REsp 2169466 - DECISAO
O recurso especial foi negado provimento porque o Tribunal de origem enfrentou devidamente as preliminares e aplicou a teoria dinâmica do ônus da prova (art. 373, §1º, CPC/15); eventual alteração exigiria reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7/STJ, e o acórdão está em consonância com a jurisprudência do STJ,...
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- Parties
- Recorrente: JIRAU ENERGIA S.A
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 June 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Recurso especial não provido.
- Legal Topics
- Inversão Do Ônus Da Prova, Ônus Da Prova, Negativa De Prestação Jurisdicional, Omissão Na Fundamentação, Honorários Periciais, Gratuidade De Justiça, Súmula 7/stj, Súmula 83/stj
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Parties
JIRAU ENERGIA S.A
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 suposta omissão na fundamentação (arts. 489 e 1.022 do CPC/15)
- 2 cabimento da inversão do ônus da prova (art. 373, §1º, CPC/15)
- 3 custeio da perícia e rateio de honorários periciais
Ratio Decidendi
O recurso especial foi negado provimento porque o Tribunal de origem enfrentou devidamente as preliminares e aplicou a teoria dinâmica do ônus da prova (art. 373, §1º, CPC/15); eventual alteração exigiria reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7/STJ, e o acórdão está em consonância com a jurisprudência do STJ, atraindo a Súmula 83/STJ, não havendo omissão ou ofensa aos dispositivos alegados.
Court Disposition
Recurso especial não provido.
Orders
- Nega-se provimento ao recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de recurso especial, interposto por JIRAU ENERGIA S.A, fundamentado no art. 105, III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, assim ementado (fl. 1316, e-STJ): Agravo de instrumento. Ação indenizatória. Preliminares. Prestação jurisdicional. Negativa. Documentos essenciais. Ônus da prova. Inversão. Ilegitimidade passiva. Arguição. Ausência. Embargos de declaração. Decisão fundamentada. Rol taxativo do art. 1.015 do CPC. A distribuição dinâmica do ônus da prova permite ao juiz, nos casos previstos em lei ou um face das particularidades de cada caso, equilibrar a posição das partes no processo e redistribuir o ônus da prova, conforme disposto no art. 373, §1º, do CPC. Segundo entendimento do STJ, o rol do art. 1.015 do CPC é de taxatividade mitigada, por isso admite a interposição de agravo de instrumento quando for verificada a urgência decorrente da inutilidade do julgamento da questão no recurso de apelação. Se as preliminares analisadas em despacho saneador foram afastadas e não ficou evidenciada a urgência que justifique o manejo imediato da impugnação, o recurso de agravo de instrumento não merece provimento. Recurso não provido. Opostos embargos de declaração, estes foram rejeitados (fls. 1340-1351, e-STJ). Nas razões do recurso especial (fls. 1356-1381, e-STJ), a parte insurgente aponta, além de divergência jurisprudencial, ofensa: a) aos arts. 489, § 1º, III e IV, e 1.022, I, II e parágrafo único, II, do CPC/15, sustentando que, a despeito da oposição de embargos de declaração, o Tribunal de origem foi omisso quanto às facetas "da problemática da inversão do ônus da prova" (fl. 1365, e-STJ) e das preliminares de ilegitimidade ativa e passiva (fl. 1367, e-STJ); b) ao art. 373, I e § 1º, do CPC/15 e ao art. 6º, VIII, do CDC, alegando que, por se tratar de ação individual indenizatória, "compete exclusivamente à parte autora comprovar as alegações que hipoteticamente constituam seu direito" (fl. 1370, e-STJ), sendo incabível a inversão do ônus da prova e do custeio da perícia; c) aos arts. 95, § 3º, 98, § 1º, VI, do CPC/15, argumentando que, "quando pleiteado por ambas as partes, deverão ser rateados os honorários periciais e, tendo uma parte beneficiária gratuita, será incumbência do Estado arcar com a parcela de remuneração pericial" (fl. 1379, e-STJ). Sem contrarrazões. Admitido o recurso na origem, ascenderam os autos a esta Corte. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. 1. De início, a parte insurgente aponta violação aos arts. 489, § 1º, III e IV, e 1.022, I, II e parágrafo único, II, do CPC/15, ao argumento de que o decisum atacado não restou suficientemente fundamentado, pois deixou de analisar questões relevantes suscitadas no recurso. Com efeito, consoante a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça, não se pode confundir decisão contrária ao interesse da parte com ausência de fundamentação ou negativa de prestação jurisdicional. Saliente-se, ademais, que o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que, em sua decisão, discorra sobre todas as questões fundamentais para a correta solução da controvérsia. Na hipótese, da leitura do acórdão recorrido, infere-se que as questões relativas ao exame das preliminares e à inversão do ônus da prova foram analisadas e discutidas pelo órgão julgador, de forma ampla e devidamente fundamentada, consoante se extrai dos seguintes trechos do julgado (fl. 1316, e-STJ): "Assim, considerando que a ação proposta passará pela instrução processual, seguindo seu devido andamento, é possível concluir que eventual ilegitimidade da agravante poderá ser objeto de apreciação de mérito. Ademais, as questões preliminares aqui articuladas, quais sejam, documentos essenciais para a proposição da ação e legitimidade passiva, não encontram amparo no rol do art. 1.015 do CPC; também não se aplica a taxatividade mitigada, uma vez que se admite a interposição de agravo de instrumento quando for verificada a urgência decorrente da inutilidade do julgamento da questão no recurso de apelação. Logo, apenas remanesce a apreciação da inversão do ônus da prova, conforme segue. Sobre o ponto, as razões da agravante não prosperam, pois, à luz da teoria dinâmica da distribuição, o ônus da prova deve ser imposto à parte que se encontrar em melhores condições de produzi-la, a depender das circunstâncias fáticas e processuais que permeiam o litígio, com o objetivo de conferir maior efetividade e instrumentalidade ao processo. Portanto, a distribuição dinâmica do ônus da prova permite ao juiz, nos casos previstos em lei ou em face das particularidades de cada caso, equilibrar a posição das partes no processo e redistribuir o ônus da prova, conforme disposto no art. 373, §1º, do CPC." Como se vê, ao contrário do que aponta a parte recorrente, não se vislumbra a alegada omissão no decisum, visto que as teses por ela deduzidas em suas razões recursais foram enfrentadas pelo Tribunal local, portanto deve ser afastada a alegada violação aos aludidos dispositivos. Ademais, segundo entendimento pacífico deste Superior Tribunal, o magistrado não é obrigado a responder a todas as alegações das partes se já tiver encontrado motivo suficiente para fundamentar a decisão, nem a ater-se aos fundamentos e aos dispositivos legais apontados, mas apenas sobre aqueles considerados suficientes para fundamentar sua decisão, como ocorreu no caso ora em apreço. Precedentes: AgInt no REsp 1716263/RS, Rel. Min. MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 07/08/2018, DJe 14/08/2018; AgInt no AREsp 1241784/SP, Rel. Min. LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 21/06/2018, DJe 27/06/2018. Ainda: AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE COBRANÇA. INSTRUMENTO CONTRATUAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. OMISSÃO E DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. JULGAMENTO IMEDIATO DA CAUSA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. CLÁUSULA DE QUITAÇÃO GERAL E PLENA. AUSÊNCIA DE DOLO, COAÇÃO OU ERRO. TESE NÃO PREQUESTIONADA. SÚMULAS 282 E 356/STF. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. NÃO INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO VIOLADO. SÚMULA 284/STF. HONORÁRIOS RECURSAIS. MAJORAÇÃO. CABIMENTO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Não ficou configurada a violação aos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015, uma vez que o Tribunal de origem se manifestou de forma fundamentada sobre todas as questões necessárias para o deslinde da controvérsia. O mero inconformismo da parte com o julgamento contrário à sua pretensão não caracteriza falta de prestação jurisdicional. (..) 7. Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp 1839431/MG, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 08/02/2021, DJe 12/02/2021) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE COBRANÇA. INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. VENDA FUTURA. 1. DEFICIÊNCIA NA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. 2. INADIMPLEMENTO CONTRATUAL AFASTADO PELA CORTE DE ORIGEM. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 5 E 7/STJ. 3. MULTA. NÃO INCIDÊNCIA. 4. HONORÁRIOS RECURSAIS. DESCABIMENTO. 5. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A orientação jurisprudencial desta Corte é pacífica ao proclamar que, se os fundamentos adotados bastam para justificar o concluído na decisão, o julgador não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos utilizados pela parte. Assim, tendo a Corte de origem motivado adequadamente sua decisão, solucionando a controvérsia com a aplicação do direito que entendeu cabível à hipótese, não há afirmar que a Corte estadual omitiu-se apenas pelo fato de ter o aresto impugnado decidido em sentido contrário à pretensão da parte. (..) 5. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp 1508584/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 01/06/2020, DJe 04/06/2020) Afasta-se, portanto, a alegada ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC/15. 2. Quanto à suposta ofensa aos arts. 95, § 3º, 98, § 1º, VI, e 373, I e § 1º, do CPC/15 e ao art. 6º, VIII, do CDC, a parte recorrente alega divergência jurisprudencial e sustenta que, por se tratar de ação individual indenizatória, "compete exclusivamente à parte autora comprovar as alegações que hipoteticamente constituam seu direito" (fl. 1370, e-STJ), sendo incabível a inversão do ônus da prova e do custeio da perícia. Ainda, argumenta que, "quando pleiteado por ambas as partes, deverão ser rateados os honorários periciais e, tendo uma parte beneficiária gratuita, será incumbência do Estado arcar com a parcela de remuneração pericial" (fl. 1379, e-STJ). O Tribunal de origem, ao analisar a controvérsia, assim decidiu (fl. 1316, e-STJ): "Sobre o ponto, as razões da agravante não prosperam, pois, à luz da teoria dinâmica da distribuição, o ônus da prova deve ser imposto à parte que se encontrar em melhores condições de produzi-la, a depender das circunstâncias fáticas e processuais que permeiam o litígio, com o objetivo de conferir maior efetividade e instrumentalidade ao processo. Portanto, a distribuição dinâmica do ônus da prova permite ao juiz, nos casos previstos em lei ou em face das particularidades de cada caso, equilibrar a posição das partes no processo e redistribuir o ônus da prova, conforme disposto no art. 373, §1º, do CPC. É incabível a apreciação do pedido subsidiário, qual seja, a possibilidade de, na hipótese de as partes beneficiárias da gratuidade quedarem-se sucumbentes, a parte pleitear, em cumprimento de sentença contra o Estado, os valores despendidos com a remuneração pericial, posto que, a uma, o ônus da prova já foi fixado, fazendo constar na decisão agravada a forma expressa de custeio das referidas despesas e, a duas, por ausência de previsão legal da hipótese." (grifou-se) Como se verifica, o Tribunal de origem asseverou ser aplicável a teoria dinâmica da distribuição do ônus da prova ao caso dos autos, com fulcro no art. 373, § 1º, do CPC/15, afastando a tese de não cabimento da inversão do ônus da prova e do custeio da perícia. Com efeito, constata-se que o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte Superior, o que atrai a incidência da Súmula 83 do STJ. Nesse sentido: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. DANO AMBIENTAL. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU CARÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO INEXISTENTES. ACÓRDÃO DEVIDAMENTE JUSTIFICADO. ENTENDIMENTO DO ARESTO AMPARADO NA INTERPRETAÇÃO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA 7/STJ. ARESTO EM SINTONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE SUPERIOR. ENUNCIADO SUMULAR N. 83/STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. (..) 3. O julgado estabeleceu que a comprovação do dano ambiental em si e o eventual impacto ao meio ambiente sobre a atividade pesqueira deveriam ser comprovados pelas recorrentes, que detêm maiores condições técnicas para tanto. Caberia aos ora agravados, ou seja, aos autores, a demonstração do exercício de atividade de pescador, bem como a configuração da perda de renda (lucros cessantes) em razão do impacto ambiental. Isso decorreu da premissa de que a distribuição do ônus da prova pode ser feita de forma diversa, conforme o art. 373, § 1º, do CPC. Óbice sumular n. 7 desta Corte Superior. 4. A jurisprudência desta Corte Superior admite a aplicação da teoria da distribuição dinâmica do ônus da prova, segundo a qual, havendo peculiaridades relativas à excessiva dificuldade de uma das partes em produzir as provas necessárias, essa obrigação deve ser atribuída de forma diversa, por decisão judicial fundamentada, àquela parte que tiver mais facilidade na sua produção, como asseverado pelo Tribunal de origem na hipótese. Súmula 83/STJ. (..) 6.Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp n. 2.530.579/BA, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 7/10/2024, DJe de 9/10/2024.) (grifou-se) ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. AMBIENTAL. ÔNUS DA PROVA. INVERSÃO. REGRA DINÂMICA. ACÓRDÃO A QUO ALINHADO AO ENTENDIMENTO DO STJ SOBRE O TEMA. MODIFICAÇÃO DAS CONCLUSÕES DO JULGADO. REEXAME DOS ELEMENTOS FÁTICO-PROBATÓRIOS DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. (..) 3. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça trilha o entendimento de que a distribuição do ônus probatório é regra dinâmica que deve ser interpretada conforme o caso concreto, devendo o referido ônus recair sobre a parte que tiver melhores condições de produzir a prova. 4. A decisão do juízo singular foi mantida pelo Tribunal local a partir do exame dos elementos contidos no caderno processual, sendo certo que a alteração das conclusões adotadas pela Corte de origem, tal como colocada a questão nas razões recursais, mormente quanto à inversão do ônus da prova, demandaria, necessariamente, novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada em recurso especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ. 5. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.129.548/GO, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 28/11/2022, DJe de 1/12/2022.) (grifou-se) Ademais, para derruir as conclusões contidas no decisum recorrido, no sentido de aferir o não cabimento da inversão do ônus probatório, segundo as razões vertidas no apelo extremo, seria imprescindível o revolvimento dos elementos fático-probatórios, providência que esbarra no óbice da Súmula 7 desta Corte. Nessa linha: AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO AMBIENTAL E PROCESSUAL CIVIL. DANO AMBIENTAL. OMISSÃO. NÃO OCORRÊNCIA. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. NÃO CABIMENTO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS. PRODUÇÃO DE PROVA DIABÓLICA. PRETENSÃO. NÃO AUTORIZAÇÃO. VERIFICAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7 DO STJ. TEORIA DO RISCO INTEGRAL. NÃO APLICAÇÃO. ACÓRDÃO EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. SÚMULA N. 83 DO STJ. PARCIAL CONHECIMENTO. NÃO PROVIMENTO. (..) 2. A reanálise do entendimento de que ausentes os requisitos necessários à inversão do ônus da prova e de pretensão de produção de prova diabólica, fundamentado nos fatos e provas dos autos, esbarra no óbice da Súmula n. 7 do STJ. 3. O recurso especial interposto contra acórdão que decidiu em consonância com a jurisprudência deste Tribunal Superior esbarra no óbice da Súmula n. 83 do STJ. 4. Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, não provido. (AREsp n. 2.836.654/RJ, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 31/3/2025, DJEN de 3/4/2025.) (grifou-se) DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DA PRESIDÊNCIA DO STJ. AÇÃO INDENIZATÓRIA. DANO AMBIENTAL. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA N. 7 DO STJ. DECISÃO MANTIDA. (..) 2. O recurso especial não comporta exame de questões que impliquem revolvimento do contexto fático-probatório dos autos (Súmula n. 7 do STJ). 3. No caso concreto, o Tribunal de origem, a partir do exame dos elementos fáticos dos autos, reconheceu o preenchimento dos requisitos para inversão do ônus da prova. Dessa forma, inviável alterar tal conclusão em recurso especial, ante o óbice da referida súmula. 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 2.040.530/MG, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, julgado em 2/10/2023, DJe de 6/10/2023.) (grifou-se) Inafastável, no ponto, o teor das Súmulas 7 e 83 do STJ. Por fim, quanto à divergência jurisprudencial, registra-se que, consoante iterativa jurisprudência desta Corte, a necessidade do reexame da matéria fática impede a admissão do recurso especial tanto pela alínea "a" quanto pela alínea "c" do inciso III do art. 105 da Constituição Federal. Precedentes: AgInt no REsp 1765794/PR, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 26/10/2020, DJe 12/11/2020; AgInt no REsp 1886167/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 19/10/2020, DJe 22/10/2020; AgInt no AREsp 1609466/SP, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado em 08/09/2020, DJe 23/09/2020. 3. Do exposto, nega-se provimento ao recurso especial. Por fim, não havendo fixação de honorários sucumbenciais pelas instâncias ordinárias, inaplicável a majoração prevista no art. 85, § 11, do CPC/15. Publique-se. Intime-se. EMENTA