REsp 2204234 - DECISAO
O Tribunal concluiu que o acórdão estadual não padece dos vícios apontados (art. 1.022 CPC), que a suspensão administrativa das atividades da empresa em recuperação judicial mostrou-se irrazoável por inviabilizar o objeto social e contrariar o princípio da preservação da empresa previsto na Lei 11.101/2005, que a competência para medidas que afetem a atividade empresarial no contexto da recuperação é do juízo da recuperação, e que parte das alegações não foram impugnadas no recurso especial, atraindo por analogia as Súmulas 283/284 do STF; assim, o recurso especial foi conhecido parcialmente e, nessa parte, negado provimento.
- Parties
- Recorrente: INSTITUTO DE DEFESA DO CONSUMIDOR DO DISTRITO FEDERAL - PROCON-DF; Impetrante/recorrido: 123 VIAGENS E TURISMO LTDA "EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL"
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 June 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Conhecido Parcialmente E Negado Provimento Pelo STJ
- Outcome
- Recurso especial conhecido parcialmente e, nessa parte, negado provimento
- Legal Topics
- Mandado De Segurança, Suspensão De Atividade Comercial, Poder De Polícia Administrativa, Princípio Da Preservação Da Empresa, Competência Entre Esfera Administrativa E Juízo Da Recuperação, Embargos De Declaração, Prequestionamento, Súmulas
Case Brief
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Parties
INSTITUTO DE DEFESA DO CONSUMIDOR DO DISTRITO FEDERAL - PROCON-DF
Recorrente
123 VIAGENS E TURISMO LTDA "EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL"
Impetrante/recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Conhecido Parcialmente E Negado Provimento Pelo STJ
Legal Issues
- 1 Competência do PROCON para suspender atividades de empresa em recuperação judicial
- 2 Aplicabilidade do princípio da preservação da empresa (Lei 11.101/2005) à sanção administrativa de suspensão de atividade
- 3 Existência ou não de omissão no acórdão quanto às questões suscitadas nos embargos de declaração
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que o acórdão estadual não padece dos vícios apontados (art. 1.022 CPC), que a suspensão administrativa das atividades da empresa em recuperação judicial mostrou-se irrazoável por inviabilizar o objeto social e contrariar o princípio da preservação da empresa previsto na Lei 11.101/2005, que a competência para medidas que afetem a atividade empresarial no contexto da recuperação é do juízo da recuperação, e que parte das alegações não foram impugnadas no recurso especial, atraindo por analogia as Súmulas 283/284 do STF; assim, o recurso especial foi conhecido parcialmente e, nessa parte, negado provimento.
Court Disposition
Recurso especial conhecido parcialmente e, nessa parte, negado provimento
Orders
- Conheço parcialmente do recurso especial e, nessa parte, nego-lhe provimento, com fundamento no art. 255, § 4º, I e II, do RISTJ.
- Publique-se.
Full Case Text
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