REsp 1699546 - DECISAO
Reconheceu-se a litispendência porque a ação anulatória nº 0015284-69.2006.4.02.5101 já apreciou a legalidade do procedimento disposto na Resolução CONSU nº 02/98, tendo o aresto transitado em julgado; por isso não é admissível utilizar embargos à execução como via rescisória para reabrir a questão já decidida. Ademais, a pretensão de revolver prova e fato concreto esbarra na Súmula 7/STJ, e a alegação de excesso de execução relativa ao art. 37-A da Lei 10.522/02 não foi prequestionada, impedindo sua análise nesta instância. Dessa forma conheceu-se em parte do recurso especial e, nessa extensão, negou-se-lhe provimento.
- Parties
- Recorrente: Vision Med Assistência Médica Ltda.; Recorrida: Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS; Apelante: Golden Cross Assistência Internacional de Saúde; Consumidora: Cimara Soncini Orlandi
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 April 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Litispendência, Doença Preexistente, Negativa De Cobertura, Processo Administrativo, Auto De Infração, Remessa Necessária, Excesso De Execução, Prequestionamento
Case Brief
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Parties
Vision Med Assistência Médica Ltda.
Recorrente
Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS
Recorrida
Golden Cross Assistência Internacional de Saúde
Apelante
Cimara Soncini Orlandi
Consumidora
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Existência de litispendência entre embargos à execução e ação anulatória
- 2 Possibilidade de suspensão/negativa de cobertura antes de decisão administrativa definitiva
- 3 Aplicação dos requisitos do art. 7º da Resolução CONSU nº 02/98 e do art. 11, parágrafo único, da Lei n. 9.656/98
Ratio Decidendi
Reconheceu-se a litispendência porque a ação anulatória nº 0015284-69.2006.4.02.5101 já apreciou a legalidade do procedimento disposto na Resolução CONSU nº 02/98, tendo o aresto transitado em julgado; por isso não é admissível utilizar embargos à execução como via rescisória para reabrir a questão já decidida. Ademais, a pretensão de revolver prova e fato concreto esbarra na Súmula 7/STJ, e a alegação de excesso de execução relativa ao art. 37-A da Lei 10.522/02 não foi prequestionada, impedindo sua análise nesta instância. Dessa forma conheceu-se em parte do recurso especial e, nessa extensão, negou-se-lhe provimento.
Court Disposition
conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
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