AREsp 2111191 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e, apesar de rejeitar a análise de matérias não prequestionadas, deu-se parcial provimento ao recurso especial com fundamento na jurisprudência consolidada (ADI 2.332/DF e teses do STJ/Pet 12.344/DF), para fixar a taxa de juros compensatórios em 6% ao ano para a hipótese de imissão na posse...
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- Parties
- Agravante: MUNICIPIO DE RIO DE JANEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgado No STJ Conhecimento Do Agravo E Provimento Parcial Do Recurso Especial
- Outcome
- Agravo conhecido; recurso especial conhecido parcialmente e provido na extensão de fixar juros compensatórios em 6% ao ano.
- Legal Topics
- Juros Compensatórios, Juros Moratórios, Base De Cálculo, Imissão Na Posse, Prequestionamento, Multas Processuais
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Parties
MUNICIPIO DE RIO DE JANEIRO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgado No STJ Conhecimento Do Agravo E Provimento Parcial Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 incidência e percentual dos juros compensatórios (art. 15-A do Decreto-Lei 3.365/41)
- 2 prova da perda de renda para cabimento de juros compensatórios em imóvel improdutivo
- 3 base de cálculo dos juros moratórios
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e, apesar de rejeitar a análise de matérias não prequestionadas, deu-se parcial provimento ao recurso especial com fundamento na jurisprudência consolidada (ADI 2.332/DF e teses do STJ/Pet 12.344/DF), para fixar a taxa de juros compensatórios em 6% ao ano para a hipótese de imissão na posse ocorrida em 2011.
Court Disposition
Agravo conhecido; recurso especial conhecido parcialmente e provido na extensão de fixar juros compensatórios em 6% ao ano.
Orders
- Conhecer do agravo
- Conhecer parcialmente do recurso especial
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto pelo MUNICIPIO DE RIO DE JANEIRO contra decisão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, que inadmitiu o recurso especial dirigido ao acórdão proferido na Apelação Cível n. 0202216-93.2010.8.19.0001, assim ementado (fl. 528): APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA. 1. Sentença que julgou procedente o pedido mediante o pagamento do valor total de R$ 154.170,00 corrigida monetariamente a partir da elaboração do laudo (06/11/2010), com juros de mora de 6%, tendo o termo inicial o dia 1º de janeiro do exercício financeiro seguinte àquele em que o pagamento deveria ser efetuado, tal como disposto no art. 15-B do Decreto-Lei n.º 3365/41 e juros compensatórios de 12% ao ano (Súmula 618 do STF), desde a imissão na posse (02/05/2011 - índice 164). 2. Apelação intempestiva do MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO e recurso adesivo da parte ré que não se conhece, nos termos do art. 997, III, do CPC. 3. Em remessa necessária, verifica-se que o valor indenizatório foi corretamente aferido mediante prova pericial idônea, devendo ser mantido. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. 4. Entendimento do STF que, ao julgar o mérito da Ação Direta de Inconstitucionalidade 2.332/DF, no tocante aos juros compensatórios em desapropriação, se posicionou no sentido da constitucionalidade do índice previsto (6% ao ano), do art. 15-A, do Decreto-Lei 3.365/41. 5. Não conhecimento dos recursos principal e adesivo e, em sede de remessa necessária, se reforma parcialmente o julgado para reconhecer a isenção do Município ao pagamento das custas processuais, aplicando-se o artigo 17 da Lei Estadual 3.350/99. Houve embargos de declaração, os quais foram rejeitados (fls. 564-571). Nas razões do recurso especial, fundamentado na alínea a da previsão constitucional, a parte ora agravante aponta violação dos arts. 15-A, caput, e 15-B do Decreto-Lei n. 3.365/41, assim como dos arts. 25 e 40 da Lei n. 6.830/80, sustentando que os juros compensatórios somente podem ser deferidos se a parte expropriada comprovar a eventual perda de renda, bem como que o seu percentual, caso se entenda devido, deverá ser de 6% (seis por cento) ao ano. Pontua, ainda, que a base de cálculo dos juros moratórios não seria a mesma dos juros compensatórios. Por fim, requer o provimento do Recurso Especial para: .. afastar a incidência dos juros compensatórios, diante da ausência de comprovação de perda da renda quando da imissão provisória na posse expropriatória. Subsidiariamente, pelo princípio da eventualidade, requer a reforma da decisão para fixar a alíquota dos juros compensatórios em 6% ao ano; Fixar a base de cálculo dos juros moratórios na parcela da indenização efetivamente em atraso, a partir de 1º de janeiro seguinte ao vencimento do requisitório judicial de complementação; Afastar a incidência da multa do art. 1.026, §2º, CPC/2015 (fl. 595). Sem contrarrazões (fl. 607). Inadmitiu-se o recurso na origem (fls. 609-612), advindo o presente agravo (fls. 623-637), ao qual não se ofereceu contraminuta. É o relatório. Decido. Satisfeitos os requisitos de admissibilidade do agravo, tendo em vista, notadamente, que a parte agravante impugnou, de forma suficiente, os óbices elencados na decisão de inadmissibilidade proferida pelo Tribunal de origem, passo ao exame do recurso especial. O Tribunal de origem, apesar da oposição de embargos de declaração, não apreciou as teses atinentes à base de cálculo dos juros moratórios e de necessidade de comprovação da perda de renda para o cabimento de juros compensatórios, em se tratando de imóvel improdutivo, motivo pelo qual está ausente o necessário prequestionamento, nos termos da Súmula n. 211 do STJ ("Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"). O recurso especial não trouxe a alegação de violação do art. 1.022 do Código de Processo Civil, a fim de que fosse constatada a eventual omissão por parte da Corte de origem, indispensável, inclusive, para fins de configuração do prequestionamento ficto de matéria estritamente de direito, nos termos do art. 1.025 do Estatuto Processual. Nesse sentido: AgInt no REsp n. 2.076.255/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 18/12/2023, DJe de 20/12/2023; AgInt no REsp n. 2.049.701/SP, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 18/12/2023, DJe de 21/12/2023. Quanto ao pleito de exclusão da multa do art. 1026, § 2º, do CPC, a parte recorrente não desenvolveu tese nas razões do recurso especial e, tampouco, indicou o dispositivo violado, limitando-se a pedir a sua exclusão, no pedido final formulado. Portanto, resta ausente a delimitação da controvérsia, incidindo a Súmula n. 284 do STF. Nesse norte: AgInt no REsp n. 2.004.665/SC, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 11/9/2023, DJe de 14/9/2023; AgInt no REsp n. 2.075.044/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 4/12/2023, DJe de 6/12/2023; AgInt no REsp n. 1.861.859/ES, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, julgado em 20/11/2023, DJe de 27/11/2023; AgInt no REsp n. 1.891.181/SC, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 16/10/2023, DJe de 18/12/2023. No que diz respeito à alegada violação do art. 15-A do Decreto Lei n. 3365/1941, quanto ao percentual dos juros compensatórios, cumpre mencionar o julgamento da Pet n. 12.344/DF (relator Ministro Og Fernandes, Primeira Seção, DJe 13/11/2020), apreciada sob o rito dos Recursos Repetitivos, em 28/10/2020, na qual se procedeu à adequação das Teses Repetitivas n. 126, 184, 280, 281, 282 e 283 do STJ, diante dos termos da ADI n. 2.332/DF. Confira-se a ementa do julgado do STJ: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO. JUROS COMPENSATÓRIOS, MORATÓRIOS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM AÇÕES EXPROPRIATÓRIAS. DECRETO-LEI N. 3.365/1945, ARTS. 15-A E 15-B. ADI 2.332/STF. PROPOSTA DE REVISÃO DE TESES REPETITIVAS. COMPETÊNCIA. NATUREZA JURÍDICA DAS TESES ANTERIORES À EMENDA 26/2016. CARÁTER ADMINISTRATIVO E INDEXANTE. TESES 126, 184, 280, 281, 282, 283 E SÚMULAS 12, 70, 102, 141 E 408 TODAS DO STJ. REVISÃO EM PARTE. MANUTENÇÃO EM PARTE. CANCELAMENTO EM PARTE. EDIÇÃO DE NOVAS TESES. ACOLHIMENTO EM PARTE DA PROPOSTA. MODULAÇÃO. AFASTAMENTO. 1. Preliminares: i) a Corte instituidora dos precedentes qualificados possui competência para sua revisão, sendo afastada do ordenamento nacional a doutrina do stare decisis em sentido estrito (autovinculação absoluta aos próprios precedentes); e ii) não há que se falar em necessidade de sobrestamento da presente revisão à eventual modulação de efeitos no julgamento de controle de constitucionalidade, discussão que compete unicamente à Corte Suprema. 2. Há inafastável contradição entre parcela das teses repetitivas e enunciados de súmula submetidos à revisão e o julgado de mérito do STF na ADI 2332, sendo forçosa a conciliação dos entendimentos. 3. No período anterior à Emenda Regimental 26/2016 (DJe 15/12/2016), as teses repetitivas desta Corte configuravam providência de teor estritamente indexante do julgamento qualificado, porquanto elaboradas por unidade administrativa independente após o exaurimento da atividade jurisdicional. Faz-se necessário considerar o conteúdo efetivo dos julgados para seu manejo como precedente vinculante, prevalecendo a ratio decidendi extraída do inteiro teor em caso de contradição, incompletude ou qualquer forma de inconsistência com a tese então formulada. Hipótese incidente nas teses sob revisão, cuja redação pela unidade administrativa destoou em parte do teor dos julgamentos em recursos especiais repetitivos. 4. Descabe a esta Corte interpretar o teor de julgado do Supremo Tribunal Federal, seja em cautelar ou de mérito, sendo indevida a edição de tese repetitiva com pretensão de regular seus efeitos, principalmente com caráter condicional. 5. Cancelamento da Súmula 408/STJ ("Nas ações de desapropriação, os juros compensatórios incidentes após a Medida Provisória n. 1.577, de 11/06/1997, devem ser fixados em 6% ao ano até 13/09/2001 e, a partir de então, em 12% ao ano, na forma da Súmula n. 618 do Supremo Tribunal Federal."), por despicienda a convivência do enunciado com tese repetitiva dispondo sobre a mesma questão (Tese 126/STJ). Providência de simplificação da prestação jurisdicional. 6. Adequação da Tese 126/STJ ("Nas ações de desapropriação, os juros compensatórios incidentes após a Medida Provisória n. 1.577, de 11/06/1997, devem ser fixados em 6% ao ano até 13/09/2001 e, a partir de então, em 12% ao ano, na forma da Súmula n. 618 do Supremo Tribunal Federal.") para a seguinte redação: "O índice de juros compensatórios na desapropriação direta ou indireta é de 12% até 11.6.97, data anterior à publicação da MP 1577/97". Falece competência a esta Corte para discutir acerca dos efeitos da cautelar na ADI 2.332, sem prejuízo da consolidação da jurisprudência preexistente sobre a matéria infraconstitucional. 7. Manutenção da Tese 184/STJ ("O valor dos honorários advocatícios em sede de desapropriação deve respeitar os limites impostos pelo artigo 27, § 1º, do Decreto-lei 3.365/41 qual seja: entre 0,5% e 5% da diferença entre o valor proposto inicialmente pelo imóvel e a indenização imposta judicialmente."). O debate fixado por esta Corte versa unicamente sobre interpretação infraconstitucional acerca da especialidade da norma expropriatória ante o Código de Processo Civil. 8. Adequação da Tese 280/STJ ("A eventual improdutividade do imóvel não afasta o direito aos juros compensatórios, pois esses restituem não só o que o expropriado deixou de ganhar com a perda antecipada, mas também a expectativa de renda, considerando a possibilidade do imóvel ser aproveitado a qualquer momento de forma racional e adequada, ou até ser vendido com o recebimento do seu valor à vista.") à seguinte redação: "Até 26.9.99, data anterior à publicação da MP 1901-30/99, são devidos juros compensatórios nas desapropriações de imóveis improdutivos". Também aqui afasta-se a discussão dos efeitos da cautelar da ADI 2332, mantendo-se a jurisprudência consagrada desta Corte ante a norma anteriormente existente. 9. Adequação da Tese 281/STJ ("São indevidos juros compensatórios quando a propriedade se mostrar impassível de qualquer espécie de exploração econômica seja atual ou futura, em decorrência de limitações legais ou da situação geográfica ou topográfica do local onde se situa a propriedade.") ao seguinte teor: "Mesmo antes da MP 1901-30/99, são indevidos juros compensatórios quando a propriedade se mostrar impassível de qualquer espécie de exploração econômica atual ou futura, em decorrência de limitações legais ou fáticas". De igual modo, mantém-se a jurisprudência anterior sem avançar sobre os efeitos da cautelar ou do mérito da ADI 2.332. 10. Adequação da Tese 282/STJ ("Para aferir a incidência dos juros compensatórios em imóvel improdutivo, deve ser observado o princípio do tempus regit actum, assim como acontece na fixação do percentual desses juros. As restrições contidas nos §§ 1º e 2º do art. 15-A, inseridas pelas MP"s n. 1.901-30/99 e 2.027-38/00 e reedições, as quais vedam a incidência de juros compensatórios em propriedade improdutiva, serão aplicáveis, tão somente, às situações ocorridas após a sua vigência.") à seguinte redação: "i) A partir de 27.9.99, data de publicação da MP 1901-30/99, exige-se a prova pelo expropriado da efetiva perda de renda para incidência de juros compensatórios (art. 15-A, § 1º, do Decreto-Lei 3365/41); e ii) Desde 5.5.2000, data de publicação da MP 2027-38/00, veda-se a incidência dos juros em imóveis com índice de produtividade zero (art. 15-A, § 2º, do Decreto-Lei 3365/41)". Dispõe-se sobre a validade das normas supervenientes a partir de sua edição. Ressalva-se que a discussão dos efeitos da ADI 2332 compete, unicamente, à Corte Suprema, nos termos da nova tese proposta adiante. 11. Cancelamento da Tese 283/STJ ("Para aferir a incidência dos juros compensatórios em imóvel improdutivo, deve ser observado o princípio do tempus regit actum, assim como acontece na fixação do percentual desses juros. Publicada a medida liminar concedida na ADI 2.332/DF (DJU de 13.09.2001), deve ser suspensa a aplicabilidade dos §§ 1º e 2º do artigo 15-A do Decreto-lei n. 3.365/41 até que haja o julgamento de mérito da demanda."), ante o caráter condicional do julgado e sua superação pelo juízo de mérito na ADI 2332, em sentido contrário ao da medida cautelar anteriormente deferida. 12. Edição de nova tese: "A discussão acerca da eficácia e efeitos da medida cautelar ou do julgamento de mérito da ADI 2332 não comporta revisão em recurso especial". A providência esclarece o descabimento de provocação desta Corte para discutir efeitos de julgados de controle de constitucionalidade do Supremo Tribunal Federal. 13. Edição de nova tese: "Os juros compensatórios observam o percentual vigente no momento de sua incidência". Evidencia-se a interpretação deste Tribunal sobre a matéria, já constante nos julgados repetitivos, mas não enunciada como tese vinculante própria. 14. Edição de nova tese: "As Súmulas 12/STJ (Em desapropriação, são cumuláveis juros compensatórios e moratórios), 70/STJ (Os juros moratórios, na desapropriação direta ou indireta, contam-se desde o trânsito em julgado da sentença) e 102/STJ (A incidência dos juros moratórios sobre compensatórios, nas ações expropriatórias, não constitui anatocismo vedado em lei) somente se aplicam às situações havidas até 12.01.2000, data anterior à vigência da MP 1.997-34". Explicita-se simultaneamente a validade dos enunciados à luz das normas então vigentes e sua derrogação pelas supervenientes. Providência de simplificação normativa que, ademais, consolida em tese indexada teor de julgamento repetitivo já proferido por esta Corte. 15. Manutenção da Súmula 141/STJ ("Os honorários de advogado em desapropriação direta são calculados sobre a diferença entre a indenização e a oferta, corrigidas monetariamente"). 16. Cabe enfrentar, de imediato, a questão da modulação dos efeitos da presente decisão, na medida em que a controvérsia é bastante antiga, prolongando-se há mais de 17 (dezessete) anos pelos tribunais do país. Afasta-se a modulação de efeitos do presente julgado, tanto porque as revisões limitam-se a explicitar o teor dos julgamentos anteriores, quanto por ser descabido a esta Corte modular, a pretexto de controle de efeitos de seus julgados, disposições que, a rigor, são de competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal, por versarem sobre consequências do julgamento de mérito de ADI em disparidade com cautelar anteriormente concedida. 17. Proposta de revisão de teses repetitivas acolhida em parte (STJ, Pet 12.344/DF, Rel. Ministro OG FERNANDES, PRIMEIRA SEÇÃO, DJe de 13/11/2020). A Súmula n. 126/STJ passou ao seguinte teor: "o índice de juros compensatórios na desapropriação direta ou indireta é de 12% até 11.6.97, data anterior à publicação da MP 1577/97". Também se definiu que "os juros compensatórios observam o percentual vigente no momento de sua incidência". Nestes termos, haja vista que a imissão na posse ocorreu em 2011, o recurso merece provimento para que os juros compensatórios incidam à razão 6% (seis por cento) ao ano. Nessa senda: ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. DESAPROPRIAÇÃO DIRETA. VÍCIO DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. RIO CABUÇU DE CIMA. NAVEGABILIDADE. SÚMULA 7 DO STJ. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. ADI 2.332 DO STF. TEMAS 126 E 905 DO STJ. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO EM PARTE E PROVIDO EM PARTE. .. 3. Os juros compensatórios na desapropriação, com imissão na posse efetivada em 25/6/2001, são de 6% ao ano, conforme decidido na ADI 2.332 do STF e nos Temas 126 e 905 do STJ. 4. Recurso especial conhecido em parte e provido em parte, para ajustar os juros compensatórios. (REsp n. 1.908.469/SP, relator Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma, julgado em 28/5/2025, DJEN de 3/6/2025.) PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. DESAPROPRIAÇÃO. IMISSÃO PROVISÓRIA. JUROS COMPENSATÓRIOS. INCIDÊNCIA. ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA. APLICAÇÃO DE MULTA. ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. DESCABIMENTO. I - A taxa de juros compensatórios, incidente após 11.06.1997, em desapropriação por necessidade ou utilidade pública e interesse social, é de 6% (seis por cento) ao ano. .. V - Agravo Interno improvido. (AgInt no REsp n. 2.165.229/RS, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 19/5/2025, DJEN de 22/5/2025.) Ante o exposto, CONHEÇO do agravo para CONHECER PARCIALMENTE do recurso especial e, nessa extensão, DAR-LHE PROVIMENTO, a fim de fixar a taxa de juros compensatórios em 6% (seis por cento) ao ano. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DESAPROPRIAÇÃO. JUROS MORATÓRIOS. BASE DE CÁLCULO. JUROS COMPENSATÓRIOS. COMPROVAÇÃO DA PERDA DE RENDA. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA N. 211 DO STJ. MULTA APLICADA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PEDIDO DE EXCLUSÃO. FALTA DE DESENVOLVIMENTO DE TESE. DISPOSITIVO VIOLADO NÃO INDICADO. CONTROVÉRSIA NÃO DELIMITADA. SÚMULA N. 284 DO STF. JUROS COMPENSATÓRIOS. IMISSÃO NA POSSE EM 2011. PERCENTUAL DE 6% (SEIS POR CENTO) A.A. SÚMULA N. 126 DO STJ. AGRAVO CONHECIDO PARA CONHECER PARCIALMENTE DO RECURSO ESPECIAL E, NESSA EXTENSÃO, DAR-LHE PROVIMENTO.