REsp 2155588 - DECISAO

REsp 2155588 - DECISAO

Não houve nulidade na sessão do Júri por ausência de quesitação específica sobre excesso culposo, pois a resposta negativa ao quesito genérico absolutório afasta a necessidade de quesitação subsidiária; a alegação de contrariedade à prova esbarra na Súmula 7/STJ por exigir reexame fático-probatório; a majoração da pena-base em 1/6 por vetorial negativa foi razoável e proporcional e não ofende a jurisprudência; contudo, por tratar-se de confissão em julgamento pelo Júri, deve aplicar-se a fração redutora de 1/6 (e não 1/8) por ser inviável mensurar a influência da confissão qualificada sobre a íntima convicção dos jurados, resultando no redimensionamento da pena para 8 anos, 10 meses e 20...

Parties
Recorrente: MICHAEL FELIPE COSTA; Interveniente / Recorrido: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
03 January 2025
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça (decisão)
Outcome
Conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, dou-lhe parcial provimento.
Legal Topics
Legítima Defesa, Excesso Culposo, Quesitação No Júri, Dosimetria Da Pena, Confissão Qualificada, Homicídio Privilegiado

Case Brief

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Parties

MICHAEL FELIPE COSTA

Recorrente

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Interveniente / Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça (decisão)

  1. 1 nulidade da quesitação por ausência de indagação sobre excesso culposo na legítima defesa
  2. 2 alegada decisão manifestamente contrária à prova quanto ao afastamento da legítima defesa
  3. 3 proporcionalidade do aumento da pena-base por circunstâncias judiciais desfavoráveis

Ratio Decidendi

Não houve nulidade na sessão do Júri por ausência de quesitação específica sobre excesso culposo, pois a resposta negativa ao quesito genérico absolutório afasta a necessidade de quesitação subsidiária; a alegação de contrariedade à prova esbarra na Súmula 7/STJ por exigir reexame fático-probatório; a majoração da pena-base em 1/6 por vetorial negativa foi razoável e proporcional e não ofende a jurisprudência; contudo, por tratar-se de confissão em julgamento pelo Júri, deve aplicar-se a fração redutora de 1/6 (e não 1/8) por ser inviável mensurar a influência da confissão qualificada sobre a íntima convicção dos jurados, resultando no redimensionamento da pena para 8 anos, 10 meses e 20...

Court Disposition

Conheço parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, dou-lhe parcial provimento.

Orders

  • Redimensionar a pena do recorrente, fixando-a em 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.
  • Manter os demais termos da sentença.