AREsp 2346807 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque a modificação da conclusão do tribunal de origem — que limitou a taxa de juros remuneratórios por considerá-la manifestamente abusiva em razão da diferença significativa em relação à taxa média de mercado divulgada pelo BACEN — demandaria reexame de matéria fático-probatória e das cláusulas contratuais, providência vedada pelos óbices das Súmulas n. 5 e 7 do STJ. Ademais, indeferiu-se a suspensão com base no art. 18 da Lei n. 6.024/1974 e ressaltou-se que a concessão de justiça gratuita à pessoa jurídica exige comprovação de hipossuficiência (Súmula 481).
- Parties
- Agravante: Portocred S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento, em liquidação extrajudicial
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 July 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno Em Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Negado Provimento
- Legal Topics
- Juros Remuneratórios, Taxa Média De Mercado (bacen), Abusividade Contratual, Súmulas 5 E 7 Do STJ, Assistência Judiciária Gratuita, Liquidação Extrajudicial
Case Brief
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Parties
Portocred S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento, em liquidação extrajudicial
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno Em Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Negado Provimento
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade das Súmulas n. 5 e 7 do STJ para vedar reexame fático-probatório
- 2 Caracterização da abusividade da taxa de juros remuneratórios em contrato de empréstimo consignado
- 3 Valor probatório da taxa média de mercado divulgada pelo Banco Central do Brasil
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque a modificação da conclusão do tribunal de origem — que limitou a taxa de juros remuneratórios por considerá-la manifestamente abusiva em razão da diferença significativa em relação à taxa média de mercado divulgada pelo BACEN — demandaria reexame de matéria fático-probatória e das cláusulas contratuais, providência vedada pelos óbices das Súmulas n. 5 e 7 do STJ. Ademais, indeferiu-se a suspensão com base no art. 18 da Lei n. 6.024/1974 e ressaltou-se que a concessão de justiça gratuita à pessoa jurídica exige comprovação de hipossuficiência (Súmula 481).
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