RMS 64716 - ACORDAO
A Quinta Turma entendeu que, embora a proibição de contratar estivesse fundamentada à época de sua imposição (diante de indícios de crimes e risco de reiteração), a sua duração prolongada impõe reexame periódico nos termos dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade; manteve a medida por ora, mas deu parcial provimento para determinar que o Juízo de 1º grau reavalie, com fundamentação atual, a necessidade e adequação da medida ao menos a cada seis meses, com primeira reavaliação em quinze dias.
- Parties
- Agravante/impetrante: SABIÁ ECOLÓGICO TRANSPORTES DE LIXO LTDA.; Ex Administrador/investigado: AUGUSTINHO STANG; Coatora: Tribunal de Justiça do Paraná
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Julgamento Colegiado Pelo Superior Tribunal De Justiça, Quinta Turma (acórdão)
- Outcome
- Agravo regimental parcialmente provido.
- Legal Topics
- Medidas Cautelares, Proibição De Contratar Com O Poder Público, Fraude Em Licitação, Organização Criminosa, Corrupção, Tráfico De Influência, Falsidade Ideológica, Proporcionalidade E Razoabilidade, Reexame Periódico De Medidas Cautelares
Case Brief
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Parties
SABIÁ ECOLÓGICO TRANSPORTES DE LIXO LTDA.
Agravante/impetrante
AUGUSTINHO STANG
Ex Administrador/investigado
Tribunal de Justiça do Paraná
Coatora
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Julgamento Colegiado Pelo Superior Tribunal De Justiça, Quinta Turma (acórdão)
Legal Issues
- 1 legalidade da proibição de contratar com o Poder Público imposta como medida cautelar penal
- 2 necessidade de indícios de crimes de natureza financeira e da possibilidade de reiteração delitiva para suspensão do exercício de atividade econômica (art. 319, VI, CPP)
- 3 compatibilidade da medida com o princípio da presunção de inocência
Ratio Decidendi
A Quinta Turma entendeu que, embora a proibição de contratar estivesse fundamentada à época de sua imposição (diante de indícios de crimes e risco de reiteração), a sua duração prolongada impõe reexame periódico nos termos dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade; manteve a medida por ora, mas deu parcial provimento para determinar que o Juízo de 1º grau reavalie, com fundamentação atual, a necessidade e adequação da medida ao menos a cada seis meses, com primeira reavaliação em quinze dias.
Court Disposition
Agravo regimental parcialmente provido.
Orders
- Determinar que o Juízo de 1º grau proceda a nova avaliação da adequação/necessidade de manutenção ou não da medida cautelar de proibição de contratar com o Poder Público, no mínimo a cada 6 (seis) meses, com fundamentação atual e contemporânea.
- A primeira reavaliação deverá ocorrer no prazo de quinze dias, a contar da comunicação desta decisão.
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