RMS 56363 - DECISAO
Não se verificou ilegalidade ou abuso de poder no ato impugnado: o despacho do Governador, entendido como medida de austeridade com fundamento no art. 169 da CF e na LRF, é válido; sendo ato administrativo que disciplinou conteúdo genérico e abstrato, não é combatível por mandado de segurança (Súmula 266/STF por analogia); além disso, havendo ausência de aplicação do redutor nos proventos, a administração pode readequar os valores e exigir a restituição de quantias pagas indevidamente em decorrência de erro operacional, conforme Súmula 474/STF e jurisprudência do STJ (Tema 1.009), não havendo direito líquido e certo a amparar a pretensão do recorrente.
- Parties
- Recorrente / Impetrante: ANTENOR RIBEIRO BONFIM; Impetrado / Coator: Governador do Estado do Paraná; Impetrado / Coator: Diretor-Presidente da PARANAPREVIDÊNCIA; Impetrado / Coator: Coordenadora de Manutenção de Benefícios da PARANAPREVIDENCIA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 31 May 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (negado Provimento)
- Outcome
- nego provimento ao Recurso Ordinário
- Legal Topics
- Mandado De Segurança, Irredutibilidade De Subsídios, Restituição De Valores Pagos Indevidamente, Erro Operacional Da Administração, Poder De Autotutela, Teto Remuneratório (art. 37, XI, Cf), Lei De Responsabilidade Fiscal
Case Brief
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Parties
ANTENOR RIBEIRO BONFIM
Recorrente / Impetrante
Governador do Estado do Paraná
Impetrado / Coator
Diretor-Presidente da PARANAPREVIDÊNCIA
Impetrado / Coator
Coordenadora de Manutenção de Benefícios da PARANAPREVIDENCIA
Impetrado / Coator
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 legalidade do despacho do Governador que afastou a incidência da Lei Federal nº 13.091/2015
- 2 possibilidade de readequação dos proventos pela administração com fundamento no poder de autotutela
- 3 repetibilidade/irrpetibilidade de valores recebidos por boa-fé em face de erro operacional da administração
Ratio Decidendi
Não se verificou ilegalidade ou abuso de poder no ato impugnado: o despacho do Governador, entendido como medida de austeridade com fundamento no art. 169 da CF e na LRF, é válido; sendo ato administrativo que disciplinou conteúdo genérico e abstrato, não é combatível por mandado de segurança (Súmula 266/STF por analogia); além disso, havendo ausência de aplicação do redutor nos proventos, a administração pode readequar os valores e exigir a restituição de quantias pagas indevidamente em decorrência de erro operacional, conforme Súmula 474/STF e jurisprudência do STJ (Tema 1.009), não havendo direito líquido e certo a amparar a pretensão do recorrente.
Court Disposition
nego provimento ao Recurso Ordinário
Orders
- Nego provimento ao presente Recurso Ordinário
Full Case Text
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