REsp 2112691 - DECISAO

REsp 2112691 - DECISAO

O Superior Tribunal de Justiça considerou que o entendimento do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, segundo o qual a condenação com trânsito em julgado em 2013 seria "muito antiga" para integrar os maus antecedentes, não encontra amparo na jurisprudência desta Corte. Conforme precedentes do STJ e do STF, condenações cuja punibilidade foi extinta há mais de cinco anos podem ser consideradas maus antecedentes, salvo hipótese excepcional de condenações muito antigas (normalmente a partir de 10 anos entre a extinção da pena e o novo delito). No caso concreto o lapso entre 2013 e o delito de 2020 (7 anos) não é suficiente para afastar os maus antecedentes; por isso, deu-se...

Parties
Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Recorrido: ELIAS DE PAULA COSTA JUNIOR
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
24 May 2024
Procedural Posture
Recurso Especial / Recurso Especial Conhecido E Provido
Outcome
Conheço do recurso especial e dou-lhe provimento
Legal Topics
Maus Antecedentes, Dosimetria Da Pena, Porte Ilegal De Arma De Fogo, Reincidência

Case Brief

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Parties

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Recorrente

ELIAS DE PAULA COSTA JUNIOR

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial / Recurso Especial Conhecido E Provido

  1. 1 Possibilidade de utilização de condenações antigas, atingidas pelo período depurador quinquenal do art. 64, I, do CP, para caracterizar maus antecedentes
  2. 2 Critério para afastamento de valoração negativa de antecedentes por serem "muito antigos" (teoria do direito ao esquecimento)
  3. 3 Aplicação do art. 59 do Código Penal na dosimetria da pena

Ratio Decidendi

O Superior Tribunal de Justiça considerou que o entendimento do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, segundo o qual a condenação com trânsito em julgado em 2013 seria "muito antiga" para integrar os maus antecedentes, não encontra amparo na jurisprudência desta Corte. Conforme precedentes do STJ e do STF, condenações cuja punibilidade foi extinta há mais de cinco anos podem ser consideradas maus antecedentes, salvo hipótese excepcional de condenações muito antigas (normalmente a partir de 10 anos entre a extinção da pena e o novo delito). No caso concreto o lapso entre 2013 e o delito de 2020 (7 anos) não é suficiente para afastar os maus antecedentes; por isso, deu-se...

Court Disposition

Conheço do recurso especial e dou-lhe provimento

Orders

  • Reconhecer a negativação da circunstância judicial dos maus antecedentes
  • Restabelecer a dosimetria da pena realizada pela sentença de primeiro grau: 2 anos e 9 meses de reclusão, em regime inicial aberto, e 14 dias-multa, à razão mínima