REsp 2232000 - DECISAO
Mantida a conclusão de que, quando a demanda discute má gestão, saques indevidos ou ausência de aplicação de rendimentos em conta vinculada ao PASEP, o Banco do Brasil possui legitimidade passiva; afastou-se a aplicação do prazo quinquenal do Decreto-Lei 20.910/1932 por tratar-se de sociedade de economia mista, aplicando-se o prazo decenal do art. 205 do Código Civil; o termo inicial da prescrição é a data em que o titular comprovadamente tomou conhecimento dos desfalques (teoria da actio nata); por fim, reconheceu-se ausência de prequestionamento necessário quanto a art. 373, II, do CPC e afastou-se a multa por entender que os embargos visaram prequestionamento e não protelação.
- Parties
- Recorrente: BANCO DO BRASIL S. A.; Recorrido: parte recorrida
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 October 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial (decisão Proferida)
- Outcome
- Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, parcialmente provido
- Legal Topics
- Legitimidade Passiva, Prescrição, PASEP, Má Gestão De Contas, Prequestionamento, Súmula 7/stj, Súmula 98/stj
Case Brief
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Parties
BANCO DO BRASIL S. A.
Recorrente
parte recorrida
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial (decisão Proferida)
Legal Issues
- 1 Se o Banco do Brasil possui legitimidade passiva para figurar no polo passivo de demanda sobre contas vinculadas ao PASEP
- 2 Se a pretensão de ressarcimento está prescrita e qual o prazo aplicável (art. 205 CC vs Decreto-Lei 20.910/1932)
- 3 Qual o termo inicial da prescrição (teoria da actio nata — data de conhecimento dos desfalques)
Ratio Decidendi
Mantida a conclusão de que, quando a demanda discute má gestão, saques indevidos ou ausência de aplicação de rendimentos em conta vinculada ao PASEP, o Banco do Brasil possui legitimidade passiva; afastou-se a aplicação do prazo quinquenal do Decreto-Lei 20.910/1932 por tratar-se de sociedade de economia mista, aplicando-se o prazo decenal do art. 205 do Código Civil; o termo inicial da prescrição é a data em que o titular comprovadamente tomou conhecimento dos desfalques (teoria da actio nata); por fim, reconheceu-se ausência de prequestionamento necessário quanto a art. 373, II, do CPC e afastou-se a multa por entender que os embargos visaram prequestionamento e não protelação.
Court Disposition
Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, parcialmente provido
Orders
- Mantida decisão do Tribunal de origem que afastou a ilegitimidade passiva do Banco do Brasil e reconheceu que a pretensão não está prescrita nos termos do art. 205 do Código Civil
- Afastada a multa aplicada pela Corte de origem com fundamento no §2º do art. 1.026 do CPC/2015
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