AREsp 2552479 - DECISAO

AREsp 2552479 - DECISAO

O STJ concluiu que não há ilegalidade a ser sanada no acórdão do TJGO, pois a entrada no domicílio do acusado foi considerada ilegal por ter se baseado apenas em denúncia anônima sem fundada razão, tornando ilícitas as provas dele derivadas; o reconhecimento não observou as formalidades do art. 226 do CPP e não houve outras provas independentes suficientes para embasar a condenação, e, ainda, eventual reexame do conjunto fático-probatório encontra óbice na Súmula n. 7/STJ; por esses motivos conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial.

Parties
Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS; Agravado: MANOEL GONÇALVES DE MIRANDA; Agravado: OSMAR LIMA CRUVINEL
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
16 September 2024
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Em Recurso Especial E Recurso Especial (admissibilidade E Mérito)
Outcome
Conheço do agravo em recurso especial para conhecer do recurso especial e, com fundamento na Súmula n. 568 do STJ, negar-lhe provimento.
Legal Topics
Invasão De Domicílio, Provas Ilícitas, Reconhecimento De Pessoa, Extensão De Efeitos Da Nulidade, Súmula 7/stj, Absolvição Por Insuficiência De Provas

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 5 Authorities cited 15 Party arguments 2 Amounts and remedies 6
Sign in to unlock

Parties

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS

Agravante

MANOEL GONÇALVES DE MIRANDA

Agravado

OSMAR LIMA CRUVINEL

Agravado

Procedural Posture

Agravo Em Recurso Especial / Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Em Recurso Especial E Recurso Especial (admissibilidade E Mérito)

  1. 1 legalidade da entrada domiciliar baseada em denúncia anônima
  2. 2 nulidade das provas derivadas de busca domiciliar ilegal (teoria dos frutos da árvore envenenada)
  3. 3 formalidades do reconhecimento de pessoa previstas no art. 226 do CPP

Ratio Decidendi

O STJ concluiu que não há ilegalidade a ser sanada no acórdão do TJGO, pois a entrada no domicílio do acusado foi considerada ilegal por ter se baseado apenas em denúncia anônima sem fundada razão, tornando ilícitas as provas dele derivadas; o reconhecimento não observou as formalidades do art. 226 do CPP e não houve outras provas independentes suficientes para embasar a condenação, e, ainda, eventual reexame do conjunto fático-probatório encontra óbice na Súmula n. 7/STJ; por esses motivos conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial.

Court Disposition

Conheço do agravo em recurso especial para conhecer do recurso especial e, com fundamento na Súmula n. 568 do STJ, negar-lhe provimento.

Orders

  • Negar provimento ao recurso especial
  • Publique-se