AREsp 1839400 - DECISAO
O Tribunal manteve o entendimento de que a empresa recorrente utilizou o serviço de transporte como meio para sua atividade econômica, não se qualificando como destinatária final nos termos da teoria finalista; não comprovou vulnerabilidade excepcional (à luz do acervo probatório e do capital social informado), de modo que o Código de Defesa do Consumidor é inaplicável e, por consequência, a inversão do ônus da prova não se impõe. Ademais, a modificação do entendimento demandaria reexame de fatos e provas, vedado pelas Súmulas 5 e 7 do STJ, e a ausência de impugnação específica de fundamento suficiente atrai a Súmula 283 do STF.
- Parties
- Recorrente: TOYLAND COMERCIAL, DISTRIBUIDORA, TECIDOS E APLICATIVOS DE CONSTRUCAO CIVIL LTDA; Agravada: agravada (empresa de transporte marítimo internacional)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 June 2021
- Procedural Posture
- Agravo (art. 1.042 Do Cpc/15) / Decisão Sobre Agravo E Recurso Especial (admissibilidade E Mérito)
- Outcome
- Nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Inversão Do Ônus Da Prova, Teoria Finalista Do Consumidor, Aplicabilidade Do CDC, Negativa De Prestação Jurisdicional, Dissídio Jurisprudencial, Súmulas 5 E 7 Do STJ E Súmula 283 Do STF
Case Brief
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Parties
TOYLAND COMERCIAL, DISTRIBUIDORA, TECIDOS E APLICATIVOS DE CONSTRUCAO CIVIL LTDA
Recorrente
agravada (empresa de transporte marítimo internacional)
Agravada
Procedural Posture
Agravo (art. 1.042 Do Cpc/15) / Decisão Sobre Agravo E Recurso Especial (admissibilidade E Mérito)
Legal Issues
- 1 Negativa de prestação jurisdicional (arts. 489 e 1.022 do CPC/15)
- 2 Aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor ao contrato de transporte de cargas
- 3 Inversão do ônus da prova (art. 6º, VIII, CDC)
Ratio Decidendi
O Tribunal manteve o entendimento de que a empresa recorrente utilizou o serviço de transporte como meio para sua atividade econômica, não se qualificando como destinatária final nos termos da teoria finalista; não comprovou vulnerabilidade excepcional (à luz do acervo probatório e do capital social informado), de modo que o Código de Defesa do Consumidor é inaplicável e, por consequência, a inversão do ônus da prova não se impõe. Ademais, a modificação do entendimento demandaria reexame de fatos e provas, vedado pelas Súmulas 5 e 7 do STJ, e a ausência de impugnação específica de fundamento suficiente atrai a Súmula 283 do STF.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Nego provimento ao recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
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