AREsp 2762011 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e decidiu-se por não conhecer do recurso especial porque o Tribunal de origem motivou adequadamente sua decisão, tendo reconhecido existência de elementos probatórios idôneos (laudo pericial, fotografias, depoimentos da vítima e policial) suficientes para a condenação; assim, a pretensão de...
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- Parties
- Agravante: FRANCINEI ARES NASCIMENTO; Interveniente: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 November 2024
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Decisão Por Não Conhecer Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Lesão Corporal, Violência Doméstica, Recurso Especial, Inadmissão De Recurso, Reexame De Prova, Dosimetria Da Pena, Depoimento Policial E Valor Probatório, Súmula 7/stj
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Parties
FRANCINEI ARES NASCIMENTO
Agravante
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Interveniente
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Decisão Por Não Conhecer Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Alegada violação dos artigos 155 e 386, inciso VII, do CPP
- 2 Suficiência de prova para condenação por lesão corporal em contexto de violência doméstica
- 3 Impossibilidade de revolver matéria fático-probatória em recurso especial (Súmula 7/STJ)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e decidiu-se por não conhecer do recurso especial porque o Tribunal de origem motivou adequadamente sua decisão, tendo reconhecido existência de elementos probatórios idôneos (laudo pericial, fotografias, depoimentos da vítima e policial) suficientes para a condenação; assim, a pretensão de absolvição demandaria revolvimento de matéria fático-probatória vedado pela Súmula 7/STJ, não sendo cabível o conhecimento do recurso especial.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo e, com fundamento no art. 932, inciso III, do CPC, c/c o art. 253, parágrafo único, inciso II, alínea a, parte final, do RISTJ, não conheço do recurso especial.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por FRANCINEI ARES NASCIMENTO, em adversidade à decisão que inadmitiu recurso especial manejado contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, cuja ementa é a seguinte (e-STJ fl. 217): APELAÇÃO CRIMINAL. PENAL E PROCESSUAL PENAL. LESÃO CORPORAL. VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. AUSÊNCIA DE PROVAS DE AUTORIA. NÃO CONFIGURADA. CRIME DE RESISTÊNCIA. CARACTERIZADO. DEPOIMENTO POLICIAL REVESTIDO DE FÉ PÚBLICA. DESCLASSIFICAÇÃO PARA DELITO DE DESOBEDIÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. INSURGÊNCIA ESPECÍFICA QUANTO À DOSIMETRIA DO CRIME DE LESÃO CORPORAL. PEDIDO DE FIXAÇÃO DA PENA-BASE NO MÍNIMO LEGAL. ALEGAÇÃO DE FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. NÃO CABIMENTO. APELAÇÃO CONHECIDA E NÃO PROVIDA. 1. Ao Magistrado é permitido exasperar a pena-base, desde que o faça de maneira fundamentada, baseado em elementos presentes no caso concreto. 2. No caso em tela, o juiz a quo fundamentou adequadamente a circunstância exasperante da pena-base, posto que, segundo o Superior Tribunal de Justiça, o ciúme, no âmbito da violência doméstica, é apto a exasperar a pena-base. 3. Em casos de violência doméstica, dá-se especial valor à palavra da vítima, bem como ao depoimento dos agentes de polícia, cuja palavra é dotada de fé pública, especialmente se coerente com as demais provas. O valor probatório das alegações é suficiente para uso na sentença. 4. Não há que se falar em desclassificação para o delito de vias de fato, quando a autoria e materialidade delitivas do crime de lesão corporal restam devidamente comprovadas. 5. Da mesma forma, quando suficientemente comprovado o delito de resistência, não cabe sua desclassificação para desobediência. 6. Apelação conhecida e não provida. Nas razões do recurso especial (e-STJ fls. 234/241), fundado na alínea a do permissivo constitucional, alega a parte recorrente violação dos artigos 155 e 386, inciso VII, do CPP. Sustenta a absolvição do acusado, tendo em vista a ausência de prova concreta para a condenação. Apresentadas contrarrazões (e-STJ fls. 246/257), o Tribunal a quo não admitiu o recurso especial (e-STJ fls. 258/259), tendo sido interposto o presente agravo (e-STJ fls. 266/275). O Ministério Público Federal, instado a se manifestar, opinou pelo não provimento do recurso (e-STJ fls. 302/307). É o relatório. Decido. Preenchidos os requisitos formais e impugnado o fundamento da decisão agravada, conheço do agravo. O recurso não merece acolhida. O Tribunal a quo, em decisão devidamente motivada, entendeu que, do caderno instrutório, emergiram elementos suficientemente idôneos de prova, colhidos nas fases inquisitorial e judicial, aptos a condenar o acusado pelo crime de lesão corporal (e-STJ fls. 219/220). Abaixo, trecho do acórdão recorrido: Inicialmente, vislumbro não assistir razão ao Apelante. Como depreende-se dos autos, o conjunto fático-probatório é mais que suficiente para a manutenção da sentença condenatória. Explico. Verifica-se às fls. 7-9, no laudo do exame de corpo de delito, a constatação de feridas contundentes nos glúteos e no pé esquerdo da vítima, bem como foto do objeto usado no crime, à fl. 19. Segundo a jurisprudência pátria, até em casos que não existe laudo pericial, no âmbito da violência doméstica, é possível a condenação pela prática do delito de lesão corporal, então, mais do que suficientemente restou comprovada a materialidade delitiva no presente caso. .. Dessa forma, considerando os depoimentos da vítima, tanto em sede policial, quanto em sede judicial, tem-se por comprovada a autoria delitiva. Assim, rever os fundamentos utilizados pela Corte de origem, para concluir pela absolvição, por ausência de prova concreta para a condenação, como requer a defesa, importa revolvimento de matéria fático-probatória, vedado em recurso especial, segundo óbice da Súmula n. 7/STJ. Ante o exposto, com fundamento no art. 932, inciso III, do CPC, c/c o art. 253, parágrafo único, inciso II, alínea a, parte final, do RISTJ, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Intimem-se. EMENTA