RHC 210385 - DECISAO
O Tribunal concluiu que a gravação ambiental realizada por um dos interlocutores é juridicamente admissível à luz do precedente do STF (RE 583.937/Tema 237), que o material foi periciado e considerado autêntico pelo Instituto de Criminalística, que a defesa teve acesso ao conteúdo probatório e não demonstrou adulteração ou prejuízo apto a macular a prova, e que as disposições da Lei 13.964/2019 não retroagem aos atos praticados; por fim, entendeu-se que a verificação da ilicitude ou da higidez probatória exige análise no contexto fático-probatório, sendo incabível a produção de prova ou sua reavaliação aprofundada na via estreita do habeas corpus, razão pela qual negou provimento ao recurso.
- Parties
- Recorrente/paciente: IVAN FREDDI; Órgão Ministerial: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Órgão Recorrido: TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 March 2025
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito Ordem Denegada (recurso Não Provido)
- Outcome
- recurso não provido; ordem denegada
- Legal Topics
- Licitude Da Prova, Gravação Ambiental Por Um Dos Interlocutores, Quebra Da Cadeia De Custódia, Nulidade Processual, Tempus Regit Actum, Perícia Judicial, Impeditivo De Dilação Probatória Em Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
IVAN FREDDI
Recorrente/paciente
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Órgão Ministerial
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito Ordem Denegada (recurso Não Provido)
Legal Issues
- 1 licitude da gravação ambiental realizada por um dos interlocutores
- 2 existência de quebra da cadeia de custódia e seus efeitos sobre a prova
- 3 retroatividade da Lei 13.964/2019 (artigos 158-A a 158-F)
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que a gravação ambiental realizada por um dos interlocutores é juridicamente admissível à luz do precedente do STF (RE 583.937/Tema 237), que o material foi periciado e considerado autêntico pelo Instituto de Criminalística, que a defesa teve acesso ao conteúdo probatório e não demonstrou adulteração ou prejuízo apto a macular a prova, e que as disposições da Lei 13.964/2019 não retroagem aos atos praticados; por fim, entendeu-se que a verificação da ilicitude ou da higidez probatória exige análise no contexto fático-probatório, sendo incabível a produção de prova ou sua reavaliação aprofundada na via estreita do habeas corpus, razão pela qual negou provimento ao recurso.
Court Disposition
recurso não provido; ordem denegada
Orders
- Nego provimento ao recurso em habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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