RMS 74741 - DECISAO

RMS 74741 - DECISAO

Preliminarmente reconheceu-se a ilegitimidade passiva do Secretário de Estado da Polícia Militar do RJ para a pretensão de extensão de pontuação decorrente de anulação de questões de prova objetiva, por atribuir-se tal competência à executora do certame; ainda que superada essa preliminar, a pretensão estaria fulminada pela decadência, pois o direito alegadamente violado surgiu com a divulgação do resultado em 2014 e o mandado de segurança foi ajuizado em 2024, de modo que o indeferimento administrativo posterior não reabre o prazo decadencial, justificando a extinção do processo sem julgamento do mérito nos termos do art. 485, VI do CPC combinado com a Lei 12.016/2009.

Parties
Impetrante: LUIS EDUARDO FIGUEIREDO DA FONSECA; Autoridade Coatora: SECRETÁRIO DE ESTADO DA POLÍCIA MILITAR DO RIO DE JANEIRO
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
29 April 2025
Procedural Posture
Recurso Em Mandado De Segurança / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça
Outcome
processo extinto sem julgamento do mérito
Legal Topics
Mandado De Segurança, Decadência, Legitimidade Passiva, Concursos Públicos, Anulação De Questões De Prova, Execução De Edital

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Parties

LUIS EDUARDO FIGUEIREDO DA FONSECA

Impetrante

SECRETÁRIO DE ESTADO DA POLÍCIA MILITAR DO RIO DE JANEIRO

Autoridade Coatora

Procedural Posture

Recurso Em Mandado De Segurança / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça

  1. 1 decadência do direito de impetrar mandado de segurança (art. 23, Lei 12.016/2009)
  2. 2 legitimidade passiva do Secretário de Estado da Polícia Militar do RJ para pleitos relativos à pontuação de prova objetiva
  3. 3 aplicação do item 17.8 do edital quanto à atribuição de pontos decorrentes de anulação de questões

Ratio Decidendi

Preliminarmente reconheceu-se a ilegitimidade passiva do Secretário de Estado da Polícia Militar do RJ para a pretensão de extensão de pontuação decorrente de anulação de questões de prova objetiva, por atribuir-se tal competência à executora do certame; ainda que superada essa preliminar, a pretensão estaria fulminada pela decadência, pois o direito alegadamente violado surgiu com a divulgação do resultado em 2014 e o mandado de segurança foi ajuizado em 2024, de modo que o indeferimento administrativo posterior não reabre o prazo decadencial, justificando a extinção do processo sem julgamento do mérito nos termos do art. 485, VI do CPC combinado com a Lei 12.016/2009.

Court Disposition

processo extinto sem julgamento do mérito

Orders

  • extinção do feito sem julgamento do mérito com fundamento nos arts. 6º, §§3º e 5º, e 10 da Lei nº 12.016/2009 c/c art. 485, VI do CPC
  • manutenção da decisão de ilegitimidade passiva do Secretário de Estado da Polícia Militar do Rio de Janeiro para a pretensão