AREsp 2445842 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento porque a alteração da conclusão do tribunal a quo exigiria reexame de matéria fático-probatória (incidência da Súmula 7/STJ) em face da limitação expressa do título coletivo aos associados da impetrante, bem como por inadequação da tese ao Tema 1119 e pela ausência de...
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- Parties
- Agravante: NATERCIO LUIZ ELERO; Agravante: MARCUS HENRIQUE LIRA DE OLIVEIRA; Agravante: JOSÉ ANTONJO DE BARROS PENTEADO; Agravante: CLAUDOMIR GONZAGA DOS SANTOS; Agravante: ELIANA PEREGRINA SOARES; Agravante: MARCOS DOS SANTOS; Agravante: ILKA IZADORA DA SILVA PERRI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 April 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo (conhecimento E Negação De Provimento)
- Outcome
- Conheço do agravo e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Mandado De Segurança Coletivo, Cumprimento Individual De Sentença, Coisa Julgada, Legitimidade Para Execução, Admissibilidade Do Recurso Especial, Dissídio Jurisprudencial, Súmula 7/stj, Honorários Advocatícios
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Parties
NATERCIO LUIZ ELERO
Agravante
MARCUS HENRIQUE LIRA DE OLIVEIRA
Agravante
JOSÉ ANTONJO DE BARROS PENTEADO
Agravante
CLAUDOMIR GONZAGA DOS SANTOS
Agravante
ELIANA PEREGRINA SOARES
Agravante
MARCOS DOS SANTOS
Agravante
ILKA IZADORA DA SILVA PERRI
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo (conhecimento E Negação De Provimento)
Legal Issues
- 1 legitimidade para execução face à limitação do título judicial aos associados da impetrante
- 2 inadmissibilidade do recurso especial por exigir reexame de matéria fático-probatória (Súmula 7/STJ)
- 3 adequação à tese firmada no Tema 1119/STJ/STF
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento porque a alteração da conclusão do tribunal a quo exigiria reexame de matéria fático-probatória (incidência da Súmula 7/STJ) em face da limitação expressa do título coletivo aos associados da impetrante, bem como por inadequação da tese ao Tema 1119 e pela ausência de comprovação analítica da divergência jurisprudencial e do atendimento aos requisitos de admissibilidade do art. 1.029, § 1º, do CPC.
Court Disposition
Conheço do agravo e nego-lhe provimento.
Orders
- Majoro os honorários advocatícios em 2% (dois por cento), com fundamento no art. 85, § 11, do CPC, observados os limites percentuais do § 3º do mesmo dispositivo e eventual concessão da gratuidade da justiça.
- Intimem-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Em análise, agravo em recurso especial contra decisão que inadmitiu o recurso especial interposto por NATERCIO LUIZ ELERO, MARCUS HENRIQUE LIRA DE OLIVEIRA, JOSÉ ANTONJO DE BARROS PENTEADO, CLAUDOMIR GONZAGA DOS SANTOS, ELIANA PEREGRINA SOARES, MARCOS DOS SANTOS e ILKA IZADORA DA SILVA PERRI, contra o acórdão assim ementado: APELAÇÃO. Mandado de Segurança Coletivo. Cumprimento Individual de Sentença. Benefício da gratuidade que cumpre conceder em vista do padrão de renda dos apelantes. Pedido na ação coletiva limitado aos associados da impetrante, restrição acatada expressamente pela sentença, mantida em grau de apelação. Filiação não comprovada. Porque não contempladas pelo título judicial, os apelantes não têm legitimidade para a execução. Processo extinto. Recurso parcialmente provido, somente para conceder aos apelantes o benefício da gratuidade, com majoração dos honorários advocatícios, pelo trabalho e sucumbência em grau de recurso, de mil para dois mil reais, observando-se a gratuidade. Os embargos de declaração foram acolhidos sem efeitos modificativos. Em seu recurso especial, a parte agravante alega violação do art. 22 da Lei 12.016 e do art. 103, I e II, da Lei 8.078/1990, além de divergência jurisprudencial. Em juízo de adequação à tese firmada para o Tema 1.119/STJ, o órgão a quo manteve o aresto anterior, nos seguintes termos: RECURSOS ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO. Juízo de retratação. Código de Processo Civil, artigo 1040, II. Mandado de segurança coletivo. Cumprimento Individual Provisório. Policiais militares. Quinquênios e sexta-parte. Adequação a Supremo Tribunal Federal, Tema 1119. Limitação expressa do título aos associados da impetrante que não cabe rever para efeito da sua execução. Julgamento mantido. Nesse cenário, o apelo especial não foi admitido, por adequação legal, por incidência da Súmula 7/STJ e por não preenchimento dos requisitos previstos pelo art. 1029, § 1º, do CPC, o que dá origem à irresignação em exame. Em suas razões recursais, a parte agravante sustenta o preenchimento dos requisitos de admissibilidade do recurso especial. Reitera a vulneração da lei. Afirma que a controvérsia cinge-se à questão jurídica traduzida na extensão dos efeitos da sentença coletiva a todos os integrantes da categoria contemplada e não apenas aos filiados de sindicato autor ou aos relacionados na petição inicial. Diz cumpridos os requisitos do art. 1.029, § 1º, do CPC. Contraminuta apresentada (fls. 533-539). É o relatório. Passo a decidir. No que diz respeito à legitimidade para a execução, sobressai do aresto recorrido que há "limitação expressamente acatada pela sentença, proferida em 19-03-2009, mantida em grau de apelação" (fls. 129), o que deriva na impossibilidade de revisão da coisa julgada. Nesse cenário, a alteração da conclusão do Tribunal a quo ensejaria o necessário reexame da matéria fático-probatória dos autos, atraindo, por conseguinte, a incidência da Súmula 7/STJ, uma vez que seria necessário rever o título formado na ação coletiva. Nesse sentido: "É inviável, em sede de recurso especial, o reexame de matéria fático-probatória, nos termos da Súmula 7 do STJ: "A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial"" (AgInt no AREsp n. 1.964.284/SP, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 27/11/2023, DJe de 5/12/2023). A propósito: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. IMPOSTO SOBRE A TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS - ITBI. ACÓRDÃO RECORRIDO PELA IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO EM RAZÃO DE IMPLICAR EM VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. VIOLAÇÃO DO ARTS. 489 E 1.022 DO CPC/2015. NÃO OCORRÊNCIA. REVISÃO. REEXAME DE PROVA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. INADMISSIBILIDADE. 1. Tendo o recurso sido interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015 - CPC/2015, devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. 2. Não há violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015 quando o órgão julgador, de forma clara e coerente, externa fundamentação adequada e suficiente à conclusão do acórdão embargado. 3. No caso dos autos, ao decidir pela improcedência do pedido de repetição de indébito do ITBI, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo concluiu pela adoção do valor do imóvel utilizado para fins de lançamento do IPTU, uma vez considerada a coisa julgada formada em mandado de segurança, no qual a parte impetrante "postulou o afastamento do "valor venal de referência" e a utilização, como base de cálculo do ITBI, "do maior valor entre o valor venal utilizado para cálculo do IPTU e o valor da transação"" (fl. 209). 4. O delineamento fático descrito pelo órgão julgador a quo não revela contrariedade a tese firmada no REsp 1.937.821/SP (tema 1113), tendo em vista a conclusão do acórdão recorrido resultar de interpretação da coisa julgada; nem revela violação dos arts. 485, inc. V, e 504, inc. I, do CPC/2015, razão pela qual a revisão do acórdão depende do reexame do acervo probatório, o que não é adequado na via do especial, consoante enuncia a Súmula 7 do STJ. E, com relação à tese de violação dos arts. 932, inc. IV, alínea "b", do CPC/2015 e do art. 165 do CTN, as Súmulas 211 do STJ e 282 do STF impedem o conhecimento do recurso, pois não foram prequestionados. 5. Agravo interno não provido (AgInt no AREsp n. 2.593.931/SP, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 10/2/2025, DJEN de 21/2/2025). Por fim, quanto à alegação de dissídio jurisprudencial, "fica prejudicada a análise da divergência jurisprudencial quando a tese sustentada já foi afastada no exame do Recurso Especial pela alínea "a" do permissivo constitucional." (AgInt no AREsp n. 2.028.275/MS, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 27/6/2022, DJe de 29/6/2022.) Importante registrar que é in dispensável que a parte recorrente demonstre, de forma analítica, de que maneira o aresto paradigma apreciou matéria idêntica à dos autos, à luz da mesma legislação federal analisada pelo acórdão recorrido, dando-lhe solução distinta para que se tenha por configurada a divergência jurisprudencial; o que não se verificou no presente caso. Não basta a mera diagramação lado a lado dos acórdãos para se atender aos requisitos legais e regimentais. O recurso especial interposto pela alínea c do permissivo constitucional, além da comprovação da divergência - por meio da juntada de certidões ou cópias autenticadas dos acórdãos apontados divergentes, permitida a declaração de autenticidade pelo próprio advogado ou a citação de repositório oficial, autorizado ou credenciado, em que os julgados se achem publicados, nos termos do art. 1.029, § 1º, do CPC; e no art. 255, § 1º, do RISTJ - exige a demonstração do dissídio, com a realização do cotejo analítico entre os acórdãos confrontados, nos termos legais e regimentais, não bastando a mera transcrição de ementas ou mesmo a íntegra do voto condutor do julgado, sem a identificação das circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os arestos confrontados. Isso posto, com fundamento no art. 34, XVIII, a, c/c o art. 253, parágrafo único, II, b, do RISTJ, conheço do agravo e nego-lhe provimento. Majoro os honorários advocatícios em 2% (dois por cento), com fundamento no art. 85, § 11, do CPC, observados os limites percentuais previstos no § 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Intimem-se. EMENTA