HC 1077578 - DECISAO
Havendo prova de que o paciente estava preso em estabelecimento prisional identificado quando o Juízo determinou sua intimação por edital, a medida foi manifestamente ilegal. A realização da audiência sem a presença do acusado e a supressão do seu interrogatório configuram vício que compromete o contraditório e a autodefesa, não sendo sanado pela atuação da defesa técnica nem pela alegação de ausência de prejuízo ou preclusão, por se tratar de erro imputável ao Estado. Assim, declarada a nulidade dos atos processuais a partir da ordem de intimação por edital, impõe-se a anulação da instrução e da sentença e o retorno dos autos para regular requisição do réu e renovação dos atos.
- Parties
- Paciente: ALEXANDRE DO VALLE; Impetrante: Defensoria Pública de Santa Catarina; Impetrado: Tribunal de Justiça de Santa Catarina - Primeiro Grupo de Direito Criminal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 April 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito (concessão De Ordem De Ofício)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem de ofício para declarar a nulidade do processo n. 0002779-83.2018.8.24.0023 a partir da decisão que determinou a intimação por edital, com a consequente anulação da instrução criminal e da sentença condenatória e determinação de retorno dos autos ao Juízo de...
- Legal Topics
- Intimação Por Edital, Nulidade Da Instrução Criminal, Interrogatório, Princípio Do Contraditório, Requisição De Preso, Preclusão Consumativa, Ausência De Prejuízo
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
ALEXANDRE DO VALLE
Paciente
Defensoria Pública de Santa Catarina
Impetrante
Tribunal de Justiça de Santa Catarina - Primeiro Grupo de Direito Criminal
Impetrado
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (concessão De Ordem De Ofício)
Legal Issues
- 1 validade da intimação por edital de réu preso
- 2 nulidade por ausência do interrogatório do réu preso
- 3 se a atuação da defesa técnica supre a ausência do acusado
Ratio Decidendi
Havendo prova de que o paciente estava preso em estabelecimento prisional identificado quando o Juízo determinou sua intimação por edital, a medida foi manifestamente ilegal. A realização da audiência sem a presença do acusado e a supressão do seu interrogatório configuram vício que compromete o contraditório e a autodefesa, não sendo sanado pela atuação da defesa técnica nem pela alegação de ausência de prejuízo ou preclusão, por se tratar de erro imputável ao Estado. Assim, declarada a nulidade dos atos processuais a partir da ordem de intimação por edital, impõe-se a anulação da instrução e da sentença e o retorno dos autos para regular requisição do réu e renovação dos atos.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem de ofício para declarar a nulidade do processo n. 0002779-83.2018.8.24.0023 a partir da decisão que determinou a intimação por edital, com a consequente anulação da instrução criminal e da sentença condenatória e determinação de retorno dos autos ao Juízo de...
Orders
- Declarar a nulidade do processo n. 0002779-83.2018.8.24.0023 a partir da decisão que determinou a intimação por edital do paciente para a audiência de instrução e julgamento
- Anular a instrução criminal e a sentença condenatória subsequente
Full Case Text
Judgment text and source record
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