HC 818760 - DECISAO

HC 818760 - DECISAO

Houve insuficiência probatória para atribuir ao paciente a titularidade dos ilícitos apreendidos no imóvel diligenciado, sendo inadequada a presunção utilizada pelo Tribunal de origem para vinculá‑los ao réu sem prova de monitoramento prévio ou de consentimento válido para o ingresso; apesar de não reconhecer a ilicitude formal da diligência no particular do imóvel aparentemente abandonado, a valoração probatória do acórdão violou a presunção de inocência, razão pela qual se concedeu parcialmente a ordem para restabelecer a sentença de primeiro grau, mantendo apenas a condenação pelo porte de arma (art. 14 da Lei n. 10.826/2003) e absolvendo o paciente quanto às imputações relacionadas ao...

Parties
Paciente: IURI CARVALHO SILVA; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul; Parte Opinante: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
05 March 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Concessão Parcial Da Ordem (decisão Monocrática)
Outcome
Ordem parcialmente concedida para reformar o acórdão e restabelecer a sentença de primeiro grau, mantendo condenação apenas pelo art. 14 da Lei n. 10.826/2003 e afastando a responsabilização pelas demais imputações referentes ao art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e ao art. 12 da Lei n. 10.826/2003.
Legal Topics
Inviolabilidade De Domicílio, Provas Ilícitas, Tráfico De Drogas, Porte De Arma, Habeas Corpus, Reformatio in Pejus, Presunção De Inocência

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

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Parties

IURI CARVALHO SILVA

Paciente

Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul

Órgão Julgador

Ministério Público Federal

Parte Opinante

Procedural Posture

Habeas Corpus / Concessão Parcial Da Ordem (decisão Monocrática)

  1. 1 ilegalidade do ingresso domiciliar e provas dele derivadas
  2. 2 ônus da prova quanto ao consentimento para ingresso domiciliar
  3. 3 valoração probatória e presunção de titularidade dos bens apreendidos em imóvel aparentemente abandonado

Ratio Decidendi

Houve insuficiência probatória para atribuir ao paciente a titularidade dos ilícitos apreendidos no imóvel diligenciado, sendo inadequada a presunção utilizada pelo Tribunal de origem para vinculá‑los ao réu sem prova de monitoramento prévio ou de consentimento válido para o ingresso; apesar de não reconhecer a ilicitude formal da diligência no particular do imóvel aparentemente abandonado, a valoração probatória do acórdão violou a presunção de inocência, razão pela qual se concedeu parcialmente a ordem para restabelecer a sentença de primeiro grau, mantendo apenas a condenação pelo porte de arma (art. 14 da Lei n. 10.826/2003) e absolvendo o paciente quanto às imputações relacionadas ao...

Court Disposition

Ordem parcialmente concedida para reformar o acórdão e restabelecer a sentença de primeiro grau, mantendo condenação apenas pelo art. 14 da Lei n. 10.826/2003 e afastando a responsabilização pelas demais imputações referentes ao art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e ao art. 12 da Lei n. 10.826/2003.

Orders

  • Restabelecer a condenação imposta na sentença proferida na ação penal n. 5014620-98.2022.8.21.0001
  • Comunicar com urgência o inteiro teor da decisão às instâncias ordinárias para as providências cabíveis