REsp 1811416 - DECISAO
O STJ manteve o acórdão do TJ‑SP porque, na hipótese, a utilização da marca registrada da autora como palavra‑chave para links patrocinados preenche os requisitos de concorrência desleal (marca registrada, atuação no mesmo ramo, violação das funções da marca), e a responsabilidade do provedor não decorre do conteúdo do terceiro, mas da forma de comercialização do serviço publicitário que permite concorrência parasitária; por isso o art. 19 do Marco Civil não afasta a obrigação de não fazer imposta ao provedor. Em consequência, o recurso especial foi negado provimento por estar o acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência desta Corte.
- Parties
- Recorrente: GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA; Recorrida: BRALYX MAQUINAS INDUSTRIA E COMERCIO LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 November 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Pelo STJ (decisão)
- Outcome
- Nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Links Patrocinados, Palavra Chave, Google Ads/ad Words, Marca Registrada, Concorrência Parasitária, Art. 19 Do Marco Civil Da Internet, Obrigação De Fazer, Tutela Inibitória
Case Brief
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Parties
GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA
Recorrente
BRALYX MAQUINAS INDUSTRIA E COMERCIO LTDA
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Pelo STJ (decisão)
Legal Issues
- 1 Se a utilização de marca de terceiro como palavra-chave em links patrocinados configura violação marcária ou ato de concorrência desleal
- 2 Se o art. 19 da Lei 12.965/2014 (Marco Civil da Internet) afasta a responsabilização do provedor de aplicações pela contratação/uso de palavra-chave
- 3 Se é cabível determinar que o provedor se abstenha de usar determinada marca como palavra-chave (tutela inibitória)
Ratio Decidendi
O STJ manteve o acórdão do TJ‑SP porque, na hipótese, a utilização da marca registrada da autora como palavra‑chave para links patrocinados preenche os requisitos de concorrência desleal (marca registrada, atuação no mesmo ramo, violação das funções da marca), e a responsabilidade do provedor não decorre do conteúdo do terceiro, mas da forma de comercialização do serviço publicitário que permite concorrência parasitária; por isso o art. 19 do Marco Civil não afasta a obrigação de não fazer imposta ao provedor. Em consequência, o recurso especial foi negado provimento por estar o acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência desta Corte.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Nego provimento ao recurso especial.
- Deixo de majorar os honorários de sucumbência, nos termos do art. 85, § 11, do CPC.
Full Case Text
Judgment text and source record
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