AREsp 2860667 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e deu-se provimento ao recurso especial para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem, por imposição da impossibilidade de o STJ adentrar as circunstâncias fático-probatórias, para que o Tribunal de origem reexamine a questão dos juros remuneratórios à luz da jurisprudência desta...
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- Parties
- Agravante: CREFISA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Admissibilidade (juízo De Admissibilidade E Conhecimento Do Agravo)
- Outcome
- Agravo conhecido e provido; concedido provimento ao recurso especial determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem para reexame dos juros remuneratórios à luz da jurisprudência do STJ.
- Legal Topics
- Juros Remuneratórios, Abusividade Contratual, Revisão Contratual, Perícia, Recurso Especial, Agravo
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Parties
CREFISA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Admissibilidade (juízo De Admissibilidade E Conhecimento Do Agravo)
Legal Issues
- 1 Se a simples comparação entre a taxa contratada e a taxa média do BACEN é suficiente para reconhecer a abusividade dos juros remuneratórios
- 2 Aplicabilidade do art. 51, inciso IV, do Código de Defesa do Consumidor para controle de cláusulas contratuais em contratos bancários
- 3 Impossibilidade de reexame de provas fático-probatórias pelo STJ e necessidade de retorno dos autos à origem para análise das peculiaridades do caso
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e deu-se provimento ao recurso especial para determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem, por imposição da impossibilidade de o STJ adentrar as circunstâncias fático-probatórias, para que o Tribunal de origem reexamine a questão dos juros remuneratórios à luz da jurisprudência desta Corte, observando a necessidade de demonstração cabal da abusividade em cada caso concreto.
Court Disposition
Agravo conhecido e provido; concedido provimento ao recurso especial determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem para reexame dos juros remuneratórios à luz da jurisprudência do STJ.
Orders
- Conhecer do agravo e dar provimento ao recurso especial
- Determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para reexame dos juros remuneratórios à luz da jurisprudência do STJ
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DECISÃO Cuida-se de agravo em recurso especial interposto por CREFISA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS, contra decisão que não admitiu recurso especial. O apelo extremo, fundamentado nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, desafiou acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado (fl. 520, e-STJ): APELAÇÃO CÍVEL. "AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO C/C DANOS MORAIS". PRELIMINAR. PRELIMINAR SUSCITADA DE OFÍCIO. NÃO CONHECIMENTO DE PARTE DO RECURSO. AUSÊNCIA INTERESSE RECURSAL. MELHORIA NA SITUAÇÃO JURÍDICA. INAPTIDÃO. PERFIL DA DEMANDA. REJEITADA . JUROS E TAXAS REMUNERATÓRIAS. ABUSIVIDADE CONSTATADA. PROVA PERCIAL. OBSERVÂNCIA. - Ausente interesse na interposição de recurso inapto a gerar efetiva melhoria na situação jurídica do recorrente. - Segundo enunciado da Súmula nº. 297 do Superior Tribunal de Justiça, aplicam-se as disposições do Código de Defesa do Consumidor aos contratos bancários. - Conforme orientação jurisprudencial do STJ, será considerada abusiva a taxa dos juros remuneratórios contratada quando ela for até uma vez e meia superior à taxa de juros média praticada pelo mercado em relação à mesma espécie de contrato, na época de sua celebração, de acordo com as informações divulgadas pelo Banco Central do Brasil. Opostos embargos de declaração (fls. 547/552, e-STJ), esses foram rejeitados. Nas razões do especial, (fls. 570/600, e-STJ), a agravante aponta, além da divergência jurisprudencial, violação dos artigos 421 do Código Civil. Civil/15. Sustenta, em síntese, que a aferição de abusividade dos juros remuneratórios não se dá, exclusivamente, mediante mera comparação entre os juros contratados e a taxa média de mercado (tabela do BACEN). Sem contrarrazões (fl. 698, e-STJ). Em sede de juízo provisório de admissibilidade (fls. 700/702 e-STJ), o Tribunal de origem inadmitiu o recurso especial, com amparo na aplicação das Súmulas 5 e 7 do STJ. Daí o agravo (fls. 705/713, e-STJ), buscando destrancar o processamento daquela insurgência, no qual a parte insurgente refuta os óbices aplicados pela Corte estadual. Sem contraminuta (fl. 723, e-STJ). É o relatório. Decido. O presente recurso merece prosperar. 1. Com efeito, a jurisprudência desta Corte é assente no sentido de que os juros remuneratórios cobrados pelas instituições financeiras não sofrem a limitação imposta pelo Decreto n.º 22.626/33 (Lei de Usura), a teor do disposto na Súmula 596/STF (cf. REsp n.º 1.061.530/RS, de 22.10.2008, julgado pela Segunda Seção segundo o rito dos recursos repetitivos). A aferição de eventual abusividade dos juros remuneratórios ajustados entre as partes se dá por força do art. 51, inc. IV, do CDC. Para essa tarefa, a orientação deste Tribunal Superior toma por base os parâmetros referentes à taxa média de mercado praticada pelas instituições financeiras do país, mas não a erigindo como um teto das contratações. Logo, para que se reconheça abusividade no percentual de juros, não basta o fato de a taxa contratada suplantar a média de mercado, devendo-se observar uma tolerância a partir daquele patamar, de modo que a vantagem exagerada, justificadora da limitação judicial, deve ficar cabalmente demonstrada em cada caso. O Tribunal de origem, ao analisar a controvérsia, assim decidiu (fls. 527/528, e- STJ): Juros Remuneratórios Os juros remuneratórios consistem em remuneração do capital emprestado nos contratos celebrados com as instituições financeiras. (..) Quanto às operações realizadas pelas instituições integrantes do sistema financeiro nacional, com base no artigo quinto da MP nº. 2170-36/01, não prevalecem as disposições sobre juros contidas no artigo 591 do Código Civil Brasileiro. Todavia, não há liberdade irrestrita na fixação do encargo, sendo vedadas as arbitrariedades e os excessos que não se compatibilizam com os princípios norteadores do ordenamento jurídico pátrio. Eventual abusividade pode ser aferida em cada caso concreto, com a comprovação do desequilíbrio contratual ou de juros excessivos. Nesse sentido, o Superior Tribunal de Justiça ao deliberar sobre a limitação do encargo em contratos bancários em sede de recurso repetitivo, pacificou o entendimento de que pode ser reconhecida a abusividade dos juros pactuados se a taxa estipulada for mais de uma vez e meia superior à média praticada pelo mercado (REsp nº. 1.061.530/RS). Desse modo, a abusividade deve ser aferida e demonstrada em cada caso concreto, com a comprovação do desequilíbrio contratual ou de juros excessivos, sendo insuficiente para a revisão o só fato de a estipulação ultrapassar 12% (doze por cento) ao ano ou de haver estabilidade inflacionária no período. Não existem nos autos elementos que afastem a presunção de que a parte demandante celebrou de forma espontânea o negócio realizado com a instituição financeira, mesmo tendo ciência plena que os juros cobrados a empréstimos são diferentes dos rendimentos e juros de poupança. Cumpre averiguar, assim, se as taxas praticadas pela apelante encontravam-se ou não acima dos limites acima explicados. Pela leitura do contrato de empréstimo pessoal nº. 02770027024, constata-se que a instituição financeira aplicou juros à taxa mensal de 14% a. m e 381,79% a. a. (ordem 18). Todavia, conforme documento de ordem 40 - consulta ao sítio do Banco Central do Brasil -, constata-se que, à época em que firmado o pacto, março de 2015, a taxa média mensal de juros das operações de crédito com recursos livres para pessoas físicas ("Pessoa física - Crédito pessoal não-consignado") era de 104,56% ao ano, enquanto, o contrato objeto da lide prevê taxa de juros de 381,79%. Ademais, a prova pericial realizada nos autos é clara ao constatar a divergência entre a taxa contratada e a efetivamente aplicada às parcelas pagas pela Autora. Vejamos (ordem 84): "Diante do exposto acima, a perícia, concluiu, em relação das taxas de juros remuneratórios, que houve divergência em respeito da taxa de juros remuneratório contratado e a efetivamente aplicada no presente contrato em analises. Como pode ser verificado no item IV - METODOLOGIA APLICADA REFERENTE À MATEMATICA FINANCEIRA do presente laudo. Em relação às parcelas fracionadas, estas foram quitadas de acordo com os valores que a Ré apurou, aplicando sua metodologia, neste contexto a perícia analisou e conclui que houve divergência entres às parcelas apuradas pela Ré e as parcelas apuradas pela pericia, como demostrado no item VI - APURAÇÃO DAS PARCELAS EM ATRASOS. Quanto ao acordo estabelecido pelas partes das ultimas parcelas em aberto do presente contrato anexados aos autos, a pericia em analises e aplicando, nas mesmas houve divergências das parcelas, como pode ser analisado no item VII - ACORDO DAS PARCELAS." Assim sendo, agiu com acerto o Juízo de primeiro grau, certo de que a taxa de juros praticada pela ré/apelante encontra-se fora da média divulgada para o período. Com efeito, constatada a abusividade no valor estipulado no contrato, o ajuste é medida apta a viabilizar a justiça do negócio, de modo a adequá-lo à média verificada na data da contratação. Dessa forma, acertada foi a decisão a quo em determinar o ressarcimento, na forma simples, dos valores pagos a maior. Conforme o aresto estadual, o contrato entabulado entre as partes aponta juros de 381, 79% ao ano, enquanto a taxa média divulgada pelo BACEN era de 104,56 ao ano. Assim, verifica-se que a taxa média de mercado foi o único parâmetro eleito pela Corte estadual para considerar abusivos os juros remuneratórios, sem no entanto promover uma análise efetiva da vantagem exagerada e justificadora da limitação judicial, devendo-se observar uma tolerância a partir daquele patamar, cabalmente demonstrada em cada caso. Nesse sentido é o entendimento desta Corte: RECURSO ESPECIAL. AÇÃO COLETIVA DE CONSUMO. CONTRATO BANCÁRIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 11, 489 E 1.022 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. NÃO OCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. CARÊNCIA DE AÇÃO. SENTENÇA COLETIVA. LIMITAÇÃO DO JUROS REMUNERATÓRIOS À TAXA MÉDIA DE MERCADO, ACRESCIDA DE UM QUINTO. NÃO CABIMENTO. ORIENTAÇÃO FIRMADA NO RESP N. 1.061.530/RS. ABUSIVIDADE. AFERIÇÃO EM CADA CASO CONCRETO. 1. O acórdão recorrido analisou todas as questões necessárias ao deslinde da controvérsia, não se configurando omissão, contradição ou negativa de prestação jurisdicional. 2. De acordo com a orientação adotada no julgamento do REsp. 1.061.530/RS, sob o rito do art. 543-C do CPC/73, "é admitida a revisão das taxas de juros remuneratórios em situações excepcionais, desde que caracterizada a relação de consumo e que a abusividade (capaz de colocar o consumidor em desvantagem exagerada - art. 51, § 1º, do CDC) fique cabalmente demonstrada, ante as peculiaridades do julgamento em concreto." 3. Prevaleceu o entendimento de que a taxa média de mercado apurada pelo Banco Central para cada segmento de crédito é referencial útil para o controle da abusividade, mas o simples fato de a taxa efetiva cobrada no contrato estar acima da taxa média de mercado não significa, por si só, abuso. Ao contrário, a média de mercado não pode ser considerada o limite, justamente porque é média; incorpora as menores e maiores taxas praticadas pelo mercado, em operações de diferentes níveis de risco. Foi expressamente rejeitada a possibilidade de o Poder Judiciário estabelecer aprioristicamente um teto para taxa de juros, adotando como parâmetro máximo o dobro ou qualquer outro percentual em relação à taxa média. 4. O caráter abusivo da taxa de juros contratada haverá de ser demonstrado de acordo com as peculiaridades de cada caso concreto, levando-se em consideração circunstâncias como o custo da captação dos recursos no local e época do contrato; o valor e o prazo do financiamento; as fontes de renda do cliente; as garantias ofertadas; a existência de prévio relacionamento do cliente com a instituição financeira; análise do perfil de risco de crédito do tomador; a forma de pagamento da operação, entre outros aspectos. 5. Inexistência de interesse individual homogêneo a ser tutelado por meio de ação coletiva, o que conduz à extinção do processo sem exame do mérito por inadequação da via eleita. 6. Recurso especial provido. (REsp n. 1.821.182/RS, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 23/6/2022, DJe de 29/6/2022.) A propósito, citam-se precedentes no mesmo sentido: RECURSO ESPECIAL. CONTRATO DE MÚTUO BANCÁRIO. JUROS REMUNERATÓRIOS. REVISÃO. CARÁTER ABUSIVO. REQUISITOS. NECESSIDADE DE FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA. 1- Recurso especial interposto em 19/4/2022 e concluso ao gabinete em 4/7/2022. 2- O propósito recursal consiste em dizer se: a) a menção genérica às "circunstâncias da causa" não descritas na decisão, acompanhada ou não do simples cotejo entre a taxa de juros prevista no contrato e a média praticada no mercado, é suficiente para a revisão das taxas de juros remuneratórios pactuadas em contratos de mútuo bancário; e b) qual o incide a ser aplicado, na espécie, aos juros de mora. 3- A Segunda Seção, no julgamento REsp n. 1.061.530/RS, submetido ao rito dos recursos especiais repetitivos, fixou o entendimento de que "é admitida a revisão das taxas de juros remuneratórios em situações excepcionais, desde que caracterizada a relação de consumo e que a abusividade (capaz de colocar o consumidor em desvantagem exagerada - art. 51, § 1º, do CDC) fique cabalmente demonstrada, ante as peculiaridades do julgamento em concreto." 4- Deve-se observar os seguintes requisitos para a revisão das taxas de juros remuneratórios: a) a caracterização de relação de consumo; b) a presença de abusividade capaz de colocar o consumidor em desvantagem exagerada; e c) a demonstração cabal, com menção expressa às peculiaridades da hipótese concreta, da abusividade verificada, levando-se em consideração, entre outros fatores, a situação da economia na época da contratação, o custo da captação dos recursos, o risco envolvido na operação, o relacionamento mantido com o banco e as garantias ofertadas. 5- São insuficientes para fundamentar o caráter abusivo dos juros remuneratórios: a) a menção genérica às "circunstâncias da causa" - ou outra expressão equivalente; b) o simples cotejo entre a taxa de juros prevista no contrato e a média de mercado divulgada pelo BACEN e c) a aplicação de algum limite adotado, aprioristicamente, pelo próprio Tribunal estadual. 6- Na espécie, não se extrai do acórdão impugnado qualquer consideração acerca das peculiaridades da hipótese concreta, limitando-se a cotejar as taxas de juros pactuadas com as correspondentes taxas médias de mercado divulgadas pelo BACEN e a aplicar parâmetro abstrato para aferição do caráter abusivo dos juros, impondo-se, desse modo, o retorno dos autos às instâncias ordinárias para que aplique o direito à espécie a partir dos parâmetros delineados pela jurisprudência desta Corte Superior. 7- Recurso especial parcialmente provido. (REsp n. 2.009.614/SC, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 27/9/2022, DJe de 30/9/2022.) DIREITO BANCÁRIO. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DA PRESIDÊNCIA. RECONSIDERAÇÃO. JUROS REMUNERATÓRIOS. TAXA SUPERIOR À MÉDIA DO BACEN. NATUREZA ABUSIVA CONFIGURADA. ANÁLISE DAS PECULIARIDADES DO CASO CONCRETO REALIZADA. AGRAVO INTERNO PROVIDO. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO. 1. Nos termos da jurisprudência do STJ, "Eventual redução da taxa de juros, somente pelo fato de estar acima da média de mercado, sem que seja mencionada circunstância relacionada ao custo da captação dos recursos, à análise do perfil de risco de crédito do tomador e ao spread da operação, apenas cotejando, de um lado, a taxa contratada e, de outro, o limite aprioristicamente adotado pelo julgador em relação à taxa média divulgada pelo Bacen - está em confronto com a orientação firmada na Segunda Seção desta Corte nos autos do REsp.1.061.530/RS" (AgInt no AREsp 1.772.563/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 21/06/2021, DJe de 24/06/2021). 2. No caso dos autos, a taxa contratual foi considerada abusiva não somente por ter excedido a média de mercado, mas por ter extrapolado a proporcionalidade, com a devida análise das circunstâncias fáticas que levaram à fixação do referido índice. Dessa forma, o acórdão recorrido está em consonância com o posicionamento desta Corte de Justiça. 3. Agravo interno provido para conhecer do agravo e negar provimento ao recurso especial. (AgInt no AREsp n. 2.220.001/RS, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 13/2/2023, DJe de 24/2/2023.) Ainda, em igual posicionamento, são as seguintes decisões desta Relatoria: AgInt no AREsp n. 2.230.053, Ministro Marco Buzzi, DJe de 13/02/2023, e AgInt no AREsp n. 2.212.187, Ministro Marco Buzzi, DJe de 16/02/2023. Nesse contexto, considerando a impossibilidade de esta Corte Superior adentrar as circunstâncias fático-probatórias e análise de cláusulas contratuais, é necessário o retorno dos autos à origem para que se proceda a novo exame da questão, analisando as particularidades do caso concreto, de acordo com o entendimento jurisprudencial desta Corte. 2. Do exposto, com fulcro no art. 932 do CPC/15 e na Súmula 568/STJ, conheço do agravo para dar provimento ao recurso especial determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem, a fim de que proceda ao reexame dos juros remuneratórios à luz da jurisprudência desta Corte. Publique-se. Intime-se. EMENTA