AREsp 2667164 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e, no mérito, negou-se provimento ao recurso especial por entender que o Tribunal de origem aplicou corretamente o entendimento consolidado (Tema 1.011 do STF e precedentes do STJ): a seguradora permanece legitimada a figurar no polo passivo e a revisão da conclusão factual do tribunal de...
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- Parties
- Agravante: SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS; Autor: Luiz Carlos Vaz; Autora: Maria Célia Strombeck Vaz; Litisconsorte: Caixa Econômica Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Colegiada De Conhecimento E Julgamento Do Agravo No STJ
- Outcome
- Agravo conhecido; recurso especial conhecido em parte e negado provimento
- Legal Topics
- Legitimidade Passiva, Sistema Financeiro Da Habitação, FCVS, Apólice Pública, Competência Da Justiça Federal, Súmula 5/stj, Súmula 7/stj
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Parties
SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Agravante
Luiz Carlos Vaz
Autor
Maria Célia Strombeck Vaz
Autora
Caixa Econômica Federal
Litisconsorte
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Colegiada De Conhecimento E Julgamento Do Agravo No STJ
Legal Issues
- 1 legitimidade da seguradora para figurar no polo passivo
- 2 competência da Justiça Federal em face da intervenção da CEF/gestora do FCVS
- 3 aplicação do Tema 1.011 do STF e efeitos intertemporais da MP 513/2010 e das leis 12.409/2011 e 13.000/2014
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e, no mérito, negou-se provimento ao recurso especial por entender que o Tribunal de origem aplicou corretamente o entendimento consolidado (Tema 1.011 do STF e precedentes do STJ): a seguradora permanece legitimada a figurar no polo passivo e a revisão da conclusão factual do tribunal de origem (de que não há vínculo do imóvel com o SFH/FCVS) dependeria de reexame de prova vedado pela Súmula 7/STJ, não sendo cabível acolher a pretensão da agravante.
Court Disposition
Agravo conhecido; recurso especial conhecido em parte e negado provimento
Orders
- Conheço do agravo.
- Conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo contra decisão que não admitiu recurso especial interposto por SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS, com base no art. 105, III, a e c, da Constituição Federal, desafiando acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado (e-STJ, fls. 120-121): AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ILEGITIMIDADE ATIVA. AÇÃO INDENIZATÓRIA. COBERTURA SECURITÁRIA. APÓLICE PÚBLICA ("RAM O 66"). TESE NO TEMA 1.011 DO E. STF. LEGITIMIDADE DA SEGURADORA. - No caso dos autos, não se trata de contrato celebrado no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação; tampouco houve pagamento, pela parte autora, do FCVS ou de seguro habitacional. Os coautores Luiz Carlos Vaz e Maria Célia Strombeck Vaz não são mutuários do SFH e adquiriram o imóvel por meio de escritura pública, após a quitação do contrato. Muito embora o contrato original contasse com cobertura do FCVS, fato é que não há qualquer relação entre este e os coautores, não podendo ser atribuída responsabilidade ao FCVS ou à seguradora pelos vícios de construção eventualmente existentes. - O ingresso da CEF no polo passivo da demanda não implica na exclusão da seguradora privada. No caso de restarem comprovados os alegados vícios de construção e apurada a responsabilidade das rés, a seguradora pagará a devida indenização à parte autora, buscando, junto ao FCVS, o ressarcimento. Assim, tanto a seguradora quanto a CEF (na qualidade de gestora do FCVS) são legitimadas a figurar no polo passivo da ação subjacente. Precedentes. - Agravo de instrumento provido em parte. Agravo interno prejudicado. Opostos embargos declaratórios pela parte agravante, foram rejeitados (e-STJ, fls. 223-230). Nas razões do recurso especial (e-STJ, fls. 242-252), a agravante indicou violação art. 1º, da Lei n. 12.409/2011 e à lei n. 13.000/2014. Defendeu, em síntese, que a Caixa Econômica Federal deve integrar o polo passivo da demanda e, consequentemente, o feito deve permanecer tramitando perante a Justiça Federal. Asseverou, também, ser parte ilegítima para figurar no polo passivo da demanda. Alegou que "considerando que o FCVS é o real detentor dos riscos das operações do SH/SFH e é quem mantém a Reserva Técnica formada pelos prêmios recolhidos, compete à CEF, como administradora do FCVS, a gestão desse Fundo e o pagamento das eventuais indenizações" (e-STJ, fl. 252). Contrarrazões apresentadas (e-STJ, fls. 282-290). O recurso especial não foi admitido na origem, o que ensejou a interposição do presente agravo (e-STJ, fls. 296-307). Contraminuta apresentada (e-STJ, fls. 311-321). Brevemente relatado, decido. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em 29.06.2020, nos autos do Recurso Extraordinário n. 827.996/DF, julgou com repercussão geral, firmando a seguinte tese: Considerando que, a partir da MP 513/2010 (que originou a Lei 12.409/2011 e suas alterações posteriores, MP 633/2013 e Lei 13.000/2014), a CEF passou a ser administradora do FCVS, é aplicável o art. 1º da MP 513/2010 aos processos em trâmite na data de sua entrada em vigor (26.11.2010): 1.1) sem sentença de mérito (na fase de conhecimento), devendo os autos ser remetidos à Justiça Federal para análise do preenchimento dos requisitos legais acerca do interesse da CEF ou da União, caso haja provocação nesse sentido de quaisquer das partes ou intervenientes e respeitado o § 4º do art. 1º-A da Lei 12.409/2011; e 1.2) com sentença de mérito (na fase de conhecimento), podendo a União e/ou a CEF intervir na causa na defesa do FCVS, de forma espontânea ou provocada, no estágio em que se encontre, em qualquer tempo e grau de jurisdição, nos termos do parágrafo único do art. 5º da Lei 9.469/1997, devendo o feito continuar tramitando na Justiça Comum Estadual até o exaurimento do cumprimento de sentença; 2) Após 26.11.2010, é da Justiça Federal a competência para o processamento e julgamento das causas em que se discute contrato de seguro vinculado à apólice pública, na qual a CEF atue em defesa do FCVS, devendo haver o deslocamento do feito para aquele ramo judiciário a partir do momento em que a referida empresa pública federal ou a União, de forma espontânea ou provocada, indique o interesse em intervir na causa, observado o § 4º do art. 64 do CPC e/ou o § 4º do art. 1º-A da Lei 12.409/2011. O acórdão foi assim ementado: Recurso extraordinário. Repercussão geral. Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Contratos celebrados em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo de Compensação de Variação Salarial (FCVS) - Apólices públicas, ramo 66. 3. Interesse jurídico da Caixa Econômica Federal (CEF) na condição de administradora do FCVS. 4. Competência para processar e julgar demandas desse jaez após a MP 513/2010: em caso de solicitação de participação da CEF (ou da União), por quaisquer das partes ou intervenientes, após oitiva daquela indicando seu interesse, o feito deve ser remetido para análise do foro competente: Justiça Federal (art. 45 c/c art. 64 do CPC), observado o § 4º do art. 1º-A da Lei 12.409/2011. Jurisprudência pacífica. 5. Questão intertemporal relativa aos processos em curso na entrada em vigor da MP 513/2010. Marco jurígeno. Sentença de mérito. Precedente. 6. Deslocamento para a Justiça Federal das demandas que não possuíam sentença de mérito prolatada na entrada em vigor da MP 513/2010 e desde que houvesse pedido espontâneo ou provocado de intervenção da CEF, nesta última situação após manifestação de seu interesse. 7. Manutenção da competência da Justiça Estadual para as demandas que possuam sentença de mérito proferida até a entrada em vigor da MP 513/2010. 8. Intervenção da União e/ou da CEF (na defesa do FCVS) solicitada nessa última hipótese. Possibilidade, em qualquer tempo e grau de jurisdição, acolhendo o feito no estágio em que se encontra, na forma do parágrafo único do art. 5º da Lei 9.469/1997. (RE 827996, Relator(a): GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 29/06/2020, PROCESSO ELETRÔNICO REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-208 DIVULG 20-08-2020 PUBLIC 21-08-2020). No caso, verifica-se que o Tribunal de origem aplicou entendimento do Supremo Tribunal Federal, no Tema 1.011, nos seguintes termos (e-STJ, fls. 118-120, sem destaque no original): A parte agravante pretende seja reconhecida a cobertura securitária, com o consequente pagamento de indenização em razão de vícios construtivos em imóveis de sua propriedade. Com relação à legitimidade de Luiz Carlos Vaz e Maria Célia Strombeck Vaz, observa-se que são os atuais proprietários do imóvel descrito e caracterizado na matrícula nº 15.055, do Registro de Imóveis de Votorantim/SP. Conforme consta na respectiva matrícula, o imóvel foi vendido à Igreja Presbiteriana Aliança Eterna, em 04/11/2014; posteriormente, foi vendido a Luiz Carlos Vaz e Maria Célia Strombeck Vaz, por meio de escritura pública lavrada aos 05/11/2015 e registrada em 12/11/2015. Assim, não houve cessão de direitos, mas transmissão do imóvel a Luiz Carlos Vaz e Maria Célia Strombeck Vaz, por meio de escritura pública. Não há qualquer registro de financiamento imobiliário com relação ao imóvel em questão. Portanto, não se trata de contrato celebrado no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação; tampouco há vínculo em relação ao FCVS ou seguro habitacional. Ao contrário do alegado, Luiz Carlos Vaz e Maria Célia Strombeck Vaz adquiriram o imóvel por meio de escritura pública, de modo que não pode ser atribuída responsabilidade ao FCVS ou à seguradora pelos vícios de construção eventualmente existentes. Desse modo, deve ser mantida a decisão agravada, na parte que reconheceu a ilegitimidade ativa de Luiz Carlos Vaz e Maria Célia Strombeck Vaz. É possível aos mencionados autores buscar responsabilização em relação ao vendedor do imóvel, o que deve ser feito, contudo, em ação própria. No que diz respeito à legitimidade da seguradora (em relação aos demais autores legitimados), de se observar que o ingresso da CEF no polo passivo da demanda não implica na exclusão da seguradora privada. No caso de restarem comprovados os alegados vícios de construção e apurada a responsabilidade das rés, a seguradora pagará a devida indenização à parte autora, buscando, junto ao FCVS, o ressarcimento. Assim, tanto a seguradora quanto a CEF (na qualidade de gestora do FCVS) são legitimadas a figurar no polo passivo da ação. É o que se extrai do seguinte trecho do voto proferido no RE nº 827.996 (Tema 1.011 do STF). (..) Portanto, entendo que a Sul América Companhia Nacional de Seguros deve ser mantida no polo passivo da ação subjacente. Na espécie, denota-se que a recorrente afirmou que "compete apenas à Caixa Econômica figurar no polo passivo da demanda, considerando a presença de apólice pública e comprometimento do FCVS" (e-STJ, fl. 252). Portanto, o Tribunal de origem concluiu que "no caso de restarem comprovados os alegados vícios de construção e apurada a responsabilidade das rés, a seguradora pagará a devida indenização à parte autora, buscando, junto ao FCVS, o ressarcimento. Assim, tanto a seguradora quanto a CEF (na qualidade de gestora do FCVS) são legitimadas a figurar no polo passivo da ação" (e-STJ, fl.120). Sendo assim, o acórdão recorrido adotou entendimento consolidado também nesta Corte, segundo o qual a seguradora tem legitimidade para figurar no polo passivo de ação relativa a contrato de seguro habitacional regido pelas regras do Sistema Financeiro de Habitação. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. RESPONSABILIDADE DA SEGURADORA. LITISCONSÓRCIO CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. COMPETÊNCIA JUSTIÇA FEDERAL. ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA. APLICAÇÃO DE MULTA. ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. DESCABIMENTO. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. II - O entendimento jurisprudencial não prevê a substituição do polo passivo com o ingresso da CEF na lide, de sorte que a seguradora segue dotada de legitimidade passiva nos feitos em que os mutuários pretendem a cobertura securitária, ainda que se trate de contrato de seguro vinculado à apólice pública e acobertado pelo FCVS. III - A ação originária foi ajuizada em 02.06.2011, sendo imprescindível a inclusão da Caixa Econômica Federal, como litisconsorte, juntamente com a seguradora Recorrente, o que justifica a competência da Justiça Federal para o conhecimento e processamento do feito, nos termos do art. 109, I, da Constituição da República.. IV - O acórdão recorrido adotou entendimento consolidado nesta Corte, segundo o qual a seguradora tem legitimidade para figurar no polo passivo de ação relativa a contrato de seguro habitacional regido pelas regras do Sistema Financeiro de Habitação. V - Não apresentação de argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. VI - Em regra, descabe a imposição da multa, prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015, em razão do mero improvimento do Agravo Interno em votação unânime, sendo necessária a configuração da manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso a autorizar sua aplicação, o que não ocorreu no caso. VII - Agravo Interno improvido. (AgInt no REsp n. 2.111.114/SP, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 10/6/2024, DJe de 13/6/2024.) Por outro lado, o Tribunal de origem, a partir do exame das cláusulas do contrato de mútuo com pacto adjeto de seguro, e, ainda, após minuciosa análise dos elementos fáticos contidos nos autos, consignou acerca da natureza pública da apólice e da legitimidade da CEF e da seguradora para figurarem no polo passivo da demanda. No caso, rever tal entendimento, com o objetivo de acolher a pretensão recursal, demandaria necessário revolvimento de matéria fática, o que é inviável em sede de recurso especial, à luz do óbice contido na Súmula n. 7 desta Corte, assim enunciada: "a pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial". Nesse sentido (sem destaque no original): PROCESSUAL CIVIL. SISTEMA FINANCEIRO HABITACIONAL. FCVS. COMPETÊNCIA INTERNA DO STJ. NATUREZA RELATIVA. ACÓRDÃO COM FUNDAMENTO NO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 7/STJ. ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 5/STJ. 1. A competência interna do STJ é de natureza relativa, devendo ser suscitada até o início do julgamento do Recurso pelo colegiado ou monocraticamente pelo Relator, sob pena de preclusão, nos termos do art. 71, § 4º, do RISTJ. 2. O Tribunal de origem consignou: "Como se vê, a CEF detém interesse em ingressar nas lides em que os contratos estiverem vinculados ao FCVS (apólices públicas, ramo 66). Na hipótese, a CEF manifestou expressamente o seu desinteresse na lide, tendo em vista que o contrato encontra-se vinculado a apólice privada (ramo 68). Desse modo, não havendo interesse da CEF, a manutenção da sentença". Para modificar a diretriz firmada no acórdão recorrido, é necessário exceder as razões nele colacionadas, bem como interpretar cláusulas do contrato firmado entra as partes, providências vedadas na via eleita conforme dispõem as Súmulas 7 e 5 do STJ. 3. "Desde que a ratio essendi do Tema n.º 1.011 do STF objetiva a proteção dos recursos albergados pelo FCVS geridos atualmente pela CEF e repercutindo na competência da Justiça Federal, é imperioso convir que o reconhecimento pelo Tribunal a quo da ausência de reflexos em tal fundo no contrato sub judice afasta por completo o interesse de sua gestora (CEF) no presente caso" (AgInt nos EDcl no AREsp 1.508.443/RJ, Rel. Min. Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 10.5.2023). 4. Agravo Interno não provido. (AgInt nos EDcl no AREsp n. 1.478.995/PR, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 19/8/2024, DJe de 22/8/2024 - sem destaque no original ) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SEGURO HABITACIONAL. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 371 E 412 DO CPC/2015, 47 E 54, § 4º, DO CDC. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. RESPONSABILIDADE DE SEGURADORA NÃO INTEGRANTE DE GRUPO VINCULADO AO SFH. SÚMULAS 5 E 7 DO STJ. AGRAVO INTERNO DES PROVIDO. 1. Esta Corte Superior possui entendimento pacífico de que a seguradora tem legitimidade para figurar no polo passivo de ação relativa a contrato de seguro habitacional regido pelas regras do Sistema Financeiro de Habitação. 2. No caso concreto, o Tribunal de origem apontou expressamente que a recorrida não integra o grupo de seguradoras vinculadas ao SFH, de forma que o acolhimento da pretensão recursal, a fim de reconhecer-se a legitimidade passiva da seguradora, esbarraria nos óbices previstos nas Súmulas 5 e 7 do STJ. 3. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp n. 1.708.189/PR, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 3/4/2023, DJe de 25/4/2023.) Ante o exposto, conheço do agravo para conhecer em parte do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento. Publique-se. EMENTA AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. SISTEMA FINANCEIRO HABITACIONAL. FCVS. LEGITIMIDADE PASSIVA. SEGURADORA. PRECEDENTES DO STJ. PRETENSÃO DE RECONHECIMENTO DA ILEGITIMIDADE PASSIVA DA SEGURADORA.. NECESSIDADE DE REVISÃO DO CONTEXTO FÁTICO E DE INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL. SÚMULAS N. 5 E 7 DO STJ. AGRAVO CONHECIDO PARA CONHECER EM PARTE DO RECURSO ESPECIAL E. NESSA EXTENSÃO, NEGAR-LHE PROVIMENTO.