AREsp 1779867 - DECISAO
Conhecido o agravo, negou-se provimento ao recurso especial porque: (i) o recurso especial não é via adequada para exame de questão constitucional; (ii) o Tribunal de origem fundamentou de forma adequada as matérias suscitadas, tendo apreciado a aplicabilidade do CDC, a não automatização da inversão do ônus da...
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- Parties
- Recorrente: ADRIANO RICARDO BADOTTI BITTENCOURT; Recorrido: Caixa Econômica Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 May 2021
- Procedural Posture
- Agravo (art. 1.042, Cpc/15) Interposto Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Em Recurso Especial Conhecido E Negado Provimento Ao Recurso Especial
- Outcome
- Conhecido o agravo, negado provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Inversão Do Ônus Da Prova, Capitalização De Juros (anatocismo), Sistema SAC, Limitação De Juros, Encargos Da Mora, Cerceamento De Defesa, Dissídio Jurisprudencial, Fundamentação Judicial
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Parties
ADRIANO RICARDO BADOTTI BITTENCOURT
Recorrente
Caixa Econômica Federal
Recorrido
Procedural Posture
Agravo (art. 1.042, Cpc/15) Interposto Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo Em Recurso Especial Conhecido E Negado Provimento Ao Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor às instituições financeiras
- 2 Se a inversão do ônus da prova é automática nas relações bancárias
- 3 Existência de capitalização de juros no sistema SAC
Ratio Decidendi
Conhecido o agravo, negou-se provimento ao recurso especial porque: (i) o recurso especial não é via adequada para exame de questão constitucional; (ii) o Tribunal de origem fundamentou de forma adequada as matérias suscitadas, tendo apreciado a aplicabilidade do CDC, a não automatização da inversão do ônus da prova, a desnecessidade de prova pericial por se tratar de questão de direito, e a inaplicabilidade do Dec. nº 22.626/33 aos contratos bancários; e (iii) o recorrente não demonstrou dissídio jurisprudencial mediante cotejo analítico exigido para admissão pela alínea "c" do art. 105, III, da CF.
Court Disposition
Conhecido o agravo, negado provimento ao recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
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DECISÃO Trata-se de agravo (art. 1.042, do CPC/15), interposto por ADRIANO RICARDO BADOTTI BITTENCOURT, contra decisão que não admitiu recurso especial. O apelo nobre, amparado nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, desafia acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, assim ementado (fls. 397/408, e-STJ): ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO. CONTRATOS BANCÁRIOS. APLICABILIDADE DO CDC. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. CAPITALIZAÇÃO DE JUROS. SISTEMA SAC. LIMITAÇÃO DOS JUROS. ENCARGOS DA MORA. 1. É pacífico o entendimento de que se aplica o CDC às relações contratuais firmadas com as instituições financeiras, tendo em vista o disposto na Súmula 297 do STJ. Todavia, a inversão do ônus da prova não é automática e subordina-se ao critério do juiz, quando for verossímil a alegação ou quando o postulante for hipossuficiente (art. 6º, VIII do CDC), o que não restou comprovado no caso dos autos. 2. O sistema SAC de amortização não contém capitalização de juros (anatocismo). 3. As limitações fixadas pelo Dec. nº 22.626/33, relativas à taxa de juros remuneratórios de 12% ao ano, não são aplicadas aos contratos firmados com instituições financeiras. Ademais, somente é possível a limitação da taxa de juros remuneratórios quando ausente contratação específica, o que não é ocaso dos autos. 4. Apenas o reconhecimento de abusividade na cobrança de encargo próprio do período de regularidade contratual (juros remuneratórios e capitalização) importa na descaracterização da mora. 5. Agravo interno improvido. Em suas razões de recurso especial (fls. 416/527, e-STJ), o recorrente aponta, além de dissídio jurisprudencial, ofensa aosartigos 489, § 1º, IV do CPC/15; e 5º, XXXII, LV, da CF/88. Sustenta, em síntese, a ocorrência de nulidade a macular o aresto recorrido, porquanto destituído de fundamentação válida. Assevera que apesar do decidido, o objeto da questão controvertida envolve questionamentos acerca de contrato de empréstimo, e não contrato de financiamento imobiliário. Por conseguinte, em razão de sua natureza autônoma, defende a imprescindibilidade de aplicação das regras previstas no Código de Defesa do Consumidor, notadamente no que tange à inversão dos ônus da prova. Entende, ainda, que o indeferimento do pedido de produção de prova pericial implicou afronta aos princípios do contraditório e da ampla defesa e às garantias conferidas pela Legislação Consumerista aos hipossuficientes. Sem contrarrazões. Em juízo prévio de admissibilidade (fls. 439/444, e-STJ), negou-se o processamento do recurso especial, com fundamento nos enunciados contidos nas Súmulas 05, 07 e 211, do STJ; 282 e356, do STF,o que ensejou a interposição do presente recurso (fls. 452/467, e-STJ), buscando destrancar o processamento daquela insurgência, no qual a parte recorrente refuta a incidência dos referidos verbetes sumulares. Sem contraminuta. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. 1.Em que pesem os argumentos deduzidos pelo recorrente, impende consignar que o recurso especial não se presta ao exame de suposta violação a dispositivos constitucionais, por se tratar de matéria reservada à análise do Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 102, III, da Constituição da República. Neste sentido: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO INCAPAZ DE ALTERAR O JULGADO. ANÁLISE DE DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. ADMISSIBILIDADE. DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO. ART. 932, INCISO III, DO CPC/2015.1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ).2. Não cabe ao Superior Tribunal de Justiça, em recurso especial, o exame de eventual ofensa a dispositivo da Constituição Federal, sob pena de usurpação da competência reservada ao Supremo Tribunal Federal.3. Incumbe ao agravante infirmar especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, demonstrando o seu desacerto, de modo a justificar o cabimento do recurso especial interposto, sob pena de não ser conhecido o agravo (art. 932, inciso III, do CPC/2015).4. Agravo interno não provido.(AgInt no AREsp 1206969/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 10/04/2018, DJe 13/04/2018) 2.Oagravante aponta ofensa aoartigos 489, caput, § 1º, IV, do CPC/15, sustentando deficiência de fundamentação pelo Tribunal de origem, em analisar teses tidas como relevantes ao deslinde da controvérsia, quaissejam, a natureza jurídica do contrato firmado entre as partes, incidência das normas inerentes à proteção e defesa do consumidor, com inversão dos ônus da prova e cerceamento de direito de defesa ante o indeferimento de pedido de produção de prova pericial. Todavia, constata-se, da leitura do aresto recorrido, que a apontada ofensa não se configura, na medida em que a Corte Estadual, ao apreciar orecursointerpostopela parte, dirimiu a controvérsia e decidiu as questões postas à apreciação de forma ampla e fundamentada, expondo os motivos para o desprovimento do recurso interposto pela parte ora insurgente, consoante seguintes trechos do julgado (fls. 400/403, e-STJ): Da Nulidade da Sentença por Cerceamento de Defesa Alega a apelante a ocorrência de cerceamento de defesa, em razão do indeferimento do pedido de produção de prova pericial e de apresentação de documentos relativos aos contratos pretéritos por parte da CEF. Quanto ao ponto, vale lembrar que o cerceamento de defesa não resta configurado quando é desnecessária a produção da prova pretendida pela parte, sendo perfeitamente cabível o julgamento antecipado da lide em que se controverte apenas sobre matéria de direito, em obediência aos princípios da economia e da celeridade processuais. No mesmo sentido é a jurisprudência do e. STJ (REsp 797. 184/DF, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 09/04/2008; REsp 897.499/SP, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Segunda Turma, DJ 20/04/2007) e desta Corte: (..) Tem o magistrado o poder-dever de julgar antecipadamente a lide ao constatar que o acervo documental é suficiente para nortear e instruir seu entendimento. É do seu livre convencimento o deferimento de pedido para a produção de quaisquer provas que entender pertinentes ao julgamento da lide. No caso dos autos, verifico que a questão a qual se pretende aclarar por meio da prova pericial diz respeito à questões relativas à matéria de direito, o que não impõe a necessidade de perícia técnica para sua demonstração. Destarte, não há falar em cerceamento de defesa, pois este somente vai se caracterizar quando a prova requerida mostre potencial para demonstrar os fatos alegados, bem como se mostre indispensável à solução da controvérsia.Portanto, uma vez confrontada a prova requerida, com o conjunto probatório e não se mostrando absolutamente necessária, não há cerceamento de defesa. Por fim, quanto à possibilidade de determinação à CEF para que exiba os contratos, a jurisprudência do STJ, no julgamento do REsp nº 1.349.453/MS, sob o rito dos recursos repetitivos, consolidou entendimento no sentido de que, até mesmo no caso de ação cautelar de exibição de documentos, é necessário a comprovação do prévio pedido à instituição financeira não atendido em prazo razoável e o pagamento do custo do serviço. Transcrevo a ementa do do referido julgado: (..) Nesse contexto, cabe ainda registrar que esta Corte tem entendido que ajuntada de aviso de recebimento não se presta para comprovar a existência de prévio requerimento administrativo, na medida em que a CEF não tem obrigação de fornecer extratos da conta corrente e/ou cópia do contrato por correspondência em resposta a eventual notificação extrajudicial que tenha recebido. (..) Ademais, segundo o entendimento deste Tribunal, é devido o pagamento de tarifas para o fornecimento de 2ª via de contratos e/ou extratos de conta-orrente, não havendo motivo para, onerando as instituições financeiras, dispensar o pagamento na via judicial. Tal circunstância em nada se altera pela aplicação do Código de Defesa do Consumidor. Nesse sentido, os seguintes precedentes: (..) No caso dos autos, verifico que, em sede da petição inicial (evento 1, Petição Inicial 1) a autora limitou-se a requer a juntada pela CEF dos contratos pactuados entre as partes, sem apresentar a comprovação do prévio requerimento não atendido em prazo razoável, nem tampouco do pagamento devido a tal fim. Assim, nego provimento ao apelo no ponto. Aplicabilidade do CDC e Inversão do ônus da prova Conforme disposto na Súmula nº. 297 do Superior Tribunal de Justiça, "O código de defesa do consumidor é aplicável às instituições financeiras", razão pela qual incide a aplicação do CDC à relação contratual objeto dos presentes autos. Contudo, o fato de ser aplicável o código de defesa do consumidor às relações contratuais firmadas com instituições financeiras não acarreta, de forma imediata e automática, a aplicação do instituto da inversão do ônus da prova. Para tal desiderato, faz-se necessária a comprovação dos requisitos previstos no diploma consumerista, notadamente em seu art. 6º, VIII, tais como a condição de hipossuficiência, bem como a plausibilidade da tese defendida. Desta forma, tem-se que a incidência do Código de Defesa do Consumidor não implica, necessariamente, no prévio reconhecimento da necessidade de inversão do ônus da prova, devendo tal necessidade ser apreciada no âmbito do caso concreto. Ademais, o só fato de o contrato ser de natureza adesiva não o inquina de nulidade, sendo necessária a demonstração de abusividade e excessiva onerosidade. Nesse sentido: (..) No caso dos autos, todavia, não restou comprovada nenhuma das situações acima elencadas, de modo que não cabe falar em inversão do ônus da prova. Assim, nego provimento ao apelo no ponto. Como se vê, o órgão julgador apreciou as teses apresentadas pelaparte, inclusive a apontada como omissa nas razões recursais, em conjunto com o acervo probatório dos autos, em decisão suficientemente fundamentada, porém em sentido contrário ao pretendido pelorecorrente, o que não configura negativa de prestação jurisdicional ou deficiência de fundamentação. A propósito: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO COMINATÓRIA CUMULADA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. 1. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. FUNDAMENTAÇÃO E OMISSÃO NÃO CONSTATADAS. 2. JULGAMENTO EXTRA PETITA. NÃO OCORRÊNCIA. 3. CARÁTER PROTELATÓRIO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. APLICAÇÃO DE MULTA DO ART. 1.026, § 2º, DO CPC/2015 PELO TRIBUNAL LOCAL. POSSIBILIDADE. SÚMULA 83/STJ. 4. AGRAVO IMPROVIDO. 1. Não ficou caracterizada a violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015, uma vez que o Tribunal de origem se manifestou de forma fundamentada sobre todas as questões necessárias para o deslinde da controvérsia. O mero inconformismo da parte com o julgamento contrário à sua pretensão não caracteriza falta de prestação jurisdicional. .. 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1.263.748/MG, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 07/08/2018, DJe 13/08/2018) grifou-se AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL - AÇÃO CONDENATÓRIA - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO RECLAMO - INSURGÊNCIA RECURSAL DA DEMANDADA. 1. As questões trazidas à discussão foram dirimidas pelo órgão julgador de forma suficientemente ampla, fundamentada e sem omissões ou contradições, portanto, deve ser afastada a alegada violação ao artigo 1.022 do CPC/15. Consoante entendimento desta Corte, não importa negativa de prestação jurisdicional o acórdão que adota para a resolução da causa fundamentação suficiente, porém diversa da pretendida pelo recorrente, decidindo de modo integral a controvérsia posta, como ocorre na hipótese. Precedentes. .. 3. Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp 1.669.141/MG, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 26/06/2018, DJe 01/08/2018) grifou-se Na mesma linha, precedentes: AgRg no REsp 1291104/MG, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 17/05/2016, DJe 02/06/2016; AgRg no Ag 1252154/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 23/06/2015, DJe 30/06/2015. Ressalta-se que não há falar em deficiência de fundamentação do julgado quando não acolhida a tese ventilada pela parte recorrente, mormente se o acórdão abordar todos os pontos relevantes ao deslinde da controvérsia, como ocorre na hipótese dos autos. Inexiste, portanto, violação aos artigos 489, caput, § 1º, IV, do CPC/15, visto que as questões foram apreciadas pelo Tribunal de origem, cuja fundamentação foi clara e suficiente para o deslinde da controvérsia. 3.Por fim, impende consignar que a parte recorrente não logrou êxito em demonstrar a ocorrência do dissídio jurisprudencial, nos termos do art. 255, § 1º, do RISTJ, porquanto deixou de realizar o necessário cotejo analítico entre o acórdão recorrido e os paradigmas indicados, de sorte a evidenciar a similitude de base fática dos casos confrontados e a divergência de resultados em torno da mesma questão jurídica. O que se observa das razões do apelo especial é a simples transcrição de ementas dearestos apontados como divergentes. Não realizou a parte recorrente, portanto, a necessária confrontação analítica dos acórdãos a fim de demonstrar, de modo inequívoco, as circunstâncias que identificariam ou assemelhariam os casos confrontados, o que impede o acolhimento do presente recurso, fundamentado exclusivamente na suposta ocorrência de dissenso pretoriano. É entendimento firme nesta Corte Superior que a mera transcrição de ementas e de excertos, desprovida da realização do necessário cotejo analítico entre os arestos confrontados, mostra-se insuficiente para comprovar a divergência jurisprudencial ensejadora da abertura da via especial com esteio na alínea "c" do permissivo constitucional. Nesse sentido: CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. MAIORIDADE. ALIMENTOS. MANUTENÇÃO. COMPROVAÇÃO DA NECESSIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INADMISSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ. MÁ VALORAÇÃO DAS PROVAS. INEXISTÊNCIA. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. COTEJO ANALÍTICO. AUSÊNCIA. FALTA DE SIMILITUDE FÁTICA. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADA. DECISÃO MANTIDA. (..) 5. O conhecimento do recurso especial pela alínea "c" do permissivo constitucional exige a indicação do dispositivo legal ao qual foi atribuída interpretação divergente e a demonstração dessa divergência, mediante a verificação das circunstâncias que assemelhem ou identifiquem os casos confrontados, sendo insuficiente a mera transcrição de ementas para configuração do dissídio. 6. A incidência da Súmula n. 7/STJ sobre o tema objeto da suposta divergência impede o conhecimento do recurso lastreado na alínea "c" do art. 105, III, da Constituição Federal. Precedentes. 7. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1573489/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 29/06/2020, DJe 01/07/2020) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. CONTRATO DE LOCAÇÃO. MASSA FALIDA. PACTO REPUTADO INEFICAZ. COBRANÇA DE ALUGUÉIS E DÍVIDAS ACESSÓRIAS. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO. COTEJO ANALÍTICO NÃO EFETUADO. ACÓRDÃO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. SÚMULA 83/STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. (..) 3. O dissídio jurisprudencial não merece conhecimento, porque não foi realizado o necessário cotejo analítico entre os julgados trazidos a confronto. A mera transcrição de ementas ou de passagens dos arestos indicados como paradigma não atende aos requisitos dos arts. 1.029 do CPC/2015 e 255, §§ 1º e 2º, do RISTJ. 4. Razões recursais insuficientes para a revisão do julgado. 5. Agravo interno desprovido. (AgInt no AgInt no AREsp 1397248/DF, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 29/06/2020, DJe 03/08/2020) 4. Do exposto, com amparo no artigo 932 do NCPC c/c a súmula 568/STJ, conheço do agravo (art. 1.042, do CPC/15) para, de pronto, negar provimento ao recurso especial. Publique-se. Intimem-se.