HC 662249 - DECISAO

HC 662249 - DECISAO

A ordem foi denegada porque, à data do ato judicial impugnado (20/11/2015), vigorava entendimento jurisprudencial no STJ e no Tribunal de Justiça do Paraná, com fundamento no art. 222 do CPP, de que a expedição de carta precatória não suspende a instrução e permitia o interrogatório antes do retorno da precatória; além disso, não houve demonstração de prejuízo concreto pela defesa (duas testemunhas ouvidas antes do réu eram arroladas pela defesa e não ficou demonstrado como os depoimentos das duas testemunhas de acusação prejudicaram o paciente), e decisões posteriores do STF que alteraram o entendimento tiveram efeitos modulados e não afetam os atos praticados na época.

Parties
Paciente: ROBERTO YOSHIMASA TSUNEDA; Impetrado: Ministério Público Federal; Órgão a Quo: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
02 April 2024
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória (ordem Denegada)
Outcome
ordem denegada
Legal Topics
Interrogatório, Carta Precatória, Cerceamento De Defesa, Nulidade, Prova Testemunhal, Preclusão, Art. 400 CPP, Art. 222 CPP

Case Brief

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Parties

ROBERTO YOSHIMASA TSUNEDA

Paciente

Ministério Público Federal

Impetrado

Tribunal de Justiça do Estado do Paraná

Órgão a Quo

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Denegatória (ordem Denegada)

  1. 1 Se a realização do interrogatório do acusado antes do retorno de cartas precatórias para oitiva de testemunhas configura nulidade por cerceamento de defesa em face do art. 400 do CPP
  2. 2 Se a expedição de carta precatória suspende ou não a instrução criminal conforme art. 222 do CPP
  3. 3 Se houve demonstração de prejuízo concreto decorrente da inversão da ordem dos atos instrutórios

Ratio Decidendi

A ordem foi denegada porque, à data do ato judicial impugnado (20/11/2015), vigorava entendimento jurisprudencial no STJ e no Tribunal de Justiça do Paraná, com fundamento no art. 222 do CPP, de que a expedição de carta precatória não suspende a instrução e permitia o interrogatório antes do retorno da precatória; além disso, não houve demonstração de prejuízo concreto pela defesa (duas testemunhas ouvidas antes do réu eram arroladas pela defesa e não ficou demonstrado como os depoimentos das duas testemunhas de acusação prejudicaram o paciente), e decisões posteriores do STF que alteraram o entendimento tiveram efeitos modulados e não afetam os atos praticados na época.

Court Disposition

ordem denegada

Orders

  • Denego a ordem.
  • Publique-se e intimem-se.