AREsp 3046478 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque não se verificou omissão relevante capaz de ensejar violação do art. 619 do CPP e, no mérito, o laudo toxicológico não foi apto a comprovar a materialidade em relação ao recorrido em razão da mistura de substâncias de origens distintas e da ausência de segura individualização e cadeia de custódia conforme art. 158‑D do CPP; a teoria da fonte independente não saneia tal deficiência, de modo que a dúvida quanto à origem do material deve ser resolvida em favor do réu, justificando a absolvição nos termos do art. 386, II, do CPP.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ; Recorrido: ALAN VINICIUS COSTA DOS SANTOS; Corré: JAQUELINE MACHADO DE OLIVEIRA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 November 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
- Outcome
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial interposto pelo Ministério Público do Estado do Paraná.
- Legal Topics
- Laudo Pericial, Cadeia De Custódia, Teoria Da Fonte Independente, Admissibilidade De Recurso Especial, In Dubio Pro Reo, Fundamentação Judicial
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
Recorrente
ALAN VINICIUS COSTA DOS SANTOS
Recorrido
JAQUELINE MACHADO DE OLIVEIRA
Corré
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
Legal Issues
- 1 Admissibilidade do recurso especial com fundamento no art. 619 do CPP (omissão/omissão notória)
- 2 Validade do laudo toxicológico quando a amostra periciada decorreu de mistura de substâncias de origens lícitas e ilícitas
- 3 Aplicabilidade da teoria da fonte independente (art. 157, §1º, CPP) para validar prova potencialmente contaminada por ilícito
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque não se verificou omissão relevante capaz de ensejar violação do art. 619 do CPP e, no mérito, o laudo toxicológico não foi apto a comprovar a materialidade em relação ao recorrido em razão da mistura de substâncias de origens distintas e da ausência de segura individualização e cadeia de custódia conforme art. 158‑D do CPP; a teoria da fonte independente não saneia tal deficiência, de modo que a dúvida quanto à origem do material deve ser resolvida em favor do réu, justificando a absolvição nos termos do art. 386, II, do CPP.
Court Disposition
Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial interposto pelo Ministério Público do Estado do Paraná.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
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