HC 1082423 - DECISAO
O STJ entendeu que o ingresso no primeiro imóvel foi válido diante das fundadas razões (fuga do corréu, apreensão em busca pessoal e indicação de existência de drogas no imóvel) e do caráter de crime permanente (Tema 280), mas que o ingresso no segundo imóvel foi ilegítimo por ausência de comprovação objetiva do consentimento livre da paciente; por isso declarou nulas as provas obtidas no segundo imóvel e, em consequência, manteve a condenação por tráfico de drogas apenas quanto às provas válidas, fixando pena de 8 anos de reclusão e 800 dias-multa, em regime inicial fechado.
- Parties
- Paciente: GREICE ANNE RODRIGUES DE SOUZA; Impetrado: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul; Apelante: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 April 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Mérito (não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício Parcialmente)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem, de ofício, para declarar a invalidade das provas obtidas mediante violação domiciliar no segundo imóvel, mantendo a condenação de GREICE ANNE RODRIGUES DE SOUZA pelo art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, em 8 anos de reclusão e 800 dias-multa, em regime...
- Legal Topics
- Inviolabilidade Domiciliar, Tráfico De Drogas, Provas Ilícitas, Flagrante, Consentimento Do Morador, Fruits of the Poisonous Tree
Case Brief
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Parties
GREICE ANNE RODRIGUES DE SOUZA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Impetrado
Ministério Público
Apelante
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão De Mérito (não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício Parcialmente)
Legal Issues
- 1 legalidade do ingresso domiciliar sem mandado
- 2 ônus de comprovação do consentimento do morador
- 3 ileicitude por derivação das provas (fruits of the poisonous tree)
Ratio Decidendi
O STJ entendeu que o ingresso no primeiro imóvel foi válido diante das fundadas razões (fuga do corréu, apreensão em busca pessoal e indicação de existência de drogas no imóvel) e do caráter de crime permanente (Tema 280), mas que o ingresso no segundo imóvel foi ilegítimo por ausência de comprovação objetiva do consentimento livre da paciente; por isso declarou nulas as provas obtidas no segundo imóvel e, em consequência, manteve a condenação por tráfico de drogas apenas quanto às provas válidas, fixando pena de 8 anos de reclusão e 800 dias-multa, em regime inicial fechado.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem, de ofício, para declarar a invalidade das provas obtidas mediante violação domiciliar no segundo imóvel, mantendo a condenação de GREICE ANNE RODRIGUES DE SOUZA pelo art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, em 8 anos de reclusão e 800 dias-multa, em regime...
Orders
- Não conheço do habeas corpus
- Concedo a ordem de ofício para declarar a invalidade das provas obtidas mediante violação domiciliar no segundo imóvel (residência da paciente)
Full Case Text
Judgment text and source record
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