REsp 2259763 - DECISAO
Não conheço do recurso especial porque, após o juízo de retratação, o Tribunal de origem incluiu novos fundamentos no acórdão recorrido e a parte recorrente não ratificou o recurso especial anteriormente interposto, sendo necessária a ratificação por analogia à Súmula 579/STJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Recorrente: Instituto Nacional do Seguro Social
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 April 2026
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Recurso Especial Não Conhecido (juízo De Não Conhecimento Após Juízo De Retratação)
- Outcome
- Recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- Juízo De Retratação, Ratificação Do Recurso Especial, Tutela Provisória Revogada, Súmula 579/stj, Prequestionamento
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Instituto Nacional do Seguro Social
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Recurso Especial Não Conhecido (juízo De Não Conhecimento Após Juízo De Retratação)
Legal Issues
- 1 Obrigatoriedade de ratificação do recurso especial quando o Tribunal de origem, em juízo de retratação, modifica os fundamentos do acórdão recorrido
- 2 Consequência processual da ausência de ratificação: aplicação, por analogia, da Súmula 579/STJ; não conhecimento do recurso especial
- 3 Questão da devolução de valores percebidos a título de tutela antecipada revogada (susceptível de análise, mas não conhecido por razão processual)
Ratio Decidendi
Não conheço do recurso especial porque, após o juízo de retratação, o Tribunal de origem incluiu novos fundamentos no acórdão recorrido e a parte recorrente não ratificou o recurso especial anteriormente interposto, sendo necessária a ratificação por analogia à Súmula 579/STJ.
Court Disposition
Recurso especial não conhecido
Orders
- Recurso especial não conhecido
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto por Instituto Nacional do Seguro Social, com fundamento no art. 105, inciso III, alínea a, da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região assim ementado (e-STJ, fls. 227-228): PROCESSO CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. REMESSA OFICIAL TIDA POR INTERPOSTA. PRELIMINAR REJEITADA. APOSENTADORIA RURAL POR IDADE. ATIVIDADE RURAL. SEGURADO ESPECIAL OU SEGURADO EMPREGADO RURAL NÃO CARACTERIZADOS. REQUISITOS LEGAIS NÃO COMPROVADOS. RESTITUIÇÃO INDEVIDA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. I - Remessa oficial tida por interposta, aplicando-se ao caso o Enunciado da Súmula 490 do E. STJ. II - Há que se rejeitar a preliminar arguida pelo INSS, quanto à concessão de efeito suspensivo à apelação, tendo em vista a realização de seu julgamento no presente momento, com a entrega do provimento jurisdicional definitivo. Cumpre acrescentar que o entendimento de que não é possível a antecipação de tutela em face da Fazenda Pública, equiparada no presente feito ao órgão previdenciário, está ultrapassado, porquanto a antecipação do provimento não importa em pagamento de parcelas vencidas, o que estaria sujeito ao regime de precatórios. A implantação provisória ou definitiva do benefício, tanto previdenciário como assistencial, não está sujeita à disciplina do artigo 100 da Constituição da República, não havendo, portanto, falar-se em impossibilidade de implantação do benefício perseguido sem o trânsito em julgado da sentença. III - A autora apresentou seu contrato de união estável, lavrado em 04.02.2022, no qual seu companheiro, o Sr. Eleonilso Alves de Jesus, fora qualificado como campeiro no ano de 2022, bem como constou declaração no sentido de que o casal vivia em união estável desde 25.09.1993. Há, ainda, a CTPS do seu companheiro, com registros de vínculos de natureza rural em períodos intercalados entre 1993 a 2021, que poderiam ser reputados como início de prova material de seu histórico campesino. IV - Verifica-se que na CTPS da autora, juntada aos autos, há registros de vínculos de natureza urbana como cozinheira (de 01.05.2001 a 16.12.2002 e de 20.07.2015 a 11.12.2015) e como doméstica (de 01.08.2005 a 22.01.2008). Importante destacar que no intervalo de 01.08.2005 a 22.01.2008 em que a autora trabalhou como doméstica, seu companheiro atuou no cargo de capataz para o mesmo empregador (Ricardo Augusto Bacha). Da mesma forma, no interregno de 20.07.2015 a 11.12.2015, no qual a demandante exerceu a atividade de cozinheira, seu companheiro ocupou o cargo de serviços gerais para o mesmo empregador (Flávio Zimas Gimenes). V - Não parece crível que a demandante tivesse acompanhado seu consorte nos vínculos rurais em que ele se ativou, não se sabendo, ao certo, se, de fato, a relação marital se iniciou em 25.09.1993, dada a ausência de documento comprobatório contemporâneo. Ademais, as mudanças de cidade do casal (Camapuã, Sidrolândia) e as atividade de natureza urbana exercidas pela autora não foram detalhadas pelas testemunhas, o que esmaece sua força probatória para fins de formar convicção acerca do alegado labor rural. Por fim, no último vínculo laboral ostentando pelo Sr. Eleonilso Alves de Jesus, interregno de 01.01.2016 a 13.09.2021, em que figura como "campeiro", consta remuneração no importe de R$ 2.220,00 (dois mil e duzentos e vinte reais), valor muito superior ao salário mínimo vigente à época (R$ 880,00 para 01/2016), o que evidencia não se tratar de mero trabalhador rural, inviabilizando, pois, a extensão de sua qualificação para a autora. VI - A autora não comprovou o alegado período trabalhado em atividade rural no período imediatamente anterior ao implemento do requisito etário, em 13.01.2022, de modo a restar descaracterizada sua condição de segurada especial ou mesmo como empregada rural. VII - Não há de se cogitar sobre eventual devolução dos valores recebidos a título de tutela antecipada, levando-se em conta a boa fé da demandante, decorrendo de decisão judicial, e o caráter alimentar do benefício, consoante tem decidido a E. Suprema Corte (STF, ARE 734242 AgR, Relator Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, julgado em 04.08.2015, processo eletrônico DJe-175, divulg. 04.09.2015, public. 08.09.2015). VIII - Honorários advocatícios devidos pela parte autora fixados em R$ 1.000,00 (mil reais), conforme previsto no artigo 85, §§ 4º, III, e 8º, do CPC. A exigibilidade da verba honorária, devida pela parte autora, ficará suspensa por 05 (cinco) anos, desde que inalterada a situação de insuficiência de recursos que fundamentou a concessão dos benefícios da assistência judiciária gratuita, nos termos do artigo 98, §3º, do mesmo estatuto processual. IX - Preliminar rejeitada. Apelação do INSS e remessa oficial, tida por interposta, providas. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados (e-STJ, fls. 251-258). Em suas razões (e-STJ, fls. 267-275), a parte recorrente sustenta ofensa ao art. 1.022, inciso II, do Código de Processo Civil, afirmando negativa de prestação jurisdicional, pois, embora tenham sido opostos embargos de declaração, o Tribunal de origem deixou de se manifestar sobre a necessidade de devolução de valores recebidos indevidamente a título de tutela antecipada revogada. Aponta violação dos arts. 296, 297, parágrafo único, 300, § 3º, 302, caput, incisos I e III e parágrafo único, 520, 927, inciso III, 948 e 949 do Código de Processo Civil, art. 3º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB); art. 115, inciso II e § 1º da Lei 8.213/1991; e arts. 876, 884 e 885 do Código Civil sustentando, em suma, a obrigatoriedade de restituição dos valores recebidos por força de tutela antecipada posteriormente revogada, a observância da tese firmada no Tema 692 do Superior Tribunal de Justiça, e a necessidade de respeito ao regime da execução provisória e à cláusula de reserva de plenário. As contrarrazões foram apresentadas (e-STJ, fls. 277-279). O juízo de retratação foi negativo (e-STJ, fls. 292-306). Foram rejeitados os embargos de declaração opostos contra a decisão de retratação (e-STJ, fls. 322-332). O recurso foi admitido na origem (e-STJ, fls. 335-339). Brevemente relatado, decido. No juízo de retratação, o Tribunal referiu que "Destarte, o caso revela um aparente conflito de normas, que não foi compreendido nas discussões que ensejaram as decisões da colenda Corte Superior.", bem como que, "Dessa forma, cabe anotar que em nenhum dos casos houve a análise pelo prisma da hierarquia da norma supralegal sobre a norma ordinária" (e-STJ, fl. 302). Da leitura do acórdão recorrido (e-STJ, fls. 218-232; 251-266) e do acórdão do juízo de retratação (e-STJ, 292-306), verifica-se que o Tribunal de origem agregou, como acima citado, outros fundamentos ao julgado anterior, razão pela qual era obrigatória a ratificação do recurso especial previamente interposto, sob pena de aplicação, por analogia, do enunciado sumular n. 579 desta Corte. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. RECURSO ESPECIAL. MODIFICAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO APÓS A INTERPOSIÇÃO DO RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE RATIFICAÇÃO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 579/STJ. PROVIMENTO NEGADO. 1. Quando o Tribunal de origem, no âmbito de juízo de retratação, modifica os fundamentos do acórdão recorrido, cabe à parte ratificar o recurso especial já interposto, aplicando, por analogia, a Súmula 579 do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 2. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no REsp n. 1.984.243/RJ, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, julgado em 9/12/2024, DJe de 13/12/2024.) PROCESSUAL CIVIL. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. DESCONTOS INDEVIDOS. VERBA DE CARÁTER ALIMENTAR. DECADÊNCIA. PRESCRIÇÃO. AUSÊNCIA DE RATIFICAÇÃO DO RECURSO ESPECIAL. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. I - Na origem, o particular, em 30/10/2018, ajuizou ação ordinária com valor da causa atribuído em R$ 169.870,36 (cento e sessenta nove mil, oitocentos e setenta reais e trinta e seis centavos) objetivando a declaração de inexigibilidade de ressarcimento de valores que lhe foram pagos entre novembro de 2002 e outubro de 2007, bem como a devolução a este título. Na sentença o pedido foi julgado procedente. No Tribunal a quo, a sentença foi reformada. II - Nos termos da jurisprudência do STJ, havendo alteração do fundamento adotado pelo Tribunal de origem, por ocasião do exercício do juízo de retratação, a ratificação das razões do recurso especial anteriormente interposto é obrigatória. Veja-se: AgInt no REsp n. 2.068.751/SP, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 21/8/2023, DJe de 23/8/2023. III - No caso dos autos, após a interposição do primeiro recurso especial (fls. 546-557), o processo foi devolvido à Câmara julgadora para o exercício do juízo de retratação previsto no art. 1.040, II, do CPC/2015, para fins de exame de eventual aplicabilidade de tema repetitivo. Com o acréscimo de fundamentos, exsurge a necessidade de ratificação do recurso especial já interposto, complementação das razões do primeiro recurso ou, ainda, de interposição de um novo recurso especial. In casu, após o acórdão referente ao juízo de conformação do julgado recorrido, não houve ratificação, mas somente a interposição de um segundo recurso especial, o de fls. 754-765, cuja negativa de seguimento na origem não foi desafiada pela interposição de agravo. Destaque-se que a própria União, às fls. 794, manifestou-se pelo desinteresse em recorrer da negativa de seguimento do mencionado recurso especial. Assim, ausente a ratificação, não há como se conhecer do recurso especial. IV - Agravo interno improvido. (AgInt nos EDcl no REsp n. 1.893.465/SC, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 19/8/2024, DJe de 21/8/2024.) TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. JUÍZO DE RETRATAÇÃO NA ORIGEM. ALTERAÇÃO DA FUNDATAMENTAÇÃO. RATIFICAÇÃO DAS RAZÕES RECURSAIS. NECESSIDADE. INCIDÊNCIA, POR ANALOGIA, DA SÚMULA 579/STJ. ART. 927, III, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. FALTA DE COMBATE A FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO SÚMULAS N. 283 E 284/STF. APLICAÇÃO DE MULTA. ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. DESCABIMENTO. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Aplica-se, no caso, o Código de Processo Civil de 2015. II - Havendo alteração do fundamento adotado pelo tribunal de origem, por ocasião do exercício do juízo de retratação, a ratificação das razões do recurso especial anteriormente interposto é obrigatória (aplicação, por analogia, da Súmula 579 do STJ). Precedentes. III - A ausência de enfrentamento da questão objeto da controvérsia pelo tribunal a quo impede o acesso à instância especial, porquanto não preenchido o requisito constitucional do prequestionamento, nos termos da Súmula n. 282 do Tribunal Federal. IV - A jurisprudência desta Corte considera deficiente a fundamentação quando a parte deixa de impugnar fundamento suficiente para manter o acórdão recorrido, apresentando razões recursais dissociadas dos fundamentos utilizados pela Corte de origem. Incidência, por analogia, das Súmulas n. 283 e 284/STF. V - Em regra, descabe a imposição da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015 em razão do mero desprovimento do Agravo Interno em votação unânime, sendo necessária a configuração da manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso a autorizar sua aplicação, o que não ocorreu no caso. VI - Agravo Interno improvido. (AgInt no REsp n. 2.068.751/SP, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 21/8/2023, DJe de 23/8/2023.) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. JUÍZO DE RETRATAÇÃO NA ORIGEM. REEXAME À LUZ DE TESE FIRMADA EM RECURSO REPETITIVO. RATIFICAÇÃO DO APELO. NECESSIDADE. APELO NÃO CONHECIDO. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. I. Agravo interno aviado contra decisão que julgara Recurso Especial interposto contra acórdão publicado na vigência do CPC/2015. II. "Consoante o entendimento do STJ, havendo a alteração do fundamento adotado pela Corte de origem, a ratificação do apelo nobre anteriormente interposto é obrigatória, sob pena de aplicação, por analogia, da Súmula 579 do STJ" (STJ, AgInt no REsp 1.953.257/RS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 21/11/2022). No mesmo sentido: STJ, AgInt no REsp 1.959.776/RS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 22/3/2022; AgInt no REsp 1.659.599/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de 14/11/2018; AgInt no REsp 1.493.826/AL, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe de 27/11/2017; AgInt no AREsp 828.379/RJ, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe de 25/8/2017; AgRg no AREsp 763.083/PR, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, DJe de 7/3/2016; AgRg no REsp 1.479.578/AL, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, DJe de 2/2/2016). III. Agravo interno improvido. (AgInt no REsp n. 1.636.173/PE, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 22/5/2023, DJe de 26/5/2023.) PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. AÇÃO ACIDENTÁRIA. BENEFÍCIO DEFERIDO. CORREÇÃO DOS VALORES EM ATRASO. INDEXADOR. TEMAS 905/STJ e 810/STF. ADEQUAÇÃO. NECESSIDADE DE RATIFICAÇÃO DO RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 579/STJ. APLICAÇÃO. PRECEDENTES. 1. Trata-se de Agravo Interno contra decisão que entendeu necessária a ratificação do Recurso Especial quando o juízo de retratação modificar o acórdão para adequação aos temas repetitivos ou de repercussão geral, - In casu, os Temas 905/STJ e 810/STF - a contrario sensu da Súmula 579/STJ. 2. De acordo com o art. 1.041, § 2º, do referido diploma legal, "quando ocorrer a hipótese do inciso II do caput do art. 1.040 seja novamente examinado pelo Tribunal de origem, caso o aresto hostilizado divirja do entendimento firmado nesta Corte (artigo 1.040, II, do CPC/2015) , e o recurso versar sobre outras questões, caberá ao presidente ou ao vice-presidente do Tribunal recorrido, depois do reexame pelo órgão de origem e independentemente de ratificação do recurso, sendo positivo o juízo de admissibilidade, determinar a remessa do recurso ao Tribunal Superior para julgamento das demais questões". Diretriz metodológica que, por certo, deve alcançar também aqueles feitos que já tenham ascendido ao STJ. 3. O Recurso Especial não tratou de questões outras. O Tribunal a quo, em juízo de retratação, proferiu novo julgamento e modificou o entendimento anteriormente exarado. Dessa forma, como houve alteração do fundamento adotado pela Corte de origem, a ratificação do apelo nobre anteriormente interposto seria medida de rigor, sob pena de aplicação, por analogia, da Súmula 579/STJ. Precedentes. 4. Agravo Interno não provido. (AgInt no REsp n. 1.903.067/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 8/3/2021, DJe de 16/3/2021.) Diante do exposto, não conheço do recurso especial. Publique-se. EMENTA RECURSO ESPECIAL. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. TUTELA PROVISÓRIA POSTERIORMENTE REVOGADA. JUÍZO DE RETRATRAÇÃO COM ACRÉSCIMO DE FUNDAMENTOS. 1. RATIFICAÇÃO DAS RAZÕES RECURSAIS. NECESSIDADE. EXIGÊNCIA NÃO ATENDIDA NO CASO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA, POR ANALOGIA, DA SÚMULA 579/STJ. 2. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.