AREsp 2784543 - DECISAO
Conheço do agravo para não conhecer do Recurso Especial por ausência de prequestionamento da matéria na decisão da Corte de origem, nos termos do art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: MUNICIPIO DE SEROPEDICA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo / Conhecimento Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo e não conheço do Recurso Especial.
- Legal Topics
- Intimação Da Fazenda Pública, Admissibilidade De Recurso Especial, Prequestionamento
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Parties
MUNICIPIO DE SEROPEDICA
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Conhecimento Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 nulidade da intimação dirigida à Prefeitura em face das regras de intimação da Fazenda Pública
- 2 ausência de prequestionamento da matéria pela Corte de origem impedindo o conhecimento do Recurso Especial
Ratio Decidendi
Conheço do agravo para não conhecer do Recurso Especial por ausência de prequestionamento da matéria na decisão da Corte de origem, nos termos do art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.
Court Disposition
Conheço do agravo e não conheço do Recurso Especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Agravo apresentado por MUNICIPIO DE SEROPEDICA à decisão que não admitiu seu Recurso Especial. O apelo, fundamentado no artigo 105, III, alínea "a", da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, assim resumido: AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO CÍVEL. EXECUÇÃO FISCAL. EXTINÇÃO DO PROCESSO NA FORMA DO ARTIGO 485, IV DO CPC, POR FALTA DE PRESSUPOSTO PROCESSUAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE DEIXOU DE CONHECER DO RECURSO DO ENTE MUNICIPAL AGRAVO INTERNO REPISANDO OS ARGUMENTOS DO RECURSO ORIGINÁRIO. PLEITO RECURSAL QUE NÃO MERECE PROSPERAR. RECURSO DE APELAÇÃO INTERPOSTO FORA DO PRAZO. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE QUE DEVE SER REALIZADO PELO ÓRGÃO JULGADOR DE SEGUNDO GRAU. CERTIDÃO EXARADA PELA SERVENTIA JUDICIAL INFORMANDO A INTEMPESTIVIDADE DO APELO. RECORRENTE QUE NÃO TRAZ ARGUMENTOS SUFICIENTES PARA ALTERAR A DECISÃO AGRAVADA. IMPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. Quanto à controvérsia, a parte recorrente aduz ofensa ao art. 25, caput e parágrafo único, e art. 27, parágrafo único, da Lei n. 6.830/1980; e aos arts. 183, § 1º, 242, § 3º, 269, § 3º, 1.003, caput e § 5º, do CPC, no que concerne à nulidade da intimação dirigida à prefeitura, uma vez que as intimações da Fazenda Pública devem ser realizadas pessoalmente a seu representante judicial, que é o procurador municipal, trazendo a seguinte argumentação: O respeitável acórdão negou vigência aos artigos 25, caput, e parágrafo único, e 27, parágrafo único, todos da Lei 6.830/80, e artigos 183, §1º, 242, §3º, 269, §3º, artigo 1.003, caput, e §5º todos do CPC. A intimação, que embasou a conclusão do Juízo a quo quanto a intempestividade do recurso de apelação, é nula, pois a intimação foi dirigida para Prefeitura, mera sede da administração pública, portanto, despida de personalidade jurídica, em flagrante violação dos dispositivos alhures declinados. A intimação pessoal da Fazenda Pública, por meio eletrônico, far-se-á na pessoa do seu representante judicial, que, na hipótese em tela, é o advogado público, portanto, o procurador municipal, conforme artigo 183, §1º do CPC. No mesmo sentido dispõe o §3º, do artigo 242 do CPC: .. (fl. 86). Portanto, o ato de comunicação processual da Fazenda Pública faz-se por meio do advogado público, agente público que integra o órgão da advocacia pública municipal. No mesmo sentido, o caput e o parágrafo único da Lei 6.830/80 impõe que as intimações da Fazenda Pública sejam realizadas pessoalmente na pessoa do representante judicial: .. . Nessa senda, o Município não foi intimado, regularmente, por meio do órgão de representatividade judicial da municipalidade (fl. 87). Assim, o não conhecimento do recurso de apelação, com esteio em certidão cartorária que se baseou em intimação nula, violou as regras sobreditas, bem como os comandos legais veiculados no artigo 1.003, caput e §5º do CPC (fl. 88). É o relatório. Decido. Quanto à controvérsia, não houve o prequestionamento da tese recursal, porquanto a questão postulada não foi examinada pela Corte a quo sob o viés pretendido pela parte recorrente. Nesse sentido: " .. o Distrito Federal alega violação do art. 91, § 1º, do CPC. Nesse quadrante, não houve prequestionamento da tese recursal, uma vez que a questão postulada não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente no sentido de que a realização de perícia por entidade pública somente ser possível quando requerida pela Fazenda Pública, pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública. " (AgInt no AREsp n. 1.582.679/DF, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 26.5. 2020.) Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt no AREsp 1.514.978/SC, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe de 17.6.2020; AgInt no AREsp 965.710/SP, Rel. Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 19.9.2018; e AgRg no AREsp 1.217.660/SP, Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe de 4.5.2018. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA