AREsp 2362002 - ACORDAO
A Primeira Turma concluiu que a Resolução CMED n. 02/2018 não inovou a ordem jurídica nem extrapolou a função regulamentar, pois a Lei n. 10.742/2003 autorizou a CMED a estabelecer critérios para fixação de margens de comercialização (art. 6º, V) e a prever sanções (art. 8º), sendo possível a fixação de margem zero para medicamentos fornecidos por hospitais na prestação de assistência médica; assim, deve ser mantida a decisão que negou provimento ao recurso especial e desproveu o agravo interno, nos termos do entendimento dominante do Tribunal e precedentes citados (AREsp 1.708.364 e RMS 28.487/DF).
- Parties
- Agravante: FEDERAÇÃO DAS SANTAS CASAS E HOSPITAIS BENEFICENTES RELIGIOSOS E FILANTRÓPICOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - FESCFILRS; Agravante: SINDICATO DOS HOSPITAIS BENEFICENTES, RELIGIOSOS E FILANTRÓPICOS DO RIO GRANDE DO SUL - SINDIBERF; Agravado: UNIÃO; Amicus Curiae: ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HOSPITAIS PRIVADOS - ANAHP
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Julgamento Colegiado Primeira Turma Do STJ
- Outcome
- Agravo interno desprovido (negado provimento)
- Legal Topics
- Legalidade, Competência Regulamentar, Regulação Do Mercado De Medicamentos, Margem De Comercialização (margem Zero), Aplicabilidade De Resolução Administrativa
Case Brief
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Parties
FEDERAÇÃO DAS SANTAS CASAS E HOSPITAIS BENEFICENTES RELIGIOSOS E FILANTRÓPICOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - FESCFILRS
Agravante
SINDICATO DOS HOSPITAIS BENEFICENTES, RELIGIOSOS E FILANTRÓPICOS DO RIO GRANDE DO SUL - SINDIBERF
Agravante
UNIÃO
Agravado
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HOSPITAIS PRIVADOS - ANAHP
Amicus Curiae
Procedural Posture
Agravo Interno / Julgamento Colegiado Primeira Turma Do STJ
Legal Issues
- 1 validade e aplicabilidade da Resolução CMED n. 02/2018
- 2 se a Resolução n. 2/2018 extrapolou a função regulamentar conferida pela Lei n. 10.742/2003
- 3 possibilidade de fixação de margem zero para medicamentos fornecidos por hospitais
Ratio Decidendi
A Primeira Turma concluiu que a Resolução CMED n. 02/2018 não inovou a ordem jurídica nem extrapolou a função regulamentar, pois a Lei n. 10.742/2003 autorizou a CMED a estabelecer critérios para fixação de margens de comercialização (art. 6º, V) e a prever sanções (art. 8º), sendo possível a fixação de margem zero para medicamentos fornecidos por hospitais na prestação de assistência médica; assim, deve ser mantida a decisão que negou provimento ao recurso especial e desproveu o agravo interno, nos termos do entendimento dominante do Tribunal e precedentes citados (AREsp 1.708.364 e RMS 28.487/DF).
Court Disposition
Agravo interno desprovido (negado provimento)
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Manter a decisão monocrática que conheceu do agravo e negou provimento ao recurso especial
Full Case Text
Judgment text and source record
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