AREsp 1985295 - DECISAO
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque o exame favorável às alegações do recorrente demandaria revolvimento do conjunto fático-probatório já apreciado pelo Tribunal de origem, o que é vedado pela Súmula 7/STJ; além disso, o Tribunal de origem encontrou, com base no conjunto de provas (EIA/RIMA, pareceres técnicos, informações da DIBAP/IAP-IAT), que a influência do empreendimento sobre as Unidades de Conservação era insignificante, de modo que não se impunha a autorização dos órgãos gestores nos termos do art. 36, §3º, da Lei 9.985/2000.
- Parties
- Autor: Ministério Público do Estado do Paraná; Réu: Tibagi Energia SPE S/A; Réu: Minas PCH S/A; Réu: Instituto Água e Terra
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão Proferida No Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial)
- Outcome
- Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
- Legal Topics
- Licenciamento Ambiental, Unidades De Conservação, Participação De Conselhos Gestores, Súmula 7/stj, Lei Nº 9.985/2000, Art. 36, §3º
Case Brief
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Parties
Ministério Público do Estado do Paraná
Autor
Tibagi Energia SPE S/A
Réu
Minas PCH S/A
Réu
Instituto Água e Terra
Réu
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Decisão Proferida No Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 Violação do art. 36, §3º, da Lei 9.985/2000 (ausência de oitiva/autorizaçao dos órgãos gestores de unidades de conservação)
- 2 Se o empreendimento causa impacto significativo que imponha a participação/autorização dos gestores das Unidades de Conservação
- 3 Possibilidade ou vedação de reexame de matéria fática em Recurso Especial (Súmula 7/STJ)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial porque o exame favorável às alegações do recorrente demandaria revolvimento do conjunto fático-probatório já apreciado pelo Tribunal de origem, o que é vedado pela Súmula 7/STJ; além disso, o Tribunal de origem encontrou, com base no conjunto de provas (EIA/RIMA, pareceres técnicos, informações da DIBAP/IAP-IAT), que a influência do empreendimento sobre as Unidades de Conservação era insignificante, de modo que não se impunha a autorização dos órgãos gestores nos termos do art. 36, §3º, da Lei 9.985/2000.
Court Disposition
Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
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