AREsp 1899844 - ACORDAO
O mandado de busca e apreensão estava delimitado a endereço diverso daquele em que a diligência foi cumprida; a autoridade policial deveria ter requerido a retificação do erro em vez de executar o mandado em outro imóvel; não há comprovação de consentimento livre e voluntário do morador (ausência de declaração assinada, testemunhas ou registro audiovisual); à luz do entendimento do STF e do STJ sobre fundadas razões para ingresso domiciliar, a entrada foi ilícita, tornando inadmissíveis as provas obtidas e suas derivadas; por conseguinte, negar provimento ao agravo regimental e manter a decisão que reconheceu a ilicitude das provas.
- Parties
- Agravante: Ministério Público do Estado de Minas Gerais; Réu: Sidney Faustino da Cruz; Suspeito/investigado: Gleicon Anderson Pereira (alcunha "Galo")
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 August 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (sexta Turma)
- Outcome
- Agravo regimental não provido
- Legal Topics
- Inviolabilidade Do Domicílio, Busca E Apreensão, Prova Ilícita, Tráfico De Drogas, Consentimento Do Morador, Frutos Da Árvore Envenenada, Interceptação Telefônica
Case Brief
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Parties
Ministério Público do Estado de Minas Gerais
Agravante
Sidney Faustino da Cruz
Réu
Gleicon Anderson Pereira (alcunha "Galo")
Suspeito/investigado
Procedural Posture
Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (sexta Turma)
Legal Issues
- 1 validade da diligência de busca e apreensão cumprida em endereço diverso do constante no mandado
- 2 se o consentimento do morador para ingresso policial foi comprovado de forma livre e voluntária
- 3 se informações obtidas por interceptações justificam ingresso em endereço diverso sem retificação do mandado
Ratio Decidendi
O mandado de busca e apreensão estava delimitado a endereço diverso daquele em que a diligência foi cumprida; a autoridade policial deveria ter requerido a retificação do erro em vez de executar o mandado em outro imóvel; não há comprovação de consentimento livre e voluntário do morador (ausência de declaração assinada, testemunhas ou registro audiovisual); à luz do entendimento do STF e do STJ sobre fundadas razões para ingresso domiciliar, a entrada foi ilícita, tornando inadmissíveis as provas obtidas e suas derivadas; por conseguinte, negar provimento ao agravo regimental e manter a decisão que reconheceu a ilicitude das provas.
Court Disposition
Agravo regimental não provido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais
- Manter a decisão anterior que reconheceu a ilicitude das provas obtidas em razão do ingresso no domicílio e suas derivadas, com a consequente absolvição do réu nos termos examinados no voto do Relator
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