RMS 74798 - DECISAO
O recurso foi conhecido e desprovido porque, primeiro, a autoridade apontada como coatora (Secretário de Estado da Polícia Militar do Rio de Janeiro) não tem legitimidade passiva para decidir sobre a atribuição de pontos decorrentes de anulação de questões da prova objetiva, competência atribuída à executora do certame; segundo, ainda que tal legitimidade fosse reconhecida, a pretensão do impetrante estaria fulminada pela decadência/prescrição, pois o direito teria sido atingido com a reprovação e divulgação do resultado da prova objetiva em 28/10/2014, e o mandado de segurança somente foi impetrado em 2024, não sendo capaz de reabrir o prazo o indeferimento posterior do pedido...
- Parties
- Impetrante/recorrente: FABIANO SERAFIM GOMES; Autoridade Coatora/recorrido: SECRETÁRIO DE ESTADO DA POLÍCIA MILITAR DO RIO DE JANEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 April 2025
- Procedural Posture
- Recurso Em Mandado De Segurança / Recurso Conhecido E Desprovido (decisão Do Stj)
- Legal Topics
- Mandado De Segurança, Decadência/prescrição, Ilegitimidade Passiva, Anulação De Questões De Concurso Público, Aplicação De Edital De Concurso
Case Brief
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Parties
FABIANO SERAFIM GOMES
Impetrante/recorrente
SECRETÁRIO DE ESTADO DA POLÍCIA MILITAR DO RIO DE JANEIRO
Autoridade Coatora/recorrido
Procedural Posture
Recurso Em Mandado De Segurança / Recurso Conhecido E Desprovido (decisão Do Stj)
Legal Issues
- 1 decadência para propositura do mandado de segurança em face da divulgação do resultado da prova objetiva em 2014
- 2 legitimidade passiva do Secretário de Estado da Polícia Militar do Rio de Janeiro para decidir sobre atribuição de pontos decorrentes de anulação de questões
- 3 efeitos de decisões judiciais que anularam questões quanto à vinculação a terceiros (coisa julgada)
Ratio Decidendi
O recurso foi conhecido e desprovido porque, primeiro, a autoridade apontada como coatora (Secretário de Estado da Polícia Militar do Rio de Janeiro) não tem legitimidade passiva para decidir sobre a atribuição de pontos decorrentes de anulação de questões da prova objetiva, competência atribuída à executora do certame; segundo, ainda que tal legitimidade fosse reconhecida, a pretensão do impetrante estaria fulminada pela decadência/prescrição, pois o direito teria sido atingido com a reprovação e divulgação do resultado da prova objetiva em 28/10/2014, e o mandado de segurança somente foi impetrado em 2024, não sendo capaz de reabrir o prazo o indeferimento posterior do pedido...
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