HC 920362 - DECISAO
Concluiu-se que não há ilegalidade na juntada, tempestiva e na forma do art. 422 do CPP, de documentos relativos à vida pregressa e a outros processos, visto que tais elementos podem subsidiar exame de requisitos de prisão preventiva e eventual aplicação de pena, e que o art. 187, §1º do CPP prevê a vida pregressa no interrogatório; contudo, para resguardar o caráter material do julgamento e evitar argumento de autoridade, determinou-se, de ofício, que documentos relacionados à vida pregressa do recorrente que não guardem relação direta com o fato não sejam utilizados pela acusação como argumento de autoridade na sessão plenária do Tribunal do Júri.
- Parties
- Paciente: JORDAN ABAD DA SILVA; Impetrante: Defensoria Pública; Órgão De Origem: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 June 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido; concedida, de ofício, a ordem para vedar o uso, pela acusação, como argumento de autoridade na sessão plenária do Tribunal do Júri, de documentos relacionados à vida pregressa do recorrente que não guardem relação direta com o fato.
- Legal Topics
- Juntada De Documentos, Vida Pregressa E Antecedentes, Presunção De Inocência, Leitura Em Plenário, Art. 187, §1º Do CPP, Art. 422 Do CPP, Art. 478 Do CPP, Prisão Preventiva, Argumento De Autoridade
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
JORDAN ABAD DA SILVA
Paciente
Defensoria Pública
Impetrante
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Órgão De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática
Legal Issues
- 1 É lícita a juntada de documentos relativos à vida pregressa do acusado e de processos diversos aos autos?
- 2 Podem tais documentos ser utilizados pela acusação como argumento de autoridade na sessão plenária do Tribunal do Júri?
- 3 A juntada e a leitura desses documentos violam a presunção de inocência ou maculam o processo?
Ratio Decidendi
Concluiu-se que não há ilegalidade na juntada, tempestiva e na forma do art. 422 do CPP, de documentos relativos à vida pregressa e a outros processos, visto que tais elementos podem subsidiar exame de requisitos de prisão preventiva e eventual aplicação de pena, e que o art. 187, §1º do CPP prevê a vida pregressa no interrogatório; contudo, para resguardar o caráter material do julgamento e evitar argumento de autoridade, determinou-se, de ofício, que documentos relacionados à vida pregressa do recorrente que não guardem relação direta com o fato não sejam utilizados pela acusação como argumento de autoridade na sessão plenária do Tribunal do Júri.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido; concedida, de ofício, a ordem para vedar o uso, pela acusação, como argumento de autoridade na sessão plenária do Tribunal do Júri, de documentos relacionados à vida pregressa do recorrente que não guardem relação direta com o fato.
Orders
- Os documentos relacionados à vida pregressa do recorrente e que não guardam relação direta com o fato não sejam utilizados como argumento de autoridade pela acusação na sessão plenária do Tribunal do Júri.
- Comunique-se às instâncias ordinárias.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment