REsp 2245350 - DECISAO
Não conhecer do recurso especial porque o Tribunal de origem fixou premissa fática de que o recorrente não demonstrou, por documento constante dos autos (fichas financeiras), ser Auditor Fiscal da Previdência Social ao tempo da impetração do mandado de segurança coletivo; essa valoração probatória não é revisível em recurso especial por força da Súmula 7/STJ; ademais, a aplicação do art. 22 da Lei 12.016/2009 limita a coisa julgada aos membros da categoria substituída à época, de modo que a alteração estatutária posterior da ANFIP ou a unificação de carreiras não estendem retroativamente os efeitos da sentença coletiva a quem não integrava a categoria substituída na data da impetração.
- Parties
- Recorrente: EDUARDO TIBURCIO DA FROTA FILHO; Impetrante (ação Originária): ANFIP Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 January 2026
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Não Conhecido (decisão De Não Conhecimento)
- Outcome
- não conheço do recurso especial
- Legal Topics
- Mandado De Segurança Coletivo, Legitimidade Ativa Para Execução De Sentença Coletiva, Coisa Julgada Limitada À Categoria Substituída, Unificação De Carreiras (lei 11.457/2007), Súmula 7/stj Vedação De Reexame De Prova
Case Brief
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Parties
EDUARDO TIBURCIO DA FROTA FILHO
Recorrente
ANFIP Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social
Impetrante (ação Originária)
Procedural Posture
Recurso Especial / Não Conhecido (decisão De Não Conhecimento)
Legal Issues
- 1 se o recorrente tinha legitimidade para executar individualmente a sentença proferida em mandado de segurança coletivo
- 2 alcance subjetivo da coisa julgada decorrente de mandado de segurança coletivo
- 3 efeitos de alteração estatutária e unificação de carreiras sobre beneficiários de sentença coletiva
Ratio Decidendi
Não conhecer do recurso especial porque o Tribunal de origem fixou premissa fática de que o recorrente não demonstrou, por documento constante dos autos (fichas financeiras), ser Auditor Fiscal da Previdência Social ao tempo da impetração do mandado de segurança coletivo; essa valoração probatória não é revisível em recurso especial por força da Súmula 7/STJ; ademais, a aplicação do art. 22 da Lei 12.016/2009 limita a coisa julgada aos membros da categoria substituída à época, de modo que a alteração estatutária posterior da ANFIP ou a unificação de carreiras não estendem retroativamente os efeitos da sentença coletiva a quem não integrava a categoria substituída na data da impetração.
Court Disposition
não conheço do recurso especial
Orders
- Não conhecer do recurso especial.
- Majorar, em desfavor da parte recorrente, em 10% (dez por cento) os honorários sucumbenciais previamente arbitrados, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites aplicáveis.
Full Case Text
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