REsp 2046495 - ACORDAO

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A Corte decidiu que, quando o agente pratica novo crime durante o período de prova do livramento condicional e o benefício não é revogado, não se admite a detração do tempo da prisão cautelar para a nova pena, pois isso implicaria cumprimento simultâneo de penas não unificadas e bis in idem; assim, o termo inicial da nova execução deve ser contado a partir do dia seguinte ao término do livramento condicional, nos termos da jurisprudência consolidada do STJ.

Parties
Recorrente: Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro; Recorrido: recorrido
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
30 June 2025
Procedural Posture
Recurso Especial / Sessão Virtual De 18/06/2025 a 24/06/2025
Outcome
Recurso especial provido por unanimidade
Legal Topics
Livramento Condicional, Cumprimento Simultâneo De Penas, Detração, Termo Inicial Da Execução Penal, Revogação Do Livramento Condicional

Case Brief

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Parties

Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

Recorrente

recorrido

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial / Sessão Virtual De 18/06/2025 a 24/06/2025

  1. 1 Qual o termo inicial da nova execução penal quando o agente pratica novo crime durante o período de prova do livramento condicional não revogado?
  2. 2 Se é possível a detração do período de prisão cautelar no cálculo da nova pena quando o livramento condicional não foi revogado.
  3. 3 Se é admissível o cumprimento simultâneo de penas não unificadas.

Ratio Decidendi

A Corte decidiu que, quando o agente pratica novo crime durante o período de prova do livramento condicional e o benefício não é revogado, não se admite a detração do tempo da prisão cautelar para a nova pena, pois isso implicaria cumprimento simultâneo de penas não unificadas e bis in idem; assim, o termo inicial da nova execução deve ser contado a partir do dia seguinte ao término do livramento condicional, nos termos da jurisprudência consolidada do STJ.

Court Disposition

Recurso especial provido por unanimidade

Orders

  • Cassou o acórdão atacado (Agravo de Execução Penal n. 5007642-20.2022.8.19.0500)
  • Restabeleceu a decisão do Juízo da execução (Processo n. 0368400-15.2005.8.19.0001)