AREsp 2562799 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo por entender que o acórdão recorrido não proferiu julgamento extra petita, limitando-se a interpretar as cláusulas contratuais dentro do quadro fático e dos pedidos, e que não houve omissão ou falta de fundamentação apontável nos termos dos arts. 489 e 1.022 do CPC. Concluiu-se ainda que a figura invocada pelas autoras ("unidade econômico-administrativa") se assemelha à comunhão legal decorrente do direito de saisine, a qual é provisória e cessou com a partilha realizada no inventário (proc. nº 4005842-33.2013.8.26.0099), de modo que falta interesse processual para compelir os herdeiros à constituição definitiva da referida unidade e alteração dos contratos...
- Parties
- Agravante: JOÃO R. VALLE & CIA LTDA; Agravante: DU POSTO CONVENIÊNCIA LTDA; Agravado: João Rubens Valle Filho; Agravada: Luciana Valle; Agravada: Ana Paula Valle; Interveniente/terceiro Interessado: João Gustavo Lima Valle; Interveniente/terceiro Interessado: Jéssica Cristina dos Santos Ferro Valle
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Negou Seguimento a Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo E Pedido De Tutela Provisória Incidental
- Outcome
- Negado provimento ao agravo; prejudicado o exame da tutela provisória incidental; majorados os honorários em 10% em favor da parte recorrida.
- Legal Topics
- Julgamento Extra Petita, Unidade Econômico Administrativa, Inventário E Partilha, Interesse Processual, Tutela Provisória, Honorários Sucumbenciais
Case Brief
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Parties
JOÃO R. VALLE & CIA LTDA
Agravante
DU POSTO CONVENIÊNCIA LTDA
Agravante
João Rubens Valle Filho
Agravado
Luciana Valle
Agravada
Ana Paula Valle
Agravada
João Gustavo Lima Valle
Interveniente/terceiro Interessado
Jéssica Cristina dos Santos Ferro Valle
Interveniente/terceiro Interessado
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Negou Seguimento a Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo E Pedido De Tutela Provisória Incidental
Legal Issues
- 1 Se a sentença e o acórdão proferiram julgamento extra petita ao apreciarem validade/interpretação de clausulas contratuais
- 2 Se houve omissão quanto a pontos suscitados nos embargos de declaração (arts. 489 e 1.022 CPC)
- 3 Se as autoras/agravantes possuem interesse processual para compelir herdeiros a constituir "unidade econômico-administrativa" e alterar contratos sociais
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo por entender que o acórdão recorrido não proferiu julgamento extra petita, limitando-se a interpretar as cláusulas contratuais dentro do quadro fático e dos pedidos, e que não houve omissão ou falta de fundamentação apontável nos termos dos arts. 489 e 1.022 do CPC. Concluiu-se ainda que a figura invocada pelas autoras ("unidade econômico-administrativa") se assemelha à comunhão legal decorrente do direito de saisine, a qual é provisória e cessou com a partilha realizada no inventário (proc. nº 4005842-33.2013.8.26.0099), de modo que falta interesse processual para compelir os herdeiros à constituição definitiva da referida unidade e alteração dos contratos...
Court Disposition
Negado provimento ao agravo; prejudicado o exame da tutela provisória incidental; majorados os honorários em 10% em favor da parte recorrida.
Orders
- Nego provimento ao agravo em recurso especial.
- Julgo prejudicado o exame da tutela provisória requerida às fls. 859/870.
Full Case Text
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