REsp 1923151 - DECISAO
Conheceu-se em parte do recurso especial e, nessa extensão, negou-se provimento ao recorrente porque o Tribunal de origem apreciou devidamente a matéria, reconhecendo, com suporte probatório, a abusividade dos juros por significativa discrepância em relação à taxa média de mercado apurada pelo Banco Central; não...
Source-derived case information.
- Parties
- Recorrido: M. DE S. HARB EIRELI (M. DE S. HARB); Recorrente: BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. (BANCO)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 October 2021
- Procedural Posture
- Ação Revisional De Contrato Bancário / Recurso Especial (julgamento No Stj)
- Outcome
- Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, não provido.
- Legal Topics
- Juros Remuneratórios, Abusividade Contratual, Repetição De Indébito, Honorários Advocatícios, Súmulas 5 E 7 Do STJ, Taxa Média De Mercado, Agravo Interno
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Parties
M. DE S. HARB EIRELI (M. DE S. HARB)
Recorrido
BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. (BANCO)
Recorrente
Procedural Posture
Ação Revisional De Contrato Bancário / Recurso Especial (julgamento No Stj)
Legal Issues
- 1 Se a taxa de juros remuneratórios pactuada pode ser considerada abusiva quando significativamente superior à taxa média de mercado apurada pelo Banco Central
- 2 Se houve omissão no acórdão recorrido nos termos do art. 1.022 do NCPC
- 3 Aplicabilidade das Súmulas 5 e 7 do STJ para impedir reexame de fatos e provas em recurso especial
Ratio Decidendi
Conheceu-se em parte do recurso especial e, nessa extensão, negou-se provimento ao recorrente porque o Tribunal de origem apreciou devidamente a matéria, reconhecendo, com suporte probatório, a abusividade dos juros por significativa discrepância em relação à taxa média de mercado apurada pelo Banco Central; não houve omissão nos termos do art. 1.022 do NCPC, e seria vedado ao STJ proceder ao reexame do acervo fático-probatório ou à interpretação de cláusulas contratuais em sede de recurso especial (Súmulas 5 e 7). Além disso, aplicou-se precedente repetitivo que condiciona a limitação dos juros à média de mercado à comprovação do excesso no caso concreto.
Court Disposition
Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, não provido.
Orders
- Majorou-se os honorários advocatícios de R$ 1.000,00 para R$ 1.500,00, nos termos do art. 85, § 11 do NCPC
- Publique-se; intimem-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO M. DE S. HARB EIRELI (M. DE S. HARB) ajuizou ação de revisão de contratos bancários cumulada com repetição de indébito com pedido de antecipação parcial de tutela contra BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. (BANCO), objetivando afastar os encargos contratuais exorbitantes e ilegais. Em primeira instância, o pedido foi julgado improcedente, para manter as estipulações pactuadas no contrato. O Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas deu provimento ao apelo de M. DE S. HARB, em acórdão ementado nos seguintes termos: CIVIL. PROCESSO CIVIL. APELAÇÃO. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO BANCÁRIO. JUROS REMUNERATÓRIOS. PREVISÃO EXPRESSA NO CONTRATO. TAXA APLICADA EM DESCONFORMIDADE COM A APURADA PELO BANCO CENTRAL NO PERÍODO. SENTENÇA REFORMA. RECURSO PROVIDO. 1. Vislumbra-se irregularidade contratual quando a taxa de juros pré-fixada ultrapassa em muito a taxa média de mercado, apurada pelo Banco Central para operações da mesma natureza. 2. Configura-se abusiva a taxa cobrada pela Instituição Financeira, de 2,34% ao mês, pois no mesmo período o Banco Central apurou para esta mesma modalidade de crédito urna taxa média de 1,125% (um ponto cento e vinte e cinco por cento) ao mês. 3. Apelação conhecida e provida (e-STJ, fl. 199). Os embargos de declaração opostos pelo BANCO foram rejeitados (e-STJ, fls. 218/222). No recurso especial, interposto com fundamento no art. 105, III, c, da Constituição Federal, BANCO sustentou dissídio jurisprudencial (1) em relação a limitação dos juros remuneratórios à taxa média de mercado e (2) omissão no acórdão recorrido. Apontou como violados os arts. 1.022 do NCPC e 51, IV, do CDC. As contrarrazões não foramapresentadas, o recurso foi admitido (e-STJ, fls. 341/345 e 353/354). É o relatório. DECIDO. De plano, vale pontuar que o presente agravo interno foi interposto contra decisão publicada na vigência do novo Código de Processo Civil, razão pela qual devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma nele prevista, nos termos do Enunciado Administrativo nº 3, aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC. (1) Da alegada violação do art. 1.022 do NCPC. Não se verifica, no caso, a alegada vulneração do referido dispositivo legal, porquanto a Corte local apreciou a lide, discutindo e dirimindo as questões fáticas e jurídicas que lhe foram submetidas na medida necessária para o deslinde da controvérsia, não havendo falar em negativa deprestação jurisdicional. (2) Dos juros remuneratórios. A jurisprudência desta Corte firmou-se, em recurso repetitivo, no sentido de que a fixação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano não evidencia, por si só, abusividade em face do consumidor, de modo que os juros remuneratórios afiguram-se abusivos e devem ser limitados à média de mercado quando haja, no caso concreto, significativa discrepância entre a taxa pactuada e a taxa média praticada em operações da mesma espécie (REsp 1.061.530/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, j. em 22/10/2008, DJe 10/3/2009). No mesmo sentido, confiram-se: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO BANCÁRIO - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO RECLAMO. IRRESIGNAÇÃO DA PARTE RÉ. 1. Conforme decidido no Resp. n. 1.061.530/RS, submetido ao regime do art. 543-C do CPC/1973, a estipulação de juros remuneratórios em taxa superior a 12% ao ano não indica, por si só, abusividade em face do consumidor, permitida a revisão dos contratos de mútuo bancário apenas quando fique demonstrado, no caso concreto, manifesto excesso da taxa praticada ante à média de mercado aplicada a contratos da mesma espécie. 1.1 É inviável rever a conclusão do Tribunal estadual de que os juros remuneratórios, no caso, são abusivos quando comparados à taxa média de mercado, pois demandaria reexame de provas e interpretação de cláusula contratual, providências vedadas em recurso especial (Súmulas 5 e 7/STJ). 2. Verificada, na hipótese, a existência de encargo abusivo no período da normalidade do contrato, resta descaracterizada a mora do devedor. 3. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp 1.486.943/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, Quarta Turma, j. em 26/8/2019, DJe 30/8/2019) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO REVISIONAL. JUROS REMUNERATÓRIOS. PERCENTUAL ABUSIVO. LIMITAÇÃO À MÉDIA DO MERCADO. JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE SUPERIOR. REEXAME. SÚMULAS 5 E 7/STJ. 1. A Segunda Seção deste c. Superior Tribunal de Justiça no julgamento do Recurso Especial nº 1.061.530/RS, (Rel. Ministra Nancy Andrighi, DJe de 10/3/2009), processado nos moldes do art. 543-C do CPC, firmou entendimento no sentido de que os juros remuneratórios devem ser limitados à taxa média de mercado somente quando cabalmente comprovada, no caso concreto, a significativa discrepância entre a taxa pactuada e a taxa de mercado para operações da espécie. 2. O Tribunal de origem, com base no conteúdo probatório dos autos, concluiu que a taxa de juros remuneratórios pactuada excede significativamente à média de mercado. A alteração de tal entendimento, como pretendida, demandaria a análise de cláusulas contratuais e do acervo fático-probatório dos autos, o que é vedado pelas Súmulas 5 e 7 do STJ. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1.343.689/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, Terceira Turma, j em 1º/7/2019, DJe 2/8/2019) Portanto, não há óbice à revisão contratual, com fundamento no CDC (Súmula nº 297 do STJ), nas hipóteses em que, após dilação probatória, ficar cabalmente demonstrada a abusividade da cláusula de juros, sendo insuficiente o fato de o índice estipulado ultrapassar 12% ao ano (Súmula nº 382 do STJ) ou de haver estabilidade inflacionária no período. A taxa média de mercado, apurada pelo Banco Central para operações similares na mesma época do empréstimo, pode ser utilizada como referência no exame do desequilíbrio contratual, mas não constitui valor absoluto, a ser adotado em todos os casos. Com efeito, a variação dos juros praticados pelas instituições financeiras decorre de diversos aspectos e especificidades das múltiplas relações contratuais existentes (tipo de operação, prazo, reputação do tomador, garantias, políticas de captação e empréstimo, aplicações da própria entidade financeira etc.). Em seu voto, a eminente Ministra Relatora destacou que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça tinha considerado abusivas, diante do caso concreto, taxas superiores a uma vez e meia, ao dobro ou ao triplo da média. Destaca a Ministra Relatora (fl. 24 do inteiro teor do acórdão citado anteriormente): (..) A jurisprudência, conforme registrado anteriormente, tem considerado abusivas taxas superiores a uma vez e meia (voto proferido pelo Min. Ari Pargendler no REsp 271.214/RS, Rel. p. Acórdão Min. Menezes Direito, DJ de 04.08.2003), ao dobro (Resp 1.036.818, Terceira Turma, minha relatoria, DJe de 20.06.2008) ou ao triplo (REsp 971.853/RS, Quarta Turma, Min. Pádua Ribeiro, DJ de 24.09.2007) da média. Todavia, esta perquirição acerca da abusividade não é estanque, o que impossibilita a adoção de critérios genéricos e universais. A taxa média de mercado, divulgada pelo Banco Central, constitui um valioso referencial, mas cabe somente ao juiz, no exame das peculiaridades do caso concreto, avaliar se os juros contratados foram ou não abusivos. (..) In casu, o acórdão recorrido reconheceu a abusividade das taxas de juros por considerá-las superiores à taxa média de mercado. Confira-se o excerto do acórdão: Ainda, ressalto que o fato da taxa dos juros remuneratórios pactuados apresentarem-se superior à taxa média praticada pelo mercado em operações da espécie, não se configura automaticamente, como abusivos, porquanto não representa um limite rígido a ser observado, mas sim referencial. Dito isso, no caso vertente, os juros remuneratórios contratados foram de 2,34% (dois ponto trinta e quatro por cento) ao mês, montante este que acredito bem superior à taxa média de mercado para operações desta natureza, fixadas no patamar de 1,125% (um ponto cento e vinte e cinco por cento) ao mês. Deste modo, evidencia-se a abusividade dos juros praticados pelo Banco Apelado, os quais devem ser limitados à taxa média de mercado (e-STJ, fls. 203/204. sem destaque no original). No caso, como destacado no trecho acima referido, o patamar de juros fixado é superior ao dobro da taxa média do mercado. Ademais, afastar a afirmação contida no acórdão atacado no sentido de que a taxa de juros remuneratórios da avença é abusiva, demanda a reavaliação do acervo fático-probatório dos autos e a interpretação das cláusulas contratuais, o que é vedado no âmbito do recurso especial, nos termos das mencionadas Súmulas 5 e 7, desta Corte. Nesse sentido: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO. CARTÃO DE CRÉDITO. 1. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. 2. JUROS REMUNERATÓRIOS. ABUSIVIDADE CONSTATADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. REVISÃO DO JULGADO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DO REEXAME DE FATOS E PROVAS DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 5 E 7 DO STJ. 3. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. 1. Não ficou configurada a violação do art. 1.022 do CPC/2015, uma vez que o Tribunal de origem se manifestou de forma fundamentada sobre todas as questões necessárias para o deslinde da controvérsia. O mero inconformismo da parte com o julgamento contrário à sua pretensão não caracteriza falta de prestação jurisdicional. 2. O acórdão constatou o caráter abusivo dos juros praticados pela instituição bancária, não havendo como acolher a pretensão recursal sem proceder à interpretação de cláusulas contratuais e o reexame de fatos e provas, providências vedadas na via estreita do recurso especial, ante a aplicação das Súmulas 5 e 7/STJ. 3. Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp 1.555.502/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, Terceira Turma, julgado em 10/2/2020, DJe 13/2/2020). PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. JUROS REMUNERATÓRIOS. ABUSIVIDADE. NÃO CARACTERIZAÇÃO. REEXAME DO CONTRATO E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS N. 5 E 7 DO STJ. DECISÃO MANTIDA. 1. O recurso especial não comporta o exame de questões que impliquem interpretação de cláusula contratual ou revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, a teor do que dispõem as Súmulas n. 5 e 7 do STJ. 2. O Tribunal de origem, mediante a análise da prova dos autos e os parâmetros definidos no Recurso Especial Repetitivo n. 1.061.530/RS a respeito dos juros remuneratórios em contratos bancários, afastou a alegação de abusividade da taxa cobrada, afirmando, inclusive, a contratação abaixo da média de mercado divulgada pelo Bacen. Desse modo, a alteração do desfecho conferido ao processo atrai o óbice das mencionadas súmulas. 3. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1312897/MG, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, Quarta Turma, julgado em 30/9/2019, DJe 3/10/2019). AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. CONTRATO BANCÁRIO. JUROS REMUNERATÓRIOS. ABUSIVIDADE. LIMITAÇÃO À TAXA MÉDIA DE MERCADO. REVISÃO. SÚMULA 7/STJ. DESCARACTERIZAÇÃO DA MORA. FALTA DE IMPUGNAÇÃO A FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DO VERBETE 283 DA SÚMULA/STF. NÃO PROVIMENTO. 1. O STJ consolidou o seguinte entendimento em julgamento de demanda repetitiva: "Em qualquer hipótese, é possível a correção para a taxa média se for verificada abusividade nos juros remuneratórios praticados." (REsp 1.112.879/PR, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Segunda Seção, Dje de 19.5.2010) 2. Na hipótese, o Tribunal de origem reconheceu a abusividade da taxa de juros remuneratórios ao avaliar o contexto fático e probatório dos autos, razão pela qual a revisão da conclusão adotada esbarra no óbice descrito na Súmula 7/STJ. 3. "O reconhecimento da abusividade nos encargos exigidos no período da normalidade contratual (juros remuneratórios) descaracteriza a mora". (REsp 1.061.530/RS, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Segunda Seção, DJe de 10.3.2009). 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1.412.287/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, Quarta Turma, julgado em 10/9/2019, DJe 18/9/2019). Nessas condições,CONHEÇO EM PARTE do recurso especial e, nessa extensão, NEGOU-LHE PROVIMENTO. MAJORO os honorários advocatícios anteriormente fixados em desfavor de BANCO, de R$ 1.000,00 (um mil reais) para R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais), nos termos do art. 85, § 11 do NCPC Por oportuno, previno as partes que a interposição de recurso contra essa decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar a condenação nas penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º ou 1.026, § 2º, ambos do NCPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. CONSUMIDOR. RECURSO ESPECIAL. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NCPC. AÇÃO DE REVISÃO DE CONTRATO BANCÁRIO.VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO NCPC QUE NÃO SE VERIFICA. JUROS REMUNERATÓRIOS. ABUSIVIDADE CONSTATADA PELO TRIBUNAL. PRECEDENTES. REVISÃO DO JULGADO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DO REEXAME DE FATOS E PROVAS DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 5 E 7 DO STJ. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO EM PARTE E, NESSA EXTENSÃO, NÃO PROVIDO.