HC 926624 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a matéria impugnada não foi apreciada pelo Tribunal de origem, impedindo o exame pelo STJ para evitar indevida supressão de instância.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante/paciente: RAFAEL LUC AS PORTAPILA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 October 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Em Sessão Virtual Da Quinta Turma (decisão Colegiada)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido; negado provimento ao recurso
- Legal Topics
- Livramento Condicional, Suspensão Cautelar Do Benefício, Supressão De Instância, Contraditório E Ampla Defesa, Devido Processo Legal
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
RAFAEL LUC AS PORTAPILA
Agravante/paciente
Procedural Posture
Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Em Sessão Virtual Da Quinta Turma (decisão Colegiada)
Legal Issues
- 1 Ilegalidade alegada na suspensão cautelar do livramento condicional pelo suposto descumprimento das condições impostas
- 2 Ausência de apreciação prévia da matéria pelo Tribunal de origem (supressão de instância)
- 3 Alegada violação dos princípios do contraditório, ampla defesa e do devido processo legal
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a matéria impugnada não foi apreciada pelo Tribunal de origem, impedindo o exame pelo STJ para evitar indevida supressão de instância.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido; negado provimento ao recurso
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter a decisão agravada que indeferiu liminarmente o habeas corpus
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 24/09/2024 a 30/09/2024, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. LIVRAMENTO CONDICIONAL. APONTADA ILEGALIDADE DECORRENTE DA SUSPENSÃO CAUTELAR DO BENEFÍCIO PELO DESCUMPRIMENTO DAS CONDIÇÕES IMPOSTAS. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A ausência de apreciação prévia da matéria pelo Tribunal de origem é circunstância que impede a análise desta Corte Superior, sob pena de indevida supressão de instância. 2. Agravo regimental desprovido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo regimental interposto por RAFAEL LUC AS PORTAPILA contra decisão proferida pelo Ministra Vice-Presidente, no exercício desta Corte Superior, que indeferiu liminarmente o habeas corpus (e-STJ, fls. 71-72). Nas razões recursais (e-STJ, fls. 77-86), a defesa alega que "não houve o devido julgamento do presente caso sub judice, embora o mesmo tenha sido analisado pelas instâncias inferiores, o que não caracteriza supressão de instancia" (e-STJ, fl. 81). Aduz que há constrangimento ilegal na suspensão do livramento condicional, eis que o paciente foi vítima da situação em que lhe foi imputada a agressão a Maria Fernanda Peron de Oliveira, pois não se encontrava no local descrito no Boletim de Ocorrência. Conclui, portanto, que não desobedeceu à regra imposta para a fruição do livramento condicional. Obtempera que foram violados os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa, bem como do devido processo legal. Requer o provimento do recurso. Em caso de não retratação, pugna pela sua apreciação por este Órgão Colegiado, com a cassação do acórdão estadual. Mantida a decisão (e-STJ, fl. 89), os autos me foram distribuídos para julgamento do recurso. É o relatório. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. LIVRAMENTO CONDICIONAL. APONTADA ILEGALIDADE DECORRENTE DA SUSPENSÃO CAUTELAR DO BENEFÍCIO PELO DESCUMPRIMENTO DAS CONDIÇÕES IMPOSTAS. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A ausência de apreciação prévia da matéria pelo Tribunal de origem é circunstância que impede a análise desta Corte Superior, sob pena de indevida supressão de instância. 2. Agravo regimental desprovido. VOTO Não obstante os esforços empreendidos pela defesa, os argumentos não foram suficientemente capazes de infirmar o decisum agravado, motivo pelo qual deve ser mantido por seus próprios fundamentos. Com efeito, a matéria trazida no habeas corpus não foi apreciada no acórdão impugnado, o que impede o seu conhecimento por esta Corte Superior, sob pena de indevida supressão de instância. Nesse sentido: "AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EM HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. REGRESSÃO PRISIONAL. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. DESIGNAÇÃO DE AUDIÊNCIA DE JUSTIFICAÇÃO. DESNECESSIDADE. DEFESA EXERCIDA PELA DEFENSORIA PÚBLICA. VIOLAÇÃO À AMPLA DEFESA. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE NOVOS FUNDAMENTOS CAPAZES DE MODIFICAR A DECISÃO IMPUGNADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Nos termos da jurisprudência vigente neste Superior Tribunal, a ausência de apreciação da matéria pela Corte de origem impede qualquer manifestação deste Sodalício sobre os tópicos, sob pena de se configurar a prestação jurisdicional em indevida supressão de instância. Precedentes. 2. Segundo o entendimento deste Superior Tribunal de Justiça, na homologação da falta grave, inexiste a exigência de prévia oitiva do apenado perante o magistrado, desde que exista a instauração de PAD, no qual tenha sido oportunizada à parte o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa. Precedentes. 3. No caso em análise, o Procedimento Administrativo Disciplinar foi devidamente acompanhado pela Defensoria Pública, a qual, diligentemente, apresentou, inclusive, defesa escrita, não havendo, portanto, qualquer violação ao amplo direito de defesa do agravante. 4. Agravo regimental desprovido." (AgRg no RHC n. 167.429/RJ, relator Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, julgado em 13/9/2022, DJe de 16/9/2022). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto.