HC 1041352 - ACORDAO
O agravo interno foi desprovido porque o ato impugnado não foi praticado pelo Ministro de Estado da Justiça, mas por autoridade delegada do DRCI (nota técnica assinada pelo Coordenador-Geral); nos termos constitucionais e da Súmula 510/STF, não cabe ao STJ processar e julgar habeas corpus contra ato de autoridade delegada ao invés da autoridade que efetivamente praticou o ato, configurando-se ilegitimidade passiva do Ministro e, por conseguinte, incompetência do STJ para conhecer do writ.
- Parties
- Impetrante: Daniel Kaminski Paciornik; Paciente: Waseem Saddique; Autoridade Coatora Apontada: Ministro da Justiça e Segurança Pública
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 May 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Agravo Interno (julgamento Colegiado)
- Legal Topics
- Legitimidade Passiva Ad Causam, Competência Do STJ, Delegação De Competência, Exame Técnico Formal Do DRCI, Súmula 510/stf, Dilação Probatória No Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
Daniel Kaminski Paciornik
Impetrante
Waseem Saddique
Paciente
Ministro da Justiça e Segurança Pública
Autoridade Coatora Apontada
Procedural Posture
Habeas Corpus / Agravo Interno (julgamento Colegiado)
Legal Issues
- 1 Definição da legitimidade passiva ad causam para fins de habeas corpus contra Ministro de Estado
- 2 Competência do Superior Tribunal de Justiça para processar e julgar habeas corpus quando o ato foi praticado por autoridade delegada
- 3 Natureza técnico-formal da atuação do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) em matéria de extradição ativa
Ratio Decidendi
O agravo interno foi desprovido porque o ato impugnado não foi praticado pelo Ministro de Estado da Justiça, mas por autoridade delegada do DRCI (nota técnica assinada pelo Coordenador-Geral); nos termos constitucionais e da Súmula 510/STF, não cabe ao STJ processar e julgar habeas corpus contra ato de autoridade delegada ao invés da autoridade que efetivamente praticou o ato, configurando-se ilegitimidade passiva do Ministro e, por conseguinte, incompetência do STJ para conhecer do writ.
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