REsp 2166355 - DECISAO
O recurso especial foi conhecido parcialmente e negado provimento porque o acórdão recorrido assentou, além de fundamento infraconstitucional (art. 2º da Lei 13.496/2017), em fundamento constitucional autônomo (princípio da isonomia) suficiente para sustentar a decisão, e tal fundamento constitucional não foi impugnado por recurso extraordinário, incidindo a Súmula 126 do STJ; na apreciação de mérito, o Tribunal de origem corretamente entendeu que a Lei 13.496/2017 não restringe a utilização de prejuízos fiscais entre pessoa física e jurídica nas modalidades de quitação do PERT, devendo o Fisco verificar requisitos e percentuais no momento da quitação.
- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 November 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido (negado provimento)
- Legal Topics
- Mandado De Segurança, Parcelamento, Programa Especial De Regularização Tributária (pert), Prejuízos Fiscais, Base Negativa De CSLL, Princípio Da Isonomia, Súmula 126/stj
Case Brief
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 possibilidade de utilização de prejuízos fiscais ou base negativa de CSLL por produtor rural pessoa física para quitação de débitos no âmbito do PERT (Lei 13.496/2017)
- 2 alegada omissão no acórdão objeto do recurso (art. 1.022 do CPC)
- 3 incidência da Súmula 126 do STJ por existência de fundamento constitucional autônomo não impugnado por recurso extraordinário
Ratio Decidendi
O recurso especial foi conhecido parcialmente e negado provimento porque o acórdão recorrido assentou, além de fundamento infraconstitucional (art. 2º da Lei 13.496/2017), em fundamento constitucional autônomo (princípio da isonomia) suficiente para sustentar a decisão, e tal fundamento constitucional não foi impugnado por recurso extraordinário, incidindo a Súmula 126 do STJ; na apreciação de mérito, o Tribunal de origem corretamente entendeu que a Lei 13.496/2017 não restringe a utilização de prejuízos fiscais entre pessoa física e jurídica nas modalidades de quitação do PERT, devendo o Fisco verificar requisitos e percentuais no momento da quitação.
Court Disposition
recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido (negado provimento)
Orders
- Conheço parcialmente do recurso especial e nego-lhe provimento
- Sem honorários advocatícios, consoante o art. 25 da Lei n. 12.016/2009 e as Súmulas n. 512 do STF e 105 do STJ
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