REsp 1930796 - DECISAO
O Tribunal reconsiderou a decisão agravada e, embora reconheça natureza consumerista da relação e a possibilidade, em abstrato, de inversão do ônus da prova em ações ambientais (princípio da precaução), concluiu que a inversão não pode impor ao réu a comprovação de fato negativo (a inexistência do dano); assim, a ocorrência e a extensão dos danos devem ser comprovadas pelos autores. Ademais, entendeu-se que os embargos de declaração não foram protelatórios, razão pela qual foi afastada a multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC.
- Parties
- Agravante: COMPANHIA DE SANEAMENTO DO PARANA SANEPAR; Parte Agravada: ANDERSON MARIN e OUTROS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Recurso Especial / Reconsideração E Julgamento Do Agravo Interno
- Outcome
- Reconsidero a decisão de fls. 763/769 para dar provimento ao recurso de ANDERSON MARIN e OUTROS, reformando o acórdão recorrido, negando provimento ao agravo de instrumento e afastando a multa do art. 1.026, § 2º, do CPC.
- Legal Topics
- Inversão Do Ônus Da Prova, Dano Ambiental, Dano Moral, Hipossuficiência Técnica, Súmula 98/stj, Multa Processual (art. 1.026 Cpc)
Case Brief
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Parties
COMPANHIA DE SANEAMENTO DO PARANA SANEPAR
Agravante
ANDERSON MARIN e OUTROS
Parte Agravada
Procedural Posture
Agravo Interno No Recurso Especial / Reconsideração E Julgamento Do Agravo Interno
Legal Issues
- 1 aplicabilidade da inversão do ônus da prova em ação por dano ambiental/consumerista
- 2 se o dano moral se presume (in re ipsa) e dispensa prova
- 3 se os embargos de declaração tinham caráter protelatório e justificavam multa
Ratio Decidendi
O Tribunal reconsiderou a decisão agravada e, embora reconheça natureza consumerista da relação e a possibilidade, em abstrato, de inversão do ônus da prova em ações ambientais (princípio da precaução), concluiu que a inversão não pode impor ao réu a comprovação de fato negativo (a inexistência do dano); assim, a ocorrência e a extensão dos danos devem ser comprovadas pelos autores. Ademais, entendeu-se que os embargos de declaração não foram protelatórios, razão pela qual foi afastada a multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC.
Court Disposition
Reconsidero a decisão de fls. 763/769 para dar provimento ao recurso de ANDERSON MARIN e OUTROS, reformando o acórdão recorrido, negando provimento ao agravo de instrumento e afastando a multa do art. 1.026, § 2º, do CPC.
Orders
- Dar provimento ao recurso de ANDERSON MARIN e OUTROS e reformar o acórdão recorrido
- Negar provimento ao agravo de instrumento
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