AREsp 1098332 - DECISAO
Os embargos foram rejeitados porque a imissão na posse ocorreu em 1/10/1999, posterior à publicação da MP 1901-30/1999, de modo que não cabe a incidência automática dos juros compensatórios sem prova da efetiva perda de renda, prova esta não demonstrada nos autos; ademais, os embargos de declaração não são meio...
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- Parties
- Embargante: EMICO SAKIMOTO KATAIAMA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 31 January 2025
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Opostos Contra Decisão De Relatoria
- Outcome
- rejeito os embargos de declaração
- Legal Topics
- Juros Compensatórios, Desapropriação, Imissão Na Posse, Prova De Perda De Renda, Embargos De Declaração, Omissão E Contradição, Temas Jurisprudenciais
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Parties
EMICO SAKIMOTO KATAIAMA
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Opostos Contra Decisão De Relatoria
Legal Issues
- 1 se a decisão embargada foi omissa e contraditória por não reconhecer a perda de renda para a incidência de juros compensatórios
- 2 aplicabilidade da exigência de prova de perda de renda para imóveis tidos por improdutivos em razão da publicação da MP 1901-30/1999
- 3 existência de prova nos autos da efetiva perda de renda do expropriado
Ratio Decidendi
Os embargos foram rejeitados porque a imissão na posse ocorreu em 1/10/1999, posterior à publicação da MP 1901-30/1999, de modo que não cabe a incidência automática dos juros compensatórios sem prova da efetiva perda de renda, prova esta não demonstrada nos autos; ademais, os embargos de declaração não são meio adequado para rediscutir entendimento já manifestado (art. 1.022 CPC).
Court Disposition
rejeito os embargos de declaração
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de embargos de declaração opostos por EMICO SAKIMOTO KATAIAMA contra a decisão de minha relatoria de fls. 2.468/2.474. A parte embargante alega que a decisão embargada é omissa e contraditória no ponto em que não reconhece a perda de renda para a incidência dos juros compensatórios. A parte adversa não apresentou impugnação. É o relatório. Os embargos declaratórios não apresentam vícios formais, foram opostos dentro do prazo e cogitam, objetivamente, de matéria própria dessa espécie recursal (arts. 1.022 e 1.023 do CPC). Nada há, enfim, que impeça o seu conhecimento. Na decisão recorrida, a controvérsia foi solucionadas nestes termos (fls. 2.470/2.474): Quanto aos juros compensatórios e sua incidência para terras tidas por improdutivas, este Superior Tribunal de Justiça, revendo os Temas 126, 280, 282, 1.071 e 1.072, definiu, dentre outras, as seguintes premissas após juízo de harmonização com o julgamento de mérito do STF na ADI 2.332 (Pet n. 12.344/DF, relator Ministro Og Fernandes, Primeira Seção, julgado em 28/10/2020, D Je de 13/11/2020.): (i) até 26/9/1999, data anterior à edição da MP 1901-30/1999, são devidos juros compensatórios nas desapropriações de imóveis improdutivos; (ii) a partir de 27/9/1999, data de publicação da MP 1901-30/1999, exige-se a prova pelo expropriado da efetiva perda de renda para incidência de juros compensatórios (art. 15- A, § 1º, do Decreto-Lei 3.365/1941); e (iii) desde 5/5/2000, data de edição da MP 2.027- 38/2000, veda-se a incidência dos juros em imóveis com índice de produtividade zero (art. 15-A, § 2º, do Decreto-Lei 3.365/1941). Segue a ementa: .. . Na espécie, a imissão na posse ocorreu em 1º/10/1999 (fl. 109), após, portanto, da data da publicação da MP 1901-30/1999. Esse contexto, à luz da orientação jurisprudencial desta Corte, afasta a incidência automática dos juros compensatórios, exigindo-se, para tanto, a prova pelo expropriado da efetiva perda de renda (art. 15-A, § 1º, do Decreto-Lei 3.365/1941). Do acórdão recorrido não se verifica a demonstração do efetivo prejuízo à renda do expropriado. Ao revés, os juros compensatórios teriam sido arbitrados com fundamento exclusivo na Medida Provisória 1.774-26/1999 (fl. 732). O inconformismo da parte embargante não se enquadra nas hipóteses de cabimento dos embargos de declaração, previstas no art. 1.022 do Código de Processo Civil (CPC). Rever as matérias alegadas no recurso ora examinado acarretaria rediscutir entendimento já manifestado e devidamente embasado. O recurso integrativo não se presta à inovação, à rediscussão da matéria tratada nos autos ou à correção de eventual error in judicando. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. Publique-se. Intimem-se. EMENTA