REsp 2213867 - DECISAO
O recurso especial foi provido porque, nos termos da jurisprudência do STJ, o mero desempenho da função de agente financeiro em sentido estrito não atribui legitimidade para responder por pedido decorrente de atraso na entrega da obra; não tendo demonstrado participação como agente executor ou operador, reconheceu-se a ilegitimidade passiva do BANCO DO BRASIL e determinou-se a extinção do feito quanto a ele com fundamento no art. 485, VI, do CPC, além da condenação do autor ao pagamento de honorários advocatícios de 10% do valor da causa.
- Parties
- Recorrente: BANCO DO BRASIL S/A; Entidade Organizadora: Instituto de Desenvolvimento Sustentável Araci (IDESA); Réu: Luiz Gonçalves Serafim da Silva; Réu: Carlos Robério dos Santos Araújo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Provido
- Outcome
- Dado provimento ao recurso especial para reconhecer a ilegitimidade passiva do BANCO DO BRASIL e julgar o feito extinto sem resolução do mérito em relação ao banco, com fundamento no art. 485, inciso VI, do CPC; condenado o autor ao pagamento de honorários advocatícios de 10% do valor da causa, com suspensão da...
- Legal Topics
- Legitimidade Passiva, Responsabilidade Do Agente Financeiro, Atraso Na Entrega De Imóvel, Danos Morais, Astreintes, Extinção Do Processo Sem Resolução Do Mérito, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
BANCO DO BRASIL S/A
Recorrente
Instituto de Desenvolvimento Sustentável Araci (IDESA)
Entidade Organizadora
Luiz Gonçalves Serafim da Silva
Réu
Carlos Robério dos Santos Araújo
Réu
Procedural Posture
Recurso Especial / Provido
Legal Issues
- 1 Se o agente financeiro que atua em sentido estrito é legítimo para responder por atraso na entrega de imóvel
- 2 Aplicação do art. 485, inciso VI, do CPC para extinção do feito quanto ao réu ilegitimado
- 3 Se houve participação do banco como agente executor/operador do programa habitacional
Ratio Decidendi
O recurso especial foi provido porque, nos termos da jurisprudência do STJ, o mero desempenho da função de agente financeiro em sentido estrito não atribui legitimidade para responder por pedido decorrente de atraso na entrega da obra; não tendo demonstrado participação como agente executor ou operador, reconheceu-se a ilegitimidade passiva do BANCO DO BRASIL e determinou-se a extinção do feito quanto a ele com fundamento no art. 485, VI, do CPC, além da condenação do autor ao pagamento de honorários advocatícios de 10% do valor da causa.
Court Disposition
Dado provimento ao recurso especial para reconhecer a ilegitimidade passiva do BANCO DO BRASIL e julgar o feito extinto sem resolução do mérito em relação ao banco, com fundamento no art. 485, inciso VI, do CPC; condenado o autor ao pagamento de honorários advocatícios de 10% do valor da causa, com suspensão da...
Orders
- Dar provimento ao recurso especial
- Reconhecer a ilegitimidade passiva do BANCO DO BRASIL
Full Case Text
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