, deverá ser realizado o juízo de conformação do acórdão local, frente ao que decidido pelo STF no julgamento do RE 827.996/PR
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo manejado pela Caixa Econômica Federal - CEF contra decisão que não admitiu recurso especial, este interposto com fundamento no art. 105, III, a, da CF, desafiando acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado (fl. 196): AGRAVO (ART. 557 DO CPC). AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO. AUSÊNCIA DE INTERESSE DA AGRAVANTE. ILEGITIMIDADE. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA DECIDIDA. IMPOSSIBILIDADE. 1. O agravo previsto no art. 557, §1º, do Código de Processo Civil tem o propósito de submeter ao órgão colegiado o controle da extensão dos poderes do relator, não se prestando à rediscussão da matéria já decidida. 2. Mantida a decisão agravada, porque seus fundamentos estão em consonância com a jurisprudência pertinente à matéria. 3. Agravo a que se nega provimento. Nas razões do recurso especial, a parte agravante aponta violação aos arts. 4º da Lei n. 4.380/64; 2º, I e VI, do Decreto-Lei n. 2406/88; 1º, I e XI, da Lei n. 12.409/2011; e 3º, 46, I, 50 e 54 do CPC. Para tanto, sustenta que detém interesse na resolução do feito, sendo a obrigatoriedade de seu ingresso no polo passivo da demanda decorrente da lei e das normas que tratam do tema. É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. O presente caso versa sobre a existência de interesse jurídico da Caixa Econômica Federal - CEF para ingressar na lide que busca cobertura securitária baseada em contrato de financiamento amparado pelo Sistema Financeiro da Habitação e em que haja potencial comprometimento do Fundo de Compensação de Variações Salariais - FCVS, questão que teve reconhecida a sua repercussão geral pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, nos autos do Recurso Extraordinário 827.996/PR. Quando do julgamento do RE 827.996/PR, restou decidido que a MP n. 513/2010 (convertida na Lei n. 12.409/2011 e suas alterações posteriores - MP n. 633/2013 e Lei n. 13.000/2014) conferiu à Caixa Econômica Federal - CEF a atribuição de representar judicial e extrajudicialmente os interesses do FCVS, a qual deverá assumir sua defesa e ingressar nos feitos em andamento que discutam sinistralidade que possa atingir o FCVS. Assim, ultimada a resolução da controvérsia em repercussão geral, resta patente que o presente caso não comporta solução na seara do presente recurso especial. Isso porque, nos termos do art. 1.040, I e II, do CPC/2015, após o julgamento do recurso extraordinário com repercussão geral, "o presidente ou o vice-presidente do tribunal de origem negará seguimento aos recursos especiais ou extraordinários sobrestados na origem, se o acórdão recorrido coincidir com a orientação do tribunal superior"; ou "o órgão que proferiu o acórdão recorrido, na origem, reexaminará o processo de competência originária, a remessa necessária ou o recurso anteriormente julgado, se o acórdão recorrido contrariar a orientação do tribunal superior". A respeito do tema, destaca-se o seguinte julgado desta Corte Superior: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SEGURO HABITACIONAL. COMPETENCIA. INTERVENÇÃO DA CAIXA E UNIÃO FEDERAL. RE 827996 PR. REPERCUSSÃO GERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS. 1. A questão da incompetência absoluta constitui matéria de ordem pública, que pode ser declarada até mesmo de ofício, a qualquer tempo e grau de jurisdição, não se sujeitando à preclusão. 2. Repercussão geral reconhecida da matéria tratada nos autos do Recurso Extraordinário 827.996/PR, consistente na discussão acerca do interesse jurídico da CEF, que tem reflexo na competência para o julgamento da causa relativa à cobertura securitária baseada em contrato de financiamento amparado pelo Sistema Financeiro da Habitação. 3. Determinação da devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a devida baixa nesta Corte, para que, após a publicação do acórdão do respectivo recurso extraordinário representativo da controvérsia, em conformidade com a previsão do art. 1.040, c. c. o §2º do art. 1.041, ambos do CPC/2015. 4.Julgamento do RE 827996/PR, tendo sido decidido que a MP n.º 513/2010 (convertida na Lei n.º 12.409/2011 e suas alterações posteriores - MP n.º 633/2013 e Lei n. º 13.000/2014) conferiu à Caixa Econômica Federal - CEF a atribuição de representar judicial e extrajudicialmente os interesses do FCVS, a qual deverá assumir sua defesa e ingressar nos feitos em andamento que discutam sinistralidade que possa atingir o FCVS. 5. Ausência de informações nos autos deste agravo em recurso especial, originário de agravo de instrumento interposto na origem em fase de cumprimento de sentença, que possibilitem aplicar o entendimento manifestado pela Suprema Corte de forma segura nesta Corte. 6. Necessidade de devolução dos autos ao tribunal de origem, para que aplique o entendimento da Suprema Corte. 7. Agravo interno não provido. (AgInt nos EDcl no AREsp n. 1.431.189/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado em 21/2/2022, DJe de 25/2/2022.) ANTE O EXPOSTO, determino o retorno dos autos à Corte de origem, onde, nos termos dos arts. 1.040 e 1.041 do CPC/2015, deverá ser realizado o juízo de conformação do acórdão local, frente ao que decidido pelo STF no julgamento do RE 827.996/PR . Publique-se. EMENTA